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  • domingo, 31 de julho de 2016

    Armadilhas e fofocas

    Deve-se aos contínuos avanços da tecnologia, a facilidade com que tudo que se move pode ser gravado em filme e áudio e disponibilizado, em segundos, para milhões de pessoas simultaneamente. O lado bom dessas novas possibilidades é o que deveria, por motivos escusos, ser mantido longe do conhecimento da sociedade e vem à tona para o bem da transparência na gestão da coisa pública. O lado ruim dessa bisbilhotice eletrônica desenfreada é que o mundo da fofoca e da semeadura de intrigas e discórdias ganha um aliado sem igual na desestabilização de amizades ou de governos.

    Por enquanto, o desenrolar das conversas, gravadas sorrateiramente pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, com o vice-governador, Renato Santana, ainda não ultrapassou a tênue fronteira que separa o que é mexerico do que é fato. Ainda assim, o caso vem ganhando repercussão graças à entrada oportunista da Câmara Legislativa no assunto.

    Para quem acompanha o caso do alto, soa estranho que um vice-governador que se diz conhecedor de fatos graves, envolvendo um órgão tão sensível e com tantos problemas, como a Pasta da Saúde, não tenha, imediatamente, comunicado o fato ao governador, ao Ministério Público, às polícias Federal e Civil, ou mesmo à imprensa, para colocar a questão a limpo.

    Parece estranho ainda o modo como a sindicalista preparou e arquitetou toda uma investigação por conta própria, fazendo seguidas gravações, montando dossiês e até um intrincado organograma do caso. Há ainda algumas dúvidas sobre o conhecimento ou não do vice-governador de que estava sendo gravado. Tudo neste caso caminha ainda no limbo das presunções.

    Parece ainda mais estranho que tenha vindo justamente um outro sindicato, no caso, o de delegados do DF, a pronta disposição para a criação de uma força-tarefa voluntária para ajudar na apuração das supostas irregularidades na área de Saúde.

    O governador erra em se deixar levar pela correnteza incerta dos acontecimentos. De concreto e positivo, fica a determinação do chefe do Executivo local de encaminhar à Corregedoria do GDF e à polícia a abertura de investigações.

    O entrelaçamento do mundo da política com o mundo do crime é fato e os brasileiros vêm tomando conhecimento dessa união através da Operação Lava-Jato e congêneres. Agora, acreditar que o atual governo tenha tido a ousadia de participar da rapinagem do dinheiro público, depois de tudo o que Brasília assistiu com os últimos ex-governadores, é crer que, de fato, não vale a pena continuar com o atual sistema que deu autonomia política à capital.

    A frase que foi pronunciada
    “Não há diferença entre humanos, há estratégia.”
    (Bruce Killer)



    Release
    Na última sexta-feira, o desembargador Mario Machado Vieira Netto empossou seis novos membros do TJDFT. Os futuros desembargadores são os juízes de direito substitutos de 2º Grau James Eduardo da Cruz de Moraes Oliveira, César Laboissiere Loyola, Sandoval Gomes de Oliveira, Esdras Neves Almeida, Gislene Pinheiro de Oliveira e Ana Maria Cantarino.


    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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