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  • sexta-feira, 27 de maio de 2016

    #Urbanismo: Revitalizar as avenidas W3 Sul e Norte pode ser a redenção da atividade econômica

    Entra e sai governo, e o problema da revitalização da avenida W3 persiste sem solução à vista. Ao longo dos anos, alguns concursos públicos para a escolha de um projeto de urbanização dessa importante via de comércio da cidade foram realizados, os resultados e os vencedores foram divulgados e conhecidos de todos, mas, até agora, nada de prático. Ocorre que esses projetos vencedores, com o passar do tempo e do esquecimento, ficaram, de certa forma, datados, e as soluções apontadas não se encaixam nas exigências atuais. Burocracias à parte, o problema com a decadência das avenidas W3 Sul e Norte, à primeira vista, não necessita de cérebros sofisticados para se chegar a bom termo.

    De saída, o que essas vias requerem, com urgência, é limpeza e uniformização das calçadas. Ao longo de todo o trecho, ambas as avenidas não dispõem de piso largo, uniforme, limpo e convidativo para as pessoas perambularem despreocupadas. Calçadas bem desenhadas, com as exigências que um bom desenho técnico recomenda, representam a pré-condição para a revitalização da área, atraindo pessoas de todas idades e condições físicas.
    No caso da W3 Sul, importante, ainda, é a reconstrução das marquises em frente às lojas, dentro dos padrões atuais, dando mais segurança e abrigo aos passantes. Fundamental também nas duas avenidas são a limpeza e a padronização dos letreiros e propagandas das lojas, acabando com a poluição visual que enfeia e prejudica os locais.
    As paradas de ônibus necessitam ser revitalizadas, seguindo o padrão Brasília, com conforto e segurança aos usuários do transporte público, dentro do que propõe o desenho modernista. A ideia de revesti-los com azulejos Athos Bulcão pode ser pensada.

    O problema com a infiltração de comércio nas quadras 700 Sul, que são residenciais, pode ser tranquilamente resolvido, usando-se, para isso, a lei e a autoridade do governo para levar esses empreendedores para a área destinada a esse fim  que fica logo ali, atravessando a avenida, nas quadras 500.

    Deixar essas importantes ruas de comércio entregues à criatividade e à inventividade de cada um desses comerciantes, resultou no que se tem agora: uma avenida que é o retrato do terceiro mundo. Pior, bem no coração da capital. O prolongado descaso das autoridades com essa região, traz prejuízos para a população e para os próprios comerciantes que vêm os clientes serem tangidos para os shoppings e outros pontos de comércio mais seguros e limpos.

    Desfiguradas com a proliferação de puxadinhos verticais e horizontais, a situação é calamitosa nessas avenidas. Sujeira, poluição visual, barreiras físicas e outras anomalias urbanas impõem providências urgentes, principalmente agora em momento de profunda crise econômica, quando milhares de estabelecimentos comerciais fecham as portas.
    Revitalizar a avenidas W3 Sul e Norte pode ser a redenção da atividade econômica não apenas nessas áreas específicas, mas para toda a cidade, trazendo mais movimento na economia, comércio, mais lazer, mais empregos, e devolvendo aos brasilienses duas importantes vias, conforme idealizadas por seus projetistas.

    ***

    A frase que foi pronunciada
    “A máquina política triunfa porque é uma minoria unida atuando contra uma maioria dividida.”
    (Will Durant)


    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    Um comentário:

    1. Os problemas são reais, mas as soluções propostas me parecem ingênuas. Toda essa padronização não é particularmente benéfica, e também não toca nas causas da situação.

      Não basta decretar que as coisas deveriam ser de outra forma. É preciso considerar se e como torná-las possíveis e sustentáveis.

      As W3 não me parecem ter viabilidade econômica real com os desníveis sócio-econômicos a que Brasília está condenada pela combinação do tamanho da população, das pesadas restrições habitacionais no plano-piloto e da economia fortemente dependente do setor público.

      Enquanto Brasília se auto-infligir os níveis altíssimos de marginalidade e exclusão social que tem, a depredação e a decadência são certezas.

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