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  • sábado, 9 de abril de 2016

    #SAÚDE » Em estado de alerta para o H1N1

    Tiago Coelho e Cristina Segatto anunciaram a antecipação da vacinação de crianças menores de 5 anos e gestantes. Esses dois grupos poderão se proteger a partir de 25 de abril. Executivo local tem em estoque 162 mil doses do imunobiológico e aguarda mais 130 unidades do Ministério da Saúde

    Nos três meses do ano, a gripe já matou três pessoas. O DF teve 26 casos confirmados e 85 estão sob investigação. Diante do quadro, que só não é pior do que o de 2009, o governo decidiu antecipar a campanha de imunização dos grupos de risco

    O Distrito Federal decretou estado de alerta para o vírus H1N1. A Secretaria de Saúde está temerosa com o avanço e a letalidade do germe. Ao todo, três pessoas morreram, 26 estão doentes e há outros 85 casos em investigação. Esta é a primeira vez — exceto em 2009, ano da pandemia de gripe suína — que a cidade registra esse volume de infecções e óbitos nos três primeiros meses do ano. Para tentar conter o avanço da doença, o Executivo local antecipou a vacinação dos grupos de risco, como o Correio adiantou na edição de quarta-feira. O estoque está abastecido com 162 mil doses do imunobiológico — 25% do total. O Ministério da Saúde programou cinco repasses do insumo ao DF.

    Cinco casos de H1N1 ocorreram em crianças menores de 5 anos. Outras 19 situações em adultos de 20 a 59 anos e duas infecções em idosos acima de 60 anos. Entre os adultos, três são gestantes — uma delas está internada há mais de 20 dias. Ao todo, 22 pessoas tiveram complicações e precisaram ficar hospitalizadas.

    O subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, garante que não há motivo para desespero, mas que a situação requer cuidados pelo nível de letalidade e alto volume de contaminações. “Os números estão atípicos. Três mortes e 26 contaminações nas 13 primeiras semanas do ano chama a atenção”, disse o médico. Em todo o ano passado, não houve registros da doença no DF. Em 2014, 21 pessoas se contaminaram e quatro morreram. Durante a pandemia de gripe suína, em 2009, a Secretaria de Saúde registrou 10 mortes e 668 casos confirmados de H1N1.

    As vítimas do H1N1 em 2016 moram em Águas Claras, no Paranoá e em Vicente Pires. Todas as mortes ocorreram em mulheres — uma idosa de 80 anos e duas adultas entre 30 e 49 anos. Um óbito está em investigação. Na quinta-feira, a morte do assessor parlamentar Ivo Nogueira Romualdo, 36 anos, foi atribuída à doença. Por telefone, a família confirmou ao Correio a suspeita e disse que o tratamento estava sendo para a gripe suína. Ivo estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital São Mateus desde a semana passada.

    Como circula tanto em humanos como em porcos e aves, o vírus tem mais organismos vivos para serem alternados. Os outros tipos de gripe não causam quadros tão graves porque o nosso sistema de defesa já teve contato com eles. “A circulação do vírus começou antes do seu período sazonal e tem se disseminado rapidamente, mas não há motivo para alarde”, avalia a diretora de Vigilância Epidemiológica, Cristina Segatto (leia Quatro perguntas para).

    Vacinação adiantada 
    A Secretaria de Saúde recebeu, ontem, 162.950 mil doses da vacina trivalente — contra as gripes H1N1, H3N2 e Influenza B. A capital federal antecipou para 25 de abril o início da campanha de imunização, antes prevista para o dia 30. Caso a pasta receba outras 130 mil doses do insumo, a data pode ser alterada para o dia18 deste mês. Crianças menores de 5 anos e gestantes são o alvo neste primeiro momento. A eficácia varia entre 60% e 90%, dependendo da faixa etária do paciente e de outros fatores, como presença de infecções e doenças crônicas, a exemplo de diabetes, asma e outros males respiratórios. Em média, a vacina leva de 30a 60 dias para começar a fazer efeito.

    O GDF pretende imunizar pelo menos 600 mil pessoas. São 203 mil idosos acima de 65 anos, 33 mil gestantes, 180 mil crianças menores de 5 anos, 90 mil doentes crônicos, além de outras 73 mil pessoas entre presidiários e profissionais de saúde. “Percebemos que as crianças e as gestantes têm uma incidência maior de letalidade nos casos observados até o momento. O sistema imunológico desses grupos está prejudicado nessa fase da vida”, explicou o subsecretário.

    No ano passado, o Executivo local se viu obrigado a prorrogar o prazo de vacinação. Apenas 57% do público-alvo havia procurado os postos de imunização. No fim da campanha, 523.452 pessoas receberam doses da vacina. Segundo a Secretaria de Saúde, 93,5% dos idosos se vacinaram. Já os grupos de crianças e gestantes não atingiram a meta de pelo menos 80%.

    "Percebemos que as crianças e as gestantes têm uma incidência maior de letalidade nos casos observados até o momento. O sistema imunológico desses grupos está prejudicado nessa fase da vida”
    (Tiago Coelho, subsecretário de Vigilância à Saúde) 

    Aedes ainda preocupa
    A tríplice epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti ainda preocupam autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde divulgou, ontem, balanço parcial da segunda etapa de visitação de imóveis para controle da reprodução do mosquito. Na capital federal, 188.732 domicílios receberam a visita de agentes de vigilância epidemiológica. O índice representa 20,2% do universo de 930.622 casas. O documento mostra que em 34.117 endereços houve recusa ou estavam fechados. Ao todo, 22% dos domicílios não tiveram os focos debelados. Em apenas três meses, o DF registrou 98% dos casos de dengue notificados em todo o ano passado. A Secretaria de Saúde apontou 10.218 infecções — 1,3 mil em moradores do Entorno. Em 2015, a marca alcançou 10.338 pessoas. De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico divulgado pelo Executivo local, 40 casos de zika estão confirmados — sendo 11 em gestantes. Em 65% das situações, a infecção ocorreu na cidade. Há ainda, 41 casos de chicungunha confirmados. Amanhã, as estações do Metrô estarão fechadas para o combate ao Aedes a partir das 16h. A ação, com aplicação de veneno do fumacê, começa na unidade de Águas Claras. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Saúde com apoio do Metrô.

    Quatro perguntas para Cristina Segatto, diretora de Vigilância Epidemiológica;

    O que fazer neste momento para diminuir o risco de contaminação?
    A primeira coisa a ser feita é a prevenção higiênica, ou seja, lavar as mãos sempre, evitar tocar nariz, olhos e boca, usar lenços descartáveis para espirrar e tossir, evitar locais aglomerados, manter boa alimentação e ingerir muito liíquido ao longo do dia. Assim que os sintomas aparecerem, é preciso procurar o médico. E não deixar de se vacinar, sobretudo os grupos assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    O uso de máscaras ajuda?
    Isso é para quem está doente. A máscara faz uma proteção mecânica, que evita a disseminação do vírus a partir de uma pessoa que está tossindo e espirrando. É importante também para diminuir o contato com outros micro-organismos e agravar um quadro clínico. 

    Os cuidados caseiros, como suco de laranja, chás e remédios antigripais, ajudam? 
    Quando falamos em aumentar a hidratação, é válido o suco. Mas o recomendado é a água, por ser mais saudável. Qualquer coisa que se vá fazer o uso, como vitamina C efervescente, é bom pedir a recomendação médica para verificar se há a necessidade.

    Quando procurar o médico? 
    O paciente que tiver sintomas de gripe e febre alta deve procurar assistência médica nas primeiras 24 horas. Os antivirais são recomendados somente nas primeiras 48 horas. É importante detectar a gripe H1N1 precocemente para se evitar casos agudos e internações. O médico vai prescrever a medicação para evitar agravos. A indicação é muito específica do caso e das complicações do momento.


    Fonte: Otávio Augusto – Foto: Renato Araújo-Agência Brasília – Correio Braziliense 

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