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  • sábado, 18 de junho de 2016

    #Triste: Faleceu Nemm Soares, 60 anos - (Artista plástico mineiro radicado em Brasília)

    Artista plástico mineiro radicado em Brasília não resistiu a um AVC. Ele ficou conhecido por ter obras expostas em diversos estabelecimentos da cidade
    “A arte é pura aventura. Encontrar é que importa. O grande lance é alcançar a liberdade absoluta.” Essa é uma das frases ditas pelo artista plástico mineiro radicado em Brasília, Nemm Soares, que foi incorporada ao cardápio do restaurante Parrilla Madrid durante uma reestruturação do estabelecimento em 2011, e serve para definir como ele enxergava o trabalho artístico.

    Soares, 60 anos, morreu ontem em Brasília. Hipertenso, estava há alguns dias internado em estado grave em um hospital devido a um AVC (acidente vascular cerebral). Ele deixa três filhos. O velório e o sepultamento foram realizados ainda ontem no Cemitério Campo da Boa Esperança, na Asa Sul. O falecimento repentino do artista chocou os brasilienses ligados à arte, cultura, gastronomia e decoração, que admiravam o trabalho do mineiro.

    Antes de morrer, Nemm, autor de trabalhos que iam desde quadros até esculturas, deixou uma exposição inédita feita em conjunto com o amigo, artista plástico José Eugenio Monteiro. Ao todo foram produzidas 12 obras, em que cada um pintava um pedaço do quadro. Os painéis formam a mostra que se chama Parceiros e terá abertura em 21 de junho, às 19h, na Embaixada de Portugal, como uma homenagem ao pintor. A mostra estará disponível para visitação no dia seguinte até 3 de julho, das 11h às 18h. “É um trabalho que estávamos fazendo há mais de um ano e meio. Começamos a trabalhar em Pirenópolis (GO). Sempre fomos muito ligados e ficamos próximos por conta da arte. Nemm queria fazer uma exposição, até parecia que estava prevendo algo”, lembra Eugenio Monteiro.

    Eugenio define o amigo como “operário da arte”. “Ele virava as noites pintando. Foi muito generoso em me conceder essa parceria. Mais do que nunca vamos manter a exposição para que ele seja mantido vivo dessa forma. Ele será sempre um ícone em Brasília. Acho que não há um artista que tenha tantos trabalhos expostos pela capital”, completa.

    O mineiro ficou conhecido na capital por ter as obras caracterizadas pelo grafismo e pela geometria estampadas em restaurantes, estabelecimentos comerciais e clínicas e, principalmente, por ser o responsável pela pintura da parede e do painel do Clube do Choro (Eixo Monumental). O produtor e músico Reco do Bandolim, que fundou a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, conta que sua mulher foi quem teve a ideia de convidar Nemm para pintar o Clube do Choro por admirar o trabalho do artista. “Eu não o conhecia a fundo, mas a impressão que tive foi de era uma alma muito sensível, um sujeito muito delicado. Percebemos que ele teve uma sintonia muito grande com o que falamos sobre o Clube do Choro e a história do choro. Era um artista que ia metabolizando as informações”, diz Reco.

    O músico lembra que Nemm Soares conversou durante horas com ele e a esposa até chegar a ideia final para os desenhos do Clube do Choro, além de ter frequentado o espaço durante um período em busca de inspiração. “Ele tinha uma capacidade de transformar uma conversa em arte. Tenho um respeito muito grande pelo Nemm. A impressão que eu tinha era de que estávamos diante de um grande artista”, analisa.

    Singelo
    O empresário Marco Aurélio Costa, amigo de Nemm há 35 anos, possui vários trabalhos do artista na decoração de sua casa. “Era uma pessoa ótima, de coração muito bom. Fui uma das primeiras pessoas a dar espaço para as obras dele, quando eu ainda tinha o restaurante Piantela”, lembra.

    O chef Michel Hipólito, da Adega Baco, era um dos nomes da gastronomia da cidade que tinha bastante proximidade com Nemm Soares. “Costumava o encontrar em seu ateliê, na Asa Norte. Eu chamava o Nemm de Modigliani do Cerrado, por conta dos traços que ele fazia em suas telas e painéis. Essa é uma perda irreparável, mas suas obras ficam em diversos restaurantes. Ele era muito inventivo, o que diferenciava de todos”, afirma. Hipólito ainda completa dizendo que Nemm “foi um artista de um traço singelo”: “O trabalho dele era único e ninguém irá reproduzi-lo”.

    O mineiro percebeu o dom para arte ainda na adolescência. Com 15 anos, pintou a parede do quarto, depois fez pinturas em carros. Em 1989, quando já morava em Brasília (ele chegou na cidade em 1977) começou a pintar quadros por hobby. Sua primeira exposição foi em 1993, ano que iniciou a contagem de seu trabalho como artista plástico, quando expôs em uma das edições da Casa Cor, um evento dedicado a arquitetura e decoração.

    Durante a carreira artística, Nemm Soares teve mais de 25 mil obras catalogadas, entre elas, telas, painéis, esculturas e objetos, como castiçais e candelabros. Seus trabalhos estão em locais como os restaurantes Parrilla Madrid, Galeteria Beira do Lago, Bendito Suco, Bar Brasília, Dom Francisco, Bar do Ferreira e Mercado Municipal de Brasília. Além da repercussão no Planalto Central, teve suas obras expostas em países como Portugal, Índia, Espanha, Japão e França.

    (Colaborou Renata Rios)

    Confira alguns trabalhos de Nemm Soares

    Mercado Municipal de Brasília
    Bendito Suco
    Galeteria Beira do Lago
    Parrilla Madrid



    Fonte: Adrianan Izel – Fotos: Internet – Facebook – Correio Braziliense

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