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  • sexta-feira, 6 de maio de 2016

    #MANÉGARRINCHA » Saiu de baixo do tapete - #Gramado - (TCDF) aponta superfaturamento de R$ 365 milhões na construção da arena

    Última manutenção no gramado do Mané Garrincha teve de combater pragas que ameaçavam destruir o tapete: para o TCDF, alguns serviços no campo de jogo foram superfaturados
    Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) aponta superfaturamento de R$ 365 milhões na construção da arena. Contrato de implantação da base do gramado é citado como um dos responsáveis pelo sobrepreço

    No dia da confirmação de três partidas do Flamengo em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) divulgou que o possível sobrepreço na reconstrução do novo Mané Garrincha pode chegar a R$ 365 milhões. A informação foi anunciada pelo presidente do TCDF, Renato Rainha, em entrevista coletiva para informar outro superfaturamento em contrato da Novacap com a empresa Greenleaf, responsável pela manutenção do campo de jogo.

    A companhia e a empresa privada têm 30 dias para explicar ao tribunal o sobrepreço de R$ 950 mil em contrato para a implantação da base do gramado. O montante representa 16,4% do valor total desse contrato, de R$ 5,95 milhões. A investigação foi feita a pedido do Ministério Público de Contas do DF. “Há serviços não feitos e outros realizados sem necessidade”, argumentou Rainha.

    Entre os trabalhos executados desnecessariamente, está o nivelamento a laser do gramado, feito em desacordo com exigências da Fifa para a Copa do Mundo, segundo o TCDF. De acordo com Rainha, o nivelamento foi feito em três etapas, enquanto a Fifa exigia o serviço em apenas uma. Além disso, o governo local pagou pelo nivelamento de 10.755m² na etapa de preparo e limpeza do terreno do gramado, mas o campo tem área de 8.970m².

    O tribunal aguarda a defesa da Novacap e da Greenleaf. “Se notarmos, durante a apuração, que houve prejuízo, a empresa e a Novacap serão chamadas para devolver o valor com patrimônio pessoal”, adiantou o presidente. “Se comprovada má-fé, as pessoas responderão por isso. Em caso de indício de dolo ou de improbidade, tudo será encaminhado ao Ministério Público”, ressaltou.

    O custo total da arena considerado pelo TCDF chega a R$ 1,9 bilhão. Assim, o Mané Garrincha pula da terceira para a segunda posição na lista dos estádios mais caros do mundo, atrás apenas de Wembley, em Londres, segundo estudo recente da empresa de consultoria KPMG1. No entanto, mesmo subtraído o superfaturamento total de R$ 365 milhões, o Mané ainda seria o mais caro do Brasil.

    Novo contrato
    O anúncio do superfaturamento de R$ 950 mil no contrato para implantação da base para o gramado do Mané garrincha foi feito no dia da publicação de novo acordo entre a Novacap e a Greenleaf no Diário Oficial do DF. Consta no diário de ontem extrato de contrato para “prestação de serviços contínuos de operação, manutenção preventiva e corretiva do gramado e seus respectivos sistemas de irrigação e drenagem”, no valor de R$ 775 mil.

    Assinado em 25 de abril, o novo acordo vale por um ano. Segundo o TCDF, Greenleaf e Novacap ainda estão sendo convocados para prestar esclarecimentos e, portanto, não há decisão de mérito do tribunal, o que não impede a contratação.

    “Se, ao fim do processo, ficarem comprovadas má-fé e prática ilícita da empresa em relação ao superfaturamento na implantação do gramado, uma das punições pode ser a declaração de inidoneidade, que a proíbe de contratar com a administração pública por tempo indeterminado, até que os prejuízos relativos ao contrato em questão sejam ressarcidos. Mesmo assim, os contratos em andamento no momento da declaração de inidoneidade não são automaticamente rescindidos”, esclareceu Renato Rainha, presidente do TCDF.

    Novos superfaturamentos podem vir à tona em breve. O tribunal executa uma auditoria de qualidade no estádio. “Os auditores têm ido ao estádio para verificar, por exemplo, se o piso colocado tem a mesma qualidade citada no contrato, se as escadas estão dentro dos padrões”, explicou Rainha.

    Ainda há um contrato para a execução de obras do entorno do estádio. Embora o pacto esteja ativo, o serviço não começou. O presidente do TCDF enviou ofício ao governador Rodrigo Rollemberg recomendando a suspensão do contrato de R$ 287 milhões. “Não há razoabilidade nenhuma para se gastar esse valor no estádio enquanto pessoas sofrem em hospitais”, alega Renato Rainha. “O legado que a Copa deixou para o DF, na minha avaliação, é muito ruim”, afirmou.


    Fonte: Vitor de Morais – Foto/Ilustração: Arquivo pessoal Vitor de Morais – Blog-Google – Correio Braziliense

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