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  • segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    Guns empolga Brasília com Axl, Duff, Slash, hits e 'chuva de novembro'


    Slash no palco do Mané Garrincha, em Brasília, no show do Guns N' Roses (Foto: Paulo Stefanini/Objetiva Assessoria)

     

    Banda se apresentou neste domingo no Mané Garrincha; Plebe Rude abriu. Show teve cover de Floyd na guitarra e trecho de 'Layla' como novidades.

     

    A primeira vez de Axl Rose, Slash e Duff juntos em um palco em Brasília vai ficar marcada como a noite em que a capital viu de fato um show do Guns N' Roses. Apesar de o vocalista já ter se apresentado com o grupo em outras duas oportunidades, foi na noite deste domingo (20) que o público se empolgou com os sucessos, o trio original em ação e até a "chuva de novembro" que esteve presente em boa parte da apresentação.

    O Estádio Mané Garrincha não lotou, mas o a plateia que pagou ingresso saiu do local satisfeita. Segundo a organização do espetáculo, 30 mil pessoas estiveram na arena. Quem abriu o show foi a banda Plebe Rude.

    O som não estava tão bom nem mesmo na pista premium. As guitarras e a voz de Axl estavam baixas e em alguns momentos as harmonias se embolavam.

    O repertório do espetáculo seguiu quase que à risca o roteiro das outras cinco apresentações em solo brasileiro. A abertura com a trilha de Looney Tunes foi seguida pelo tema de "O protetor" (The equalizer), filme lançado em 2014, e em seguida as primeiras notas do baixo dão início a "It's so easy".

    O vocalista Axl, o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan entraram em cena pela primeira vez juntos em Brasília pontualmente às 21h. Ao longo de duas horas e 50 minutos, eles e mais Dizzy Reed (teclados e percussão), Richard Fortus (guitarra), Frank Ferrer (bateria) e Melissa Reese (teclados) tocaram 27 músicas.

    Embora com uma ou outra alteração, como o menor número de canções de "Chinese democracy", disco de 2008 e que não conta com Slash nem Duff, a disposição das músicas não foi muito diferente do setlist da apresentação do Guns no ginásio Nilson Nelson, em 2014 – o bis, por exemplo, foi idêntico, com "Patience", "The seeker" (cover do The Who) e "Paradise city", na sequência.

    Público durante show do Guns N' Roses em Brasília neste domingo (20) (Foto: Lucas Nanini/G1)

    Entre os clássicos da banda, o setlist teve "Mr, brownstone", "Welcome to the jungle", "Rocket queen", "You could be mine", "Used to love her", "Civil war", "Sweet child o'mine", "November rain" e "Nightrain", que fechou a primeira parte. Todas elas foram cantadas e festejadas pelo público.

    As releituras de "Live and let die", de Paul McCartney, e "Knockin' on the heaven's door", de Bob Dylan, continuaram no repertório. Como novidades, faixas que quase nunca foram executadas quando Slash e Duff estiveram fora da banda. Entre elas, "Coma", "Outta get me", "Yesterdays" e "Double talkin' jive".

    Slash durante show do Guns N' Roses em Brasília
    (Foto: Lucas Nanini/G1)
    De "Chinese", o grupo tocou a faixa-título, "Sorry", "Better" e "This i love". Também teve o famoso tema de "Godfather", Duff cantando "Attitude", dos Mifits – com introdução de "You can't put your arms around a memory", do New York Dolls – e uma versão instrumental de "Wish you were here", do Pink Floyd, com direito a solos dos dois guitarristas e um final com Axl ao piano executando a última parte de "Layla", de Eric Clapton.
    No palco
    Axl Rose não tem mais a voz que ele mostrou ao mundo em "Apettite for destruction", álbum de estreia do Guns N' Roses e um dos maiores sucessos da história do rock. Mesmo assim, o cantor parece ter aprendido a lidar com as limitações que o tempo impôs à garganta dele e teve um desempenho melhor do que o de 2014.

    Mesmo em notas altas de canções como "You could be mine", "Nightrain", ele se saiu bem. É verdade que ele se poupou em alguns trechos de músicas e em outros usou o falsete, mas o resultado final não ficou comprometido.

    Slash mostrou que a guitarra dele foi forjada no som do Guns e mesmo quando ele errou uma nota ou outra ou tocou de forma diferente um solo aqui e outro ali, a soma do instrumento dele com o restante da banda soou mais orgânico do que todos os outros guitarristas que tocaram com Axl nos últimos 20 anos.

    Público em fila na entrada do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para show do Guns N' Roses (Foto: Vinícius Leal/TV Globo)

    O vocalista continua a trocar de camisas ao longo do show, mas não usa mais shorts como aquele com a bandeira dos Estados Unidos. Ele também não abre mão de chapéus. Usou pelo menos dois durante o show e não foi visto em nenhum momento sem um deles.

    Duff parece o mesmo de 20 anos atrás e nem mesmo as músicas de "Chinese" soaram diferentes com ele ao baixo. No palco, o músico e os outros integrantes originais mantiveram o estilo dos anos 1990, andando por toda a extensão do palco o tempo todo.

    Duff, Axl e Slash em show do Guns N' Roses em Brasília
    (Foto: Paulo Stefanini/Objetiva Assessoria)
    Mesmo com o som ruim, deu para notar que Richard Fortus cumpre o papel de segundo guitarrista. Nos solos das músicas mais recentes e em performances como a de "Wish you were here" é possível ver que o estilo dele se encaixe com o restante do time.
    Destaques
    Os principais sucessos da banda foram cantados em coro pelo público. "Sweet child o'mine", por exemplo, teve todas as partes entoadas. Com o som ruim, foram muitos os momentos em que a voz de Axl Rose não se fez ouvir.

    Apesar da boa recepção a músicas como "You could be mine", "November rain" e "Live and let die", foi nas canções do "Apettite for destruction" que o público se sentiu mais à vontade. Os momentos de menos interação da plateia com a banda foi nas épicas "Coma" e Estranged", em faixas de "Chinese" e no cover de "The seeker".

    Antes de "Patience" abrir o bis, Duff e Fortus aos violões e Slash na guitarra tocaram um trecho de "Angie", dos Rolling Stones. O público vibrou logo nos primeiros acordes e ofuscou o assobio da introdução.
    A banda de Mick Jagger e Keith Richards seria lembrada também depois do fim do show. Logo após "Paradise city", o Guns N' Roses deixou o palco para em seguida voltar e agradecer ao público. A saída da plateia foi acompanhada por "Far aways eyes" nas caixas de som.

    Chuva de papel no fim do show do Guns N' Roses em Brasília (Foto: Lucas Nanini/G1)

    Chuva de novembro
    O período de chuvas no Distrito Federal fez nascer nos fãs a expectativa da execução de "November rain" com chuva sobre o Mané Garrincha. E ela realmente veio, não tão forte como quando começou, na hora em que eles tocaram o tema de "Godfather", mas esteve ali.

    Nos telões era possível ver as gotas nas teclas do piano, no palco, nos músicos e nos instrumentos, com o realce da iluminação. O público cantava junto com Axl e vez por outra comentava sobre a chuva.

    No trecho final o baterista Frank Ferrer e a tecladista Melissa Reese sofreram com outra chuva: uma verdadeira cascata de faíscas que pareciam atingir os músicos.

    O final do show teve mais uma chuva. Desta vez, uma explosão ao som dos últimos acordes de "Paradise city" jogou papel picado em verde e amarelo em todo o público e até no palco. Com o chão nas cores da bandeira brasileira, Axl, Slash e Duff terminaram o primeiro show juntos na capital do país.

    Guns N' Roses – show no Mané Garrincha, em Brasília

    Setlist

    It's so easy
    Mr. brownstone
    Chinese democracy
    Welcome to the jungle
    Double talkin' jive
    Sorry
    Better
    Estranged
    Live and let die
    Rocket queen
    You could be mine
    Attitude (intro de You can't put your arms around a memory)
    This i love
    Used to love her
    Civil war
    Coma
    Tema de Godfather (Speak softly love)
    Outta get me
    Wish you were here
    November rain
    Yesterdays
    Knockin' on the heaven's door
    Nightrain

    Bis

    Patience
    The seeker
    Paradise city

    Fonte: G1

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