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  • terça-feira, 13 de setembro de 2016

    Morte e vida de JK - (Para celebrar o aniversário de 114 anos do ex-presidente, grupo de professores lança livro em que, por meio de pesquisa, conclui que o acidente que matou Juscelino é obra da ditadura)

    Para celebrar o aniversário de 114 anos do ex-presidente, grupo de professores lança livro em que, por meio de pesquisa, conclui que o acidente que matou Juscelino é obra da ditadura

    Na data em que o presidente Juscelino Kubitschek completaria 114 anos, os professores Alessandro Octaviani, Lea Vidigal Medeiros e Marco Aurélio Braga lançaram, na capital, a obra O assassinato de JK pela ditadura: documentos oficiais. O livro é um dos resultados da pesquisa do Grupo de Trabalho Juscelino Kubitschek (GT-JK) e coleciona todas as manifestações do Estado brasileiro sobre a morte do ex-presidente. Desde documentos, como a certidão de óbito do político, morto em 22 de agosto de 1976, até o relatório da Comissão Nacional da Verdade sobre o Caso JK.

    O lançamento ocorreu na noite de ontem, no Centro Cultural Evandro Lins e Silva, no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e contou com a participação de admiradores de JK, advogados, jornalistas, estudantes e historiadores. Os convidados foram recebidos com coquetel e participaram de um amplo debate sobre a morte do fundador de Brasília com os organizadores.

    O livro 

    Assassinato de JK pela ditadura: documento oficial Editora Liber Ars 800 páginas Valor sugerido: R$ 150

    Para os idealizadores, o livro é um trabalho de fôlego e permitirá que o assunto seja abordado com muito mais rigor técnico. Essa é também uma obra que promete tratar adequadamente uma ferida nacional, pois, graças ao material coletado, comprova-se, de forma lógica, o assassinato político. “Criamos o GT-JK, em maio de 2014, com mais de 30 pesquisadores de graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que decidiram, voluntariamente, empreender uma investigação séria e aprofundada do caso, à altura de um presidente da República”, explicou Lea Vidigal. “Estamos muito honrados de promover esse lançamento nessa data simbólica e ainda, aqui em Brasília, a cidade construída por ele.”

    Também organizador da obra, Marco Aurelio Braga disse que sempre se soube que o Caso JK era repleto de elementos suspeitos e de mentiras, como a “notícia plantada” de que o presidente teria morrido por colisão de trânsito, ou mesmo os diversos planos dos militares que existiam desde a década de 1960 para matá-lo. “A obra é útil para um povo interessado em tomar o seu destino nas próprias mãos, com alegria, vigor e generosidade com o próximo. Essas são marcas que Juscelino deixou em seus governos, e mesmo depois de sua cassação e perseguição. O local escolhido não poderia ter sido outro. A OAB representa a busca por justiça e a luta por um Brasil mais justo e solidário”, comentou Marco.
    Para Marco Aurélio Braga, notícias foram plantadas na época da morte de JK: planos para matar o ex-presidente, Lea Vidigal: mais de 30 estudantes da pós-graduação e da graduação debruçados sobre a pesquisa

    Para os pesquisadores, o país demorou até chegar perto de investigações sérias, amplas e técnicas. “A nosso ver, levar ao conhecimento do público toda a documentação é o melhor caminho para ter esse capítulo da história esclarecido de forma definitiva”, afirmou Alessandro Octaviani. “Essa opção foi feita para que o público leigo e especializado tenha acesso a tudo o que foi produzido sobre o caso, e possa tirar suas próprias conclusões. Não precisamos esconder os documentos que dizem ter havido um acidente ou defender o assassinato como uma versão da história, pois os fatos e os documentos levam a essa conclusão. O resultado está aí, para todos vermos. Recuperar a verdade do passado é também uma forma de mudar o futuro”, acrescentou.

    Celebração
    Em homenagem ao aniversário do antigo presidente Juscelino Kubitschek, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) levou um dos criadores do projeto da capital ao Monumento Vértice 8, localizado na Praça do Cruzeiro. O ato simbólico teve o objetivo de ressaltar a importância do local, que, na maioria das vezes, passa despercebido pela população. A obra é um ponto portador de latitude e longitude onde foi calculado como seriam implantadas as construções dos Eixo Monumental, do Eixo Rodoviário, das superquadras e das Asas Sul e Norte. A cerimônia ocorreu, na manhã de ontem.

    Natural de Minas Gerais, o cartógrafo, Jerthro Bello, 87 anos, participou ativamente da criação de Brasília. Morador da capital desde 1957, Bello considera uma honra a experiência de ter acompanhado de perto todo o planejamento da cidade. “Fui convidado por Juscelino para participar das obras. Foi tudo muito corrido em relação a planejamento”, conta.

    O cartógrafo relata que, quando pisou no Distrito Federal, a habitação era quase nula. “Quando cheguei aqui, não havia nada, apenas algumas fazendas e a vegetação do cerrado. Toda a equipe da época se dedicou muito para tirar o projeto dos papéis”, diz. Bello ainda vive na mesma casa, na Asa Sul, que adquiriu quando chegou. “Consegui acompanhar o desenvolvimento de Minas quando era jovem, e hoje posso observar como Brasília é grande. Já estou mais pra lá do que pra cá, quem sabe do outro lado eu não possa ajudar a construir outra cidade?”, brinca.

    Em 2009, Bello doou para o Arquivo Público um conjunto documental com todos os cálculos utilizados para realizar a construção da cidade. De acordo com o diretor de pesquisa do ArPDF, Elias Manoel da Silva, é importante detalhar como a capital foi construída. “As pessoas precisam saber que Brasília não foi colocada poeticamente no chão. A região foi pensada e calculada, houve um conjunto matemático inserido na localização geográfica para dar início às obras”, explica.

    O historiador ainda afirma que o Vértice 8 precisa de visibilidade, já que foi crucial para o surgimento da capital. “Esse é um local de nascimento de Brasília. Queremos lembrar a importância disso.” O material cedido por Bello contribuirá para a posterioridade. “Daqui a 100 ou 200 anos, se as pessoas quiserem entender como o DF foi construído, basta olhar esses documentos.”
    O acidente 
    Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, durante viagem de carro na Rodovia Presidente Dutra, no antigo quilômetro 165, altura da cidade de Resende, no Rio de Janeiro. Até hoje, o local do acidente é conhecido como Curva do JK antes conhecido como Curva do Açougue. Mais de 300 mil pessoas assistiram ao seu funeral em Brasília, onde a multidão cantou a música de que o ex-presidente tanto gostava: Peixe Vivo. Os restos mortais de Juscelino repousam no Memorial JK, construído em 1981, na capital federal, por ele fundada.




    Fonte: Nathália Cardim – Fotos: Renato Moraes-O Cruzeiro/E.M.D.A.Press – Arquivo-A.E- Brasil – Blog-Google - Correio Braziliense 

    2 comentários:

    1. QUERO PARABENIZÁ-LOS PELO EXEMPLAR!
      DESTA FORMA POSSUIRMOS ESCLARECIMENTOS SOBRE A NOSSA HISTÓRIA.
      ABRAÇOS!

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    2. CHIQUINHO, SOU ATOR E VOU ESTREAR O SOLO "A TERCEIRA PONTE", de FLAVIO TAVARES.
      www.zefranzk.blogspot.com
      GOSTARIA DE APRESENTÁ-LO NO DF.
      TENHO AMIGOS E CONHECIDOS EM BRASÍLIA DF.

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