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  • quarta-feira, 2 de novembro de 2016

    A casa de Athos Bulcão - (O projeto da sede da Fundathos tem a assinatura do arquiteto Lelé: espaço para exposição permanente, auditório e salas para oficinas)

    O projeto da sede da Fundathos tem a assinatura do arquiteto Lelé: espaço para exposição permanente, auditório e salas para oficinas

    Lei abre oportunidade para que a fundação responsável pela preservação do trabalho do artista vença a burocracia para a construção da sede. Calendário de 2017 aguarda contribuições
    O último passo burocrático para o processo de construção da sede da Fundação Athos Bulcão (Fundathos) está dado. Com a sanção da Lei nº 5.730, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal em 24 de outubro, o governo de Brasília autorizou a transferência de bens públicos imóveis para entidades privadas (leia O que diz a lei). Na prática, a nova legislação tornou possível o sonho de quase uma década ao reverenciar o multiartista Athos Bulcão, um dos nomes mais identificados com a arte e a cultura brasilienses.

    Em breve, o secretário de Cultura, Guilherme Reis, convidará representantes da Fundathos para uma primeira conversa. Nela, serão apresentados à entidade os detalhes da norma. Inicialmente, a sede será erguida no Setor de Difusão Cultural, no Eixo Monumental, em um terreno de 1,3 mil m² localizado próximo ao Centro de Convenções. “O processo de cessão da área tem de ser precedido de avaliação e licitação para entidades sem fins lucrativos ou registradas como bem imaterial. É hora de aprofundar esse diálogo com a Fundação. Athos Bulcão merece tratamento especial”, afirma Guilherme.

    A secretária executiva da Fundathos, Valéria Cabral, aguardava com apreensão a definição sobre o caso. Desde 2008, quando a entidade sofreu a primeira ameaça de despejo do anexo da Secretaria de Cultura, o acervo e a memória do artista são frequentemente expostos à insegurança e ao desrespeito — só na capital federal há 261 obras assinadas por ele. “Acho que (a nova lei) foi a solução encontrada para resolver o impasse. Felizmente, há pessoas que entendem o valor de Athos Bulcão para a cidade e para o mundo”, diz Valéria.

    Oito anos depois de obrigada a deixar o prédio que ficava atrás do Teatro Nacional, a Fundathos perambula pela capital federal, mesmo tendo recebido a doação simbólica do terreno do Eixo Monumental em 2009. Desde então, mudou-se para a comercial da 208 Norte e está há quase três anos na 404 Sul. Quem sofre há anos esse calvário, como é o caso de Valéria, não vê a hora de começar a concretizar a nova casa de Athos Bulcão, que conta com projeto de autoria do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé.

    O edifício faz justa homenagem a Bulcão, que morreu em 2008 aos 90 anos. Prevê museu para exposição permanente do acervo criado pelo artista, galeria para mostras temporárias, salas de oficinas artísticas e auditório com 180 lugares para apresentações de música e teatro. O prédio ocupará 70% do lote, como prevê a legislação. O restante abrigará jardins, em conjunto com um café e a administração. A área verde integrada ao local contará, ainda, com painel executado com peças de argamassa armada, proposto pelo próprio artista plástico para o Hospital Sarah Kubitschek de Salvador.

    Beneficiados
    Além da Fundathos, a lei beneficiará a Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc) e o Boi do Seu Teodoro. A assinatura da lei pelo governador Rodrigo Rollemberg ocorreu há uma semana, durante a comemoração do aniversário de 55 anos da Aruc, na Área Especial nº 8 do Cruzeiro Velho.

    Sentimento
    João da Gama Filgueiras Lima nasceu em 1932 no Rio de Janeiro. Morreu em 21 de maio de 2014, aos 82 anos, vítima de câncer de próstata, em Salvador, numa das 10 unidades da Rede Sarah por ele projetadas. Segundo especialistas, esses hospitais são o principal legado de Lelé, que trabalhava com sistema pré-fabricado e, assim como Athos Bulcão, aliava a arte à arquitetura. Lelé era conhecido no exterior como um arquiteto atento para os sentimentos humanos.

    O que diz a lei
    A Lei nº 5.730 dispõe sobre a cessão de uso de bens públicos imóveis do Distrito Federal e de suas entidades da administração indireta. De acordo com a norma, o benefício deve ser precedido de: avaliação do bem; justificativa de gratuidade, quando for o caso; e licitação, ressalvados os casos de inexigibilidade (considera-se causa de inexigibilidade de licitação a cessão de uso para entidade registrada como bem cultural imaterial do Distrito Federal). É permitida a cessão de uso de imóveis a entidades sem fins lucrativos que exerçam atividades de cunho assistencial, religioso, cultural e recreativo, desde que o imóvel seja utilizado, exclusivamente, para atender aos objetivos estatutários das entidades; entidades registradas como bem cultural imaterial do Distrito Federal; e entidades privadas que desenvolvam atividades lucrativas, desde que haja interesse público, por meio de ato oneroso e por tempo determinado.
            Os calendários ilustrados são publicados desde 1998: tradição brasiliense

    Calendário
    Pelo quarto ano consecutivo, o Calendário Ilustrado Athos Bulcão será confeccionado por meio de campanha de financiamento coletivo. Até 30 de novembro, colaborações a partir de R$ 20 ajudarão na produção e na distribuição — basta acessar www.catarse.me/calendarioathosbulcao2017, escolher o valor e contribuir (leia Participe). 

    Quem participar receberá exemplares e recompensas que reproduzem obras do artista, como marcadores de página, cartões-postais, livros, ecobags, baralhos, pingentes de prata e molduras de azulejos, entre outros. Além disso, terá o nome impresso no calendário, desde que doe até 8 de novembro.

    No primeiro ano, a publicação teve tiragem de 2,5 mil exemplares. Em 2016, saltou para 6 mil. A meta inicial para 2017 é de R$ 40 mil. Neste ano, o calendário abordará obras de integração entre arte e arquitetura de Athos Bulcão. A cada mês do próximo ano, haverá relevos, vitrais e divisórias localizados em edifícios públicos de Brasília e de outras cidades do país. Um dos trabalhos impressos será o do Tribunal de Contas do Piauí. Outro é a porta em aço anodizado com vidros coloridos da Capela Nossa Senhora da Conceição, no Palácio da Alvorada.

    Janeiro, como é tradição, trará releituras da obra de Bulcão produzidas em atividades de arte e educação. Desta vez, foram escolhidos desenhos e colagens criados por adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades de internação do Distrito Federal. As recompensas poderão ser enviadas pelos Correios para todas as regiões do Brasil ou retiradas na Fundathos, a partir de dezembro. Empresas também podem participar com uma cota especial e ter o seu logo impresso no calendário.

    Participe
    Campanha Calendário Ilustrado Athos Bulcão 2017   /   Período: até 30 de novembro   /   Data limite para o apoiador ter o nome impresso no calendário: 8 de novembro   /   Contribuições a partir de R$ 20 pela página  https://www.catarse.me/calendarioathosbulcao2017  /   Informações:calendarioathosbulcao@gmail.com-e fundathos@fundathos.org.br




    Fonte: Guilherme Goulart – Fotos: Arquivo/Fundação-Athos Bulcão – Correio Braziliense

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