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  • domingo, 14 de agosto de 2016

    A saúde que chega pelos ares . (Força Aérea Brasileira e o seu trabalho na árdua missão de salvar vidas)

    Desde que esta coluna chegou aos leitores pela primeira vez, em 6 de abril de 2003, deixamos bem claro que ela serviria para “louvar o que bem merece e deixar o que é ruim de lado”, parafraseando a música de Gilberto Gil.

    Por isso hoje, com o maior orgulho e satisfação, queremos “louvar o que bem merece” e espalhar aos quatro cantos desta cidade e do país um trabalho maravilhoso que, infelizmente, muitos brasileiros desconhecem.

    Senhoras e senhores, lhes apresento hoje, com a maior alegria, a nossa Força Aérea Brasileira e o seu trabalho na árdua missão de salvar vidas. Buscamos, então, para ilustrar com propriedade esse nobre trabalho, o parecer da própria Aeronáutica:

    “O transporte de órgãos realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) é motivo de orgulho. Ajudar a salvar uma vida alenta o coração, traz sentido à jornada e é combustível não só para a realização profissional, mas também pessoal. As missões de transporte de órgãos acontecem há anos. Somente entre 2013 e 2015, foram 68 órgãos transportados pela FAB.

    Desde a publicação do Decreto Presidencial n° 8.783, de 6 de junho de 2016, a FAB realizou 31 missões de transporte de órgãos.

    Em paralelo, a Força Aérea continua a exercer diariamente outra atividade prevista no Acordo de Cooperação Técnica assinado em dezembro de 2013 entre a FAB e o Ministério da Saúde: proporcionar facilidades e priorizar o tráfego aéreo de aeronaves relacionado ao transporte de órgãos.

    Aeronaves de matrículas civis que estejam no espaço aéreo brasileiro em quaisquer situações nas quais vidas humanas possam ser salvas têm todo o apoio dos profissionais de controle de tráfego para tornar seus voos mais curtos. Apenas em 2015, 3,8 mil voos comerciais transportaram órgãos para serem transplantados, todos com o apoio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão da Força Aérea Brasileira.”

    Para quem não sabe, a Aeronáutica sempre teve missões de UTI aérea, assim como as importantes missões de transporte de órgãos, contando com aeronaves disponíveis em cada região do Brasil e não somente em Brasília, como muita gente pensa. O decreto presidencial determinando que a Força Aérea Brasileira (FAB) “mantivesse um avião em solo, para qualquer chamado de transplante de órgãos”, veio reforçar o firme propósito de dar a população a assistência tão necessária e tão sonhada, fazendo com que o número de doações de órgãos aumentasse em seis vezes, assim como o aproveitamento e a destinação deles. Todos sabem que órgãos doados têm um prazo de poucas horas para serem aproveitados e, caso isso não aconteça em tempo hábil, precisam ser descartados e, infelizmente, um paciente que há tanto tempo esperava por isso vê sua chance de cura adiada.

    Informações nos dão conta de que o que motivou a elaboração desse decreto foi uma reportagem veiculada na imprensa que revelou a incrível soma de 153 órgãos que foram perdidos por falta de transporte adequado, antes utilizado por meio de 716 requisições de transporte de ministros, presidentes do Supremo, da Câmara e do Senado.

    Finalmente, vemos que, além de seu papel de defensor do espaço aéreo brasileiro, bem como de tantas outras missões de igual importância e peso, que sabemos incontáveis, a nossa gloriosa Força Aérea Brasileira está agora cumprindo, de forma oficial, um dos mais nobres papéis: contribuir para salvar vidas, por meio da utilização de suas potentes aeronaves, como o C-97 Brasília e o Learjet U 35 ou o Bandeirante C-95 no transporte de órgãos, cujo uso de cada um depende do tempo e da distância de onde deverão ser recolhidos e para onde deverão ser transportados esses órgãos. Dos lugares mais remotos até aos grandes centros, onde pacientes e suas famílias esperam, com ansiedade, pela chegada daquele órgão que poderá salvar a sua vida.

    Resta-nos, cidadãos comuns, nos sentirmos honrados e nos alegrarmos com a certeza de podermos contar com a ajuda de pilotos e aeronaves da FAB, em cada região do Brasil, sempre prontos a levar muito mais do que órgãos doados: a transportar esperança e a certeza de que dias melhores virão.

    Aí, sim: nos dá orgulho de sermos brasileiros! 




    Por: Jane Godoy – Coluna 360 Graus – Correio Braziliense 

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