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  • domingo, 22 de maio de 2016

    #RESTAURANTESCOMUNITÁRIOS » Cai preço de refeições populares

            Rodrigo Rollemberg afirmou que restaurantes perderam 47% da clientela

    Governo revê valores cobrados nos refeitórios de baixo custo para aumentar o movimento nas unidades, que chegou a diminuir pela metade. Os pratos valerão R$ 1, para os beneficiados com programas sociais, e R$ 2

    Nem sempre o aumento de taxas para a população significa crescimento de arrecadação para um governo. A afirmação parece estranha, mas foi o que ocorreu no caso dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. Em setembro do ano passado, os valores subiram como forma de estancar a crise financeira vivida pela capital do país. Entretanto, a queda na movimentação dos refeitórios tornou-se tão grande que o GDF resolveu diminuir os preços novamente. A alteração começa a valer amanhã, na unidade do Sol Nascente, e vai valer para as outras localidades de forma escalonada.

    Assim, o prato, que custa R$ 3, passará a valer R$ 2 e R$ 1. Os preços são diferenciados em relação aos beneficiados de programas sociais do governo. Para ter direito à tarifa de R$ 1, é necessário apresentar, no guichê do restaurante, documento de identificação com foto e constar do Cadastro Único do GDF, por meio de sistema da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

    De acordo com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a redução dos valores das refeições não causará grandes impactos nos cofres públicos, uma vez que, desde o reajuste do ano passado, a frequência de usuários nos restaurantes populares diminuiu. “Vamos reduzir o preço para toda a população. Nós tivemos a redução de 47% no número de pessoas diariamente no restaurante (passou de 32 mil usuários para 17 mil). Isso fez com que as empresas responsáveis repactuassem o preço e aumentassem o valor do subsídio pago pelo governo. Com a redução, a nossa expectativa é aumentar a frequência de usuários e atender a população mais carente”, detalhou o governador. Com os valores antigos, os custos estimados aos cofres públicos estavam em R$ 21,2 milhões. Agora, os gastos subirão para R$ 22,3 milhões.

    O número apontado pelo governador chegou a ser maior. Entre outubro e dezembro de 2015, as unidades venderam 841.594 refeições. No mesmo período de 2014, a marca foi de 2.079.357. A queda de 60% demonstrou que a população sentiu no bolso o aumento de R$ 1 para R$ 3, um dos itens do pacote de medidas anunciado pelo Buriti em setembro do ano passado. À época, o próprio governo confirmou a preocupação com o problema, mas membros do Executivo apontaram outros fatores, como o desemprego e o aumento na passagem de ônibus.

    Anunciado
    No fim do ano, a movimentação para que os preços recuassem tomou fôlego dentro do Buriti, pressionado pela Câmara Legislativa. Chegou-se à conclusão de que valia a pena gastar um pouco mais para não afetar o dia a dia dos trabalhadores e das famílias que usam o benefício, além das perdas políticas. No programa CB.Poder, da TV Brasília, em novembro do ano passado, o secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Joe Valle, confirmou a intenção do governo de rever os valores dos restaurantes comunitários — informação atestada pouco depois pelo próprio governador.

    O restaurante do Sol Nascente será o primeiro com a cobrar o valor de R$ 1. Em 30 dias, será estendido às outras localidades de forma escalonada. O DF conta com 12 restaurantes comunitários em funcionamento — a unidade do Itapoã está em fase de licitação para reforma e a do Sol Nascente será inaugurada na segunda-feira. Situado na QNR 1, o refeitório terá a capacidade de servir 3 mil refeições por dia.

    Responsabilidade fiscal
    A crise também tem como reflexo o adiamento da posse de concursados. Na sexta-feira, por exemplo, houve a prorrogação até 2018 de oito concursos públicos de 2013 e 2014. São 12.491 aprovados para ocupar vagas nas secretarias de Educação e de Cultura, e no Metrô. Eles não podem assumir agora porque o GDF ainda está acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Memória - Primeiro ano conturbado
    Ao assumir o governo do DF, Rodrigo Rollemberg já acenava que tomaria medidas impopulares para fazer com que as finanças fossem regularizadas. Segundo a equipe econômica do socialista, a gestão anterior, do petista Agnelo Queiroz, havia deixado uma dívida de cerca de R$ 3 bilhões. Pequenos pacotes, promessas de cortes em benefícios, como a licença-prêmio, atrasos de salários, entre outras medidas, começaram a ser tomadas desde o início de 2015. Com isso, o governo recém-empossado enfrentou greves de várias categorias. 

    O pior momento veio em 15 de setembro, quando Rollemberg anunciou medidas realmente duras e que afetavam diretamente o bolso do brasiliense, como aumentos da tarifa de ônibus e metrô, dos restaurantes comunitários, e até da entrada do Zoológico de Brasília — que foi de R$ 2 para até R$ 10. O socialista prometeu que atrasos e reajustes em salários e benefícios seriam revistos em janeiro seguinte, situação condicionada à aprovação pela Câmara Legislativa de projetos que atingem o cidadão, como aumento de IPTU, ICMS, Contribuição de Iluminação Pública (CIP), Taxa de Limpeza Pública (TLP) e outros impostos.

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    Fonte: Thiago Soares – Foto: Dênio Simões – Agência Brasília – Correio Braziliense 

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