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  • sábado, 3 de setembro de 2016

    À QUEIMA-ROUPA: Paulo Tadeu, Conselheiro do Tribunal de Contas do DF

    Paulo Tadeu, Conselheiro do Tribunal de Contas do DF

    Qual é o sentimento ao ver que a Polícia Civil deflagrou a operação Palácio Real para investigar alvos que teriam armado uma arapuca contra você há cinco anos?
    Primeiro de alívio. Segundo, de ter a certeza que a verdade, a partir de uma investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, vai desvendar a verdade do que aconteceu. É evidente que para nós é importante a verdade aparecer para que os responsáveis pelo crime e pela armação política sejam punidos. 

    Por que só agora, cinco anos depois do dia em que o policial João Dias jogou aquele dinheiro no seu gabinete e agrediu uma funcionária, a investigação mostra avanços?
    Logo após o episódio, pedi que o Ministério Público e a Polícia Civil desvendassem toda aquela armação, todo aquele crime. Após isso, alguns anos atrás, tive acesso a parte à primeira parte de todo o inquérito da Polícia Civil que inocentou tanto a mim quanto a meu irmão Ricardo e à minha secretária Paulinha. O que ficou de ser desvendado agora é de onde veio o dinheiro, como se realizou aquela farsa e quem foi o mentor intelectual de toda aquela farsa. E acredito que a Polícia Civil deve estar chegando nessa fase final. É importante concluir essa história e apresentar toda a verdade dos fatos. 

    Quem, na avaliação, foi o mentor?
    Sei que João Dias foi usado como ponta de lança. Temos desconfiança, mas espero que a Polícia Civil possa apresentar para a sociedade os verdadeiros responsáveis por aquele crime, por aquela farsa. Eu prefiro esperar a conclusão das investigações do que apontar um possível responsável e cometer uma injustiça que muitos cometeram comigo quando ocorreu aquele episódio. 

    Mas a gente vê que estava sob investigação há mais de cinco anos um coronel da PM, Cirlândio Martins, que é apontado como parte da armação que você sofreu. Avalia que faltou informação no gabinete do governador?
    Acredito que o governo e o governador, à medida em que avança nas investigações, só deve ser elogiado porque no governo Agnelo o que se avançou foi apenas a primeira parte que nos inocentou. Agora vem a segunda parte sobre de onde veio o dinheiro, quem são os mentores intelectuais. O governo Rollemberg, por meio da Polícia Civil, deu uma resposta até de certa forma surpreendente. 

    Esse episódio está sendo tratado de forma mais justa no governo Rollemberg do que foi na gestão do petista Agnelo Queiroz, que você apoiou?
    Se o governo Rollemberg concluir as investigações, terei um tratamento mais justo porque o importante é que a sociedade saiba da verdade. Importante é que independentemente de A, B ou C, o governo desvende os responsáveis por essa farsa. Nesse momento, entendo que a Polícia Civil e o governo Rollemberg estão se empenhando para descobrir.

    Você foi alvo de uma armação?
    Não tenho nenhuma dúvida. Foi alvo de um crime e de uma armação política para me afastar da vida pública, para me afastar da Secretaria de Governo. Não tenho dúvida de que a gente fazia um trabalho sério, de defesa da legalidade. Tenho certeza de que alguns grupos tentaram se infiltrar no governo para desviar recursos públicos.

    Você era um político promissor na política do DF, cotado a concorrer um cargo majoritário. Esse episódio foi determinante para tirá-lo das disputas a cargos eletivos?
    É complicado que depois de enfrentar organizações criminosas no DF, como aconteceu com a Caixa de Pandora, e se vê dentro do próprio governo com ações de pessoas no sentido de minar lideranças para facilitar esquemas de corrupção é muito ruim. Foi muito triste. Mas eu sei que a vida continua. Tem muita gente boa na política, com condições de dar continuidade no trabalho que nós fizemos. E dentro do Tribunal de Contas, o meu trabalho, o meu combate, não mudou nada, na defesa dos recursos públicos.

    Pensa em voltar para a política?
    Para a disputa eleitoral, talvez eu não volte mais. Entendo que o Ricardo (Vale) está cumprindo um papel importante dentro da Câmara. Não é fácil enfrentar esse crise política, econômica e ética. Mas no Parlamento não podemos prescindir de pessoas honestas. Acho que a população reconheceu que foi uma farsa.

    Você foi alvo de fogo amigo?
    Acho que sim, mas espero que as apurações possam apontar isso de maneira mais contundente. Foi fogo de amigo, de quem não tem nenhum interesse em defender a sociedade.


    Fonte: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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