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  • terça-feira, 16 de agosto de 2016

    Biblioteca democrática - - - (Projeto #RefresqueIdeias")

                          Moradora do Guará II, Maria Clara utiliza os livros do projeto

    Com o objetivo de possibilitar e aumentar o acesso à leitura para cada vez mais moradores do Distrito Federal, o projeto Refresque ideias – geladeira do livro, enche cada vez mais prateleiras de histórias. A ideia principal é reutilizar geladeiras velhas, transformando-as em bibliotecas comunitárias gratuitas e as regras são simples: qualquer pessoa pode doar livros ou pegar para ler e devolver quando quiser. O importante é fazer os livros circularem e encontrarem leitores de todas as idades e regiões do DF. Por fora, cada geladeira é trabalhada com desenhos feitos por grafiteiros e artistas da própria comunidade onde ela será instalada. Além de promover o hábito da leitura, o projeto pretende incentivar a relação dos moradores com as praças e espaços públicos de onde vivem, possibilitando mais encontros, além da troca de experiências e aprendizado.

    Lucas Rafael, 32, é baiano radicado em Brasília e um dos produtores e criadores do projeto. O educador e videoartista teve a ideia de começar a preencher as geladeiras quando percebeu que muitos jovens da região, ainda em idade escolar, não encontravam fácil acesso aos livros, sejam eles para estudo ou literatura. Lucas já utilizava o eletrodoméstico antigo para aproveitar o espaço em sua casa e decidiu que seria a hora de fazer uma intervenção urbana com foco educacional. “Em um país como o Brasil em que, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil somente 56% da população têm o hábito da leitura, projetos que incentivem a população a ler são cruciais para que as verdadeiras transformações políticas possam acontecer, a informação e o conhecimento são bases sólidas de uma sociedade forte e consciente de seus direitos e deveres”, afirma o produtor.

    Para o criador da Geladeira, a leitura ensina, abre portas para novas interpretações e questionamentos, para o esclarecimento e o aperfeiçoamento de técnicas, além de proporcionar a identificação com histórias, reais ou fictícias, das mais diversas situações, que podem inclusive inspirar resoluções de problemas. “Aquele que lê aprende também a escutar o outro, a conhecer, respeitar e debater opiniões diversa. A leitura e a educação, certamente são o melhor e mais nobre caminho para a ascensão social”, destaca. O impacto nos locais de instalação também costuma ser rapidamente percebido, já que as ruas e praças se mostram mais movimentados e criam um espaço possível para dialogar e trocar experiências a respeito das novas histórias e palavras adquiridas.

    Atualmente, o projeto conta com quatro geladeiras instaladas e estão previstas outras sete em diferentes regiões do DF. A instalação em um novo ponto é sempre acompanhada por um dia de ação cultural e instruções sobre o uso e cuidado com a nova biblioteca. A ação cultural busca o envolvimento junto à comunidade artística do local da instalação, tentando sempre a colaboração de poetas, músicos, grafiteiros locais. Além dos shows, o evento leva contação de histórias com foco na questão da inclusão racial e busca mostrar, na geladeira, livros de escritores locais. 

    O Geladeira do livro pretende agir de maneira ativa na comunidade, com ocupação consciente dos lugares e desejo de aumentar o acesso ao conhecimento. “Projetos que visam transmitir conhecimento e ocupação cultural sempre serão transformadores se forem mais que uma ação pontual. Acredito que a leitura e a educação são as maiores e mais eficazes ferramentas de transformação cultural e a cultura pode transformar a sociedade e o pensamento político”, afirma o produtor e educador. A ideia é que o projeto seja auto sustentável e que a própria comunidade possa se apropriar, cuidar e replicar a ideia.


    Por: Isabella de Andrade - Especial para o Correio Braziliense  - Foto: Rodrigo Nunes-Esp/CB/D.A.Press 

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