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  • quinta-feira, 8 de setembro de 2016

    Vantagem de ser grande - Brasília tornou-se a terceira metrópole brasileira. Especialistas afirmam que o principal desafio será a capital federal apostar no capital humano para tirar proveito da situação

    Transformação em metrópole traz consequências negativas, como os constantes engarrafamentos no trânsito

    Brasília tornou-se a terceira metrópole brasileira. Especialistas afirmam que o principal desafio será a capital federal apostar no capital humano para tirar proveito da situação

    Brasília tornou-se a terceira maior cidade do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas nesta semana. O processo de transformação em metrópole traz uma série de consequências negativas, entre elas, o trânsito e o esgotamento ambiental. Entretanto, o processo migratório e de crescimento populacional não traz apenas problemas, ele vem carregado de desafios. Especialistas convergem na opinião de que é preciso valorizar o capital humano.

    As projeções do IBGE indicam que 2,977 milhões de pessoas vivem na capital federal. Brasília perde apenas para Rio de Janeiro e São Paulo. “A gente tem que aproveitar esse capital humano, criando mais oportunidades de trabalho e qualificando melhor essa população”, analisa Ana Maria Nogales, diretora de Estudos e Políticas Sociais da Companhia de Planejamento (Codeplan) e professora licenciada da Universidade de Brasília (UnB).

    A alta escolaridade média da população de Brasília é uma vantagem competitiva e que pode ser aproveitada pelo mercado de trabalho, garantem analistas. A capital do país tem índice alto de profissionais com ensino superior e pós-graduação. E não são apenas os nascidos aqui que sobem os índices de escolaridade. Pesquisa realizada pela Codeplan  constatou o perfil jovem e de alta escolaridade dos migrantes vindos para o Distrito Federal. Nos quinquênios de 1995 a 2000 e de 2005 a 2010, mais de 50% dos migrantes tinham entre 18 e 29 anos, 60%  com escolaridade média ou alta.

    Diante deste cenário, na opinião de Ana Maria Nogales, é preciso canalizar o capital humano do DF para resolver um dos principais desafios do mercado de trabalho brasileiro: a eficiência. “O Brasil tem um grande problema de produtividade. Essa faixa etária jovem pode aumentar a produtividade, dinamizar a economia. Seja na administração pública, abrindo negócio próprio ou trabalhando em empresas.”

    Professora da UnB e especialista em mercado de trabalho Débora Barem avalia que a escolaridade acima da média deixa o mercado de trabalho mais exigente. “Nível médio é bom para escolaridade, mas há um leque grande de opções de trabalho. Em um mercado competitivo, ele precisa se qualificar e se diferenciar”, diz. Ela lembra que, embora haja vagas disponíveis, o desemprego na capital do país é um dos mais altos existentes no Brasil.

    Moradora do Setor O, Hellen da Silva, 19 anos, percebe o aumento da população no dia a dia. “Notava quando ia ao mercado ou pegava ônibus. Mas minha ficha só caiu quando fui matricular minha prima em uma escola de ensino fundamental. Todo colégio que íamos as vagas estavam esgotadas. A população cresceu, mas não abriram novas escolas”, relata. Situações como a de Hellen leva Débora Barem a defender mais cursos profissionalizantes e descentralização do Plano Piloto.

    Para Maria Cristina Araújo, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, para usar o capital humano da cidade é preciso investir nesse potencial. Ela sugere foco especial para o empreendedorismo. “Esse capital humano pode ser revertido na abertura de novos negócios”, assinala.




    Fonte: Flavia Maia – Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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