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  • quinta-feira, 2 de junho de 2016

    #UBER - "Se querem bater, nós pedimos paz"

    Motoristas do Uber pressionaram para a aprovação de projeto de lei que prevê a regulamentação do serviço

    Motoristas do Uber organizam manifestação pelas ruas da cidade e na Câmara Legislativa para denunciar conflitos e agressões. No caso mais grave, permissionários confundem família com concorrente, perseguem e espancam as vítimas no aeroporto

    Cerca de 200 motoristas do aplicativo Uber fizeram um protesto no início da tarde de ontem para pedir paz, segurança e regulamentação do serviço na capital do país — atualmente, o Projeto de Lei nº 777/2015 tramita na Câmara Legislativa. O grupo se reuniu no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e seguiu em carreata com buzinaço até a sede da Casa, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). À tarde, representantes do Uber participaram de uma audiência pública e, em seguida, foram recebidos pela presidente da Câmara, Celina Leão, para debater o futuro do serviço e a segurança de trabalhadores e clientes do aplicativo.

    Por volta das 12h, os condutores do Uber usaram 54 carros próprios e formaram a palavra “paz” para iniciar o protesto no estacionamento do estádio. “O Uber vem sendo atacado no Brasil há muito tempo devido à qualidade do serviço que prestamos. A ideia da nossa resposta é mostrar a outra face. Se eles querem bater, nós pedimos a paz e vamos continuar mostrando a excelência que prezamos”, disse o motorista do Uber Ludgero Gabriel Valias de Paiva.
    Os irmãos Klédson e Klessio foram perseguidos e atacados na saída do aeroporto: "O que estão fazendo é crime"

    A manifestação ocorreu um dia depois de quatro veículos serem apedrejados no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Eles denunciaram que os responsáveis pelos danos foram taxistas. As vítimas registraram ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul). O condutor do aplicativo Romero Gontijo disse que a confusão começou no posto de gasolina vizinho ao terminal, onde os agressores chegaram com pedaços de pau e pedras. “Eram cerca de 50 taxistas. Quebraram tudo e agrediram a gente. Foi horrível. Na confusão, sobrou até para passageiros”, relatou.

    A empresa de transporte particular considera inaceitável o uso da violência. Para atender os motoristas que se sentirem ameaçados ou que sofrerem algum tipo de agressão, o Uber criou um número de telefone para casos de emergência, além de um endereço de e-mail para os parceiros.

    Em nota, o GDF lamentou o confronto entre as categorias. Diante do episódio, reforçou a necessidade de aprovação do PL que tramita na Câmara desde novembro de 2015. Após a identificação dos agressores, a Secretaria de Mobilidade abrirá processo para cassar as permissões dos taxistas envolvidos no episódio.

    A presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetáxi), Maria do Bomfim, alegou que um motorista do Uber provocou um taxista, iniciando a confusão. “O sindicato lamenta o acontecido e pede, não só à categoria, mas também aos motoristas do Uber, que tenham calma.”

    Ameaça
    Também no aeroporto, taxistas perseguiram e espancaram quatro irmãos após confundi-los com condutores do Uber. Eles haviam acabado de desembarcar no terminal e seguiam de carro para Ceilândia. As agressões ocorreram pouco depois da confusão no posto de combustível.

    A 10ª DP investiga o caso. O empresário Klessio Alves, 33 anos, conta que a família foi seguida por taxistas. “Um deles emparelhou com o nosso carro e, depois, passou em alta velocidade e começou a xingar. O meu irmão que estava dirigindo tentou frear, mas não conseguiu e bateu. Em seguida, o motorista pediu desculpa e disse para a gente encostar para resolver a batida. Quando paramos o carro, fomos espancados”, denunciou Klessio.

    Emocionado, ele lembra com tristeza de escutar um dos taxistas gritar: “Mata que é do Uber”. “Um deles puxou um punhal para matar o meu irmão mais velho, e todos nós ficamos muito machucados”, lamenta. O carro da família também ficou danificado. “É melhor arriscar a vida andando de bicicleta nas ruas do que andar de táxi. O pessoal do Uber e os passageiros estão correndo risco de morte. Esta é uma atitude inaceitável. O que estão fazendo é crime”, afirmou.

    Segundo a presidente do Sinpetáxi, os permissionários envolvidos na agressão serão acompanhados pela entidade. “Depois que a polícia investigar e a Secretaria de Mobilidade resolver a questão, os permissionários identificados perderão os direitos do sindicato”, adiantou.



    Fonte: Nathália Cardim – Fotos: Jhonatan Vieira-Esp./CB/D.A.Press – Correio Braziliense 

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