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  • quarta-feira, 30 de novembro de 2016

    Cúpula da segurança do DF reúne-se para avaliar operação na Esplanada


     

    O governador Rollemberg reuniu-se nesta quarta-feira (30), com a cúpula da segurança no Palácio do Buriti. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.

     

    Em dias de manifestações, voltará a ser feita revista e haverá reforço no policiamento. Na manhã desta quarta (30), grupo vistoriou locais atingidos por ações de vandalismo ontem.

     

    Reunida na manhã desta quarta-feira (30), no Palácio do Buriti, a cúpula da segurança do governo de Brasília avaliou a operação durante as manifestações de ontem na Esplanada dos Ministérios. Entre as determinações, o governador Rodrigo Rollemberg pediu reforço no esquema de segurança e a volta de revistas na chegada à área central em dias de protestos.

     

    Antes da reunião, ele vistoriou o Ministério da Educação e a Catedral Metropolitana de Brasília. Em ambos, houve vidraças quebradas, pichações e placas danificadas, entre outros danos. “Para a gente está muito claro que um grupo veio com a intenção deliberada de tumultuar e de depredar o patrimônio público. O desafio agora é identificar essas pessoas para que elas sejam punidas”, afirmou Rollemberg.
    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) faz a perícia de veículos e prédios — com exceção dos que pertencem à União, pois, nesse caso, o trabalho está sob responsabilidade da Polícia Federal. Além disso, a PCDF atua na análise de imagens para identificar as pessoas envolvidas e responsabilizá-las.

    Segundo o diretor-geral da corporação, Eric Seba, uma vez identificadas, elas passarão a ser monitoradas em futuras manifestações. Seis detidos por injúria, desacato, resistência, lesão corporal e/ou dano foram liberados após assinarem termos circunstanciados.

    Manifestações voltarão a ter revistas, e efetivo será reforçado

     

    Na avaliação da secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, a presença de infiltrados nas manifestações está relacionada aos casos de depredação. “Os grupos perderam o controle da manifestação porque outros grupos infiltrados vandalizaram”, pontuou.

     

    Ela destacou que a pasta organizou quatro reuniões preparatórias com os movimentos, e que a operação focou em manter a integridade dos manifestantes que não participavam dos atos de vandalismo. “Não houve acidente grave e fomos bem-sucedidos. Mas não pudemos, na mesma proporção, preservar o patrimônio”, avaliou.  Além de reforço nas revistas, a atuação em futuros protestos terá estratégias associadas de inteligência.

    Para impedir tentativa de invasão ao Congresso Nacional, o comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, explicou que a tropa usou gás lacrimogêneo para dispersão. “Seguimos os protocolos nacionais e internacionais de controle de distúrbio civil, os mesmos que usamos nas manifestações do processo de impeachment.” De acordo com o comandante, a média de efetivo da Polícia Militar nos protestos é de mil policiais, e haverá reforço em próximas manifestações.

    Também participaram da reunião com o governador o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior e o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas. Nas vistorias, estiveram a secretária Márcia de Alencar, o coronel Nunes e o diretor de Edificações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Márcio Buzar. Na Catedral, o cardeal e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Sérgio da Rocha, e o bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, dom Marcony Ferreira, também acompanharam Rollemberg.

    27 Quantidade de placas de sinalização danificadas nos protestos

    A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social divulgou, nesta quarta-feira (30), que 27 placas de sinalização foram arrancadas e amassadas ontem, em ações de vandalismo na Esplanada dos Ministérios. Cones, cavaletes e dois veículos foram queimados. Cinco paradas de ônibus, quebradas. Também foi danificado um controlador de velocidade.

    Diversos prédios de ministérios tiveram paredes pichadas e vidros e refletores quebrados. Na Avenida das Bandeiras, mastros foram danificados, a calçada pichada e bandeiras arrancadas. Danos semelhantes ocorreram no Museu Nacional e na Biblioteca Nacional. Vidraças foram quebradas em uma agência do Banco de Brasília (BRB) no Setor Bancário Sul.

    Doze pacientes foram atendidos no Hospital de Base de Brasília — 11 com ferimentos leves e um com corte profundo na perna — e seis no Hospital Regional da Asa Norte — cinco por intoxicação por gás lacrimogêneo e um com corte no dedo. Dois policiais militares também receberam atendimento do Hospital de Base, um com perfuração de faca nas costas e outro atingido na cabeça.

    O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) retirou dois caminhões de lixo e objetos quebrados da Esplanada. Na terça (29), 50 garis formaram as equipes de trabalho. Hoje, são 41 profissionais.








    Agência Brasília

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