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  • domingo, 11 de setembro de 2016

    Hora da limpeza - - (Pelas parlapatices de Luiz Estevão, captadas pelo gravador indiscreto da futura ex-deputada distrital Liliane Roriz (PTB), os brasilienses vão tomando ciência de como opera e se distribui a maquinaria política praticada aqui na capital.)

    Nestes tempos bizarros, a multiplicação de gravações secretas, envolvendo personagens do mundo político nacional e local, tem apresentado aos ilustres eleitores de todo o país e de Brasília, em particular, uma sequência ininterrupta das mais indiscretas e explosivas inconfidências. Gravações e delações têm o condão de trazer para o grande público a verdadeira face oculta de nossos representantes. Hoje, é sabido que a busca desesperada por cargos eletivos, obedece, em parte, a um raciocínio simplista. Por um lado, permite ao postulante adentrar para o seleto clube das raposas que vão controlar o galinheiro e os ovos de ouro. De outro, permite ainda que o eleito, caso apanhado em flagrante depenando a penosa, não seja importunado pelos homens da lei, graças à carapaça obtida com a odiosa prerrogativa de foro privilegiado.

    A kriptonita para esses super homens do crime tem sido justamente a revelação de seus pecados ou a deduragem pura e simples de seus pares em busca de atenuantes. Aliás, a própria expressão dedo duro, ganhou uma nova vestimenta eufemizada, sendo conhecida, hoje, como delação premiada. Pelas parlapatices de Luiz Estevão, captadas pelo gravador indiscreto da futura ex-deputada distrital Liliane Roriz (PTB), os brasilienses vão tomando ciência de como opera e se distribui a maquinaria política praticada aqui na capital. De acordo com que revelou o ex-senador nas gravações, existem indícios de que dentro da Câmara Legislativa, entre outros ilícitos, há uma bancada da fatura, integrada pelos deputados Cristiano Araújo (PSD), Robério Negreiros (PSDB) e Rafael Prudente (PMDB). Juntos, esses dublês de parlamentares, mas que, na realidade, são donos de empresas de segurança e de conservação, faturaram, desde 2009, quase R$ 2 bilhões dos cofres do GDF.

    No rastro do que revelou Estevão, surgem ainda sinais de que a atividade política dessa bancada bilionária, que também poderia ser denominada da fartura, rende lucros para as empresas. Somente no caso do distrital Robério Negreiros, dono da Brasfort, os lucros de sua empresa foram multiplicados 52 vezes depois de ser eleito, passando de R$ 4,1 milhões, em 2010, para R$ 210,6 milhões em 2015. Além desses nomes, Estevão cita a ex-deputada Eliana Pedrosa cuja família, proprietária da empresa Dinâmica, já lucrou com o GDF o equivalente a R$ 332 milhões desde 2009. Ilude-se quem acredita que esses nobres deputados ocupam assentos na Câmara local preocupados com as condições de vida e bem-estar dos brasilienses. Na verdade, e os lucros fabulosos dessas empresas assim revelam, a CL é usada como biombo para a prosperidade dos negócios da família. Que por sinal, vão muito bem, obrigado.

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    A frase que não foi pronunciada
    “ Nunca mais o Estado brasileiro vai entrar no vermelho”
    (Presidente Michel Temer, sonhando com um jardim verde e amarelo no Alvorada)


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    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto - Câmara Legislativa do Distrito Federal (Isabella Formiga/G1 DF) - Ilustração: Blog - Google

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