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  • segunda-feira, 3 de outubro de 2016

    JK e o sonho de um Brasil ético - (Por: Juliano Costa Couto - Presidente OAB-DF)


    Por: Juliano Costa Couto

    Nos dias atuais, de intensa mobilização da sociedade no combate à corrupção e na defesa da ética na política, não é demais lembrar o exemplo deixado pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, cuja morte, ainda envolta em circunstâncias nebulosas e merecedoras de maior investigação histórica, que completou 40 anos.

    Ao longo de sua democrática carreira, JK foi um construtor do desenvolvimento. Promoveu intensa industrialização do país, fez grandes hidrelétricas e mais de 20 mil quilômetros de estradas, começou e concluiu Brasília e muitos outros sonhos. Sem perder seu otimismo e invejável bom humor, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Cumpriu todas as metas prometidas durante sua campanha à Presidência da República e, ao final, foi magnânimo com seus adversários políticos, mesmo os mais ferrenhos, que tentaram, mas jamais conseguiram provar um só desvio em sua conduta ética.

    Em um país como o nosso, onde o fosso que separa os ricos dos pobres ainda é largo e profundo, resulta fundamental recorrer à memória de JK para cobrar dos políticos e das instituições seriedade e transparência na condução dos negócios públicos, pois está na corrupção uma das principais raízes dos males sociais. É uma prerrogativa de todo cidadão cobrar honestidade de seus governantes.

    Também nunca é demais lembrar que o mal danado da corrupção sempre esteve no centro das preocupações da Ordem dos Advogados do Brasil. A entidade travou memoráveis lutas contra ela em todas as suas formas: combateu desde o tradicional “toma lá, dá cá” das negociatas até a tentativa de minar as instituições por meio de fraudes legislativas, eleitorais ou políticas.

    A saúde da democracia depende da força das instituições. E elas nada mais são do que um reflexo direto da sociedade à qual servem.

    A crise brasileira de hoje é, sobretudo, moral e ética, e exige mobilização para enfrentá-la. Cabe a cada um de nós fiscalizar e cobrar, para que o resultado de toda a movimentação recente de investigação, apuração e denúncias não resultem em impunidade.

    Acima de ideologias e de partidos, a luta da cidadania contra a corrupção é a batalha-síntese de todas as lutas que se travam em nosso país, particularmente, no sentido de se concluir a implantação das bases de uma democracia que realmente coloque os interesses da sociedade no lugar central.

    Aprendemos com a história que grandes mudanças e transformações costumam brotar em momentos de crise. Nossa capacidade de resposta e virtudes são postas a teste.

    É na crise que devemos, mais do que em qualquer outro tempo, nos apegarmos a princípios e a valores fundados no funcionamento da ordem institucional, no exercício da cidadania e da liberdade. Foi dessa forma, contra todas as previsões e pessimismo, que JK conseguiu cumprir a façanha de erguer, no meio do nada, a nova capital.

    Cabe a todos nós, agora, arregaçar as mangas e lembrar o elevado exemplo do fundador de Brasília, inspiração para trabalharmos pelo aprimoramento da sociedade, contando, sempre, com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil.


    (*)  Juliano Costa Couto - Presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal – Foto/Ilustração: Blog - Google

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