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  • domingo, 6 de novembro de 2016

    “Jamais entraria para a política”, afirma Sérgio Moro

    Em sua primeira entrevista em dois anos e meio de Lava Jato, juiz descarta entrar na vida política e defende restringir o foro privilegiado

    Em sua primeira entrevista em dois anos e meio de Lava Jato, o juiz Sérgio Moro descartou qualquer possibilidade de se candidatar a algum cargo eletivo. “Sou um homem da Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um home da política”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo na edição deste domingo (6/11).
    Responsável pelos processos em primeira instância da operação, Moro falou sobre foro privilegiado, abuso de autoridade, caixa 2 em campanhas, além de suas pretensões na carreira. Confira as principais declarações do titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR):
    Lava Jato
    “Considerando os casos já julgados aqui, o que nós vimos foi um caso de corrupção sistêmica, corrupção como uma espécie de regra do jogo. O que mais me chamou a atenção talvez tenha sido uma quase naturalização da prática da corrupção. Empresários pagavam como uma prática habitual e agentes públicos recebiam como se fosse algo também natural. Isso foi bastante perturbador”.

    “Um dos casos que chamou muito a atenção, um caso já julgado, por isso posso afirmar mais livremente, de um pagamento de propina a um membro da CPMI da Petrobras, instalada em 2014. Então, se instalou uma comissão parlamentar de inquérito para apurar os fatos e, depois, se constatou que o vice-presidente da comissão [numa referência ao ex-senador Gim Argello] solicitou e recebeu propina dos investigados. Por isso tenho dito: precisa aplicar remédios amargos. A Justiça precisa ser efetiva para demonstrar que essa prática não é tolerada”.

    Foro privilegiado
    “O ideal seria realmente restringir o foro privilegiado, limitar a um número menor de autoridades. Quem sabe, os presidentes dos três Poderes e retirar esse privilégio, essa prerrogativa, de um bom número de autoridades hoje contempladas. Acho que seria a melhor solução”.O foro privilegiado não é sinônimo de impunidade”.

    Projeto de Lei de Abuso de Autoridade - “Vai colocar autoridades encarregadas da aplicação da lei, juízes, polícia e Ministério Público numa situação em que possivelmente podem sofrer acusações, não por terem agido abusivamente, mas, sim, porque adotaram uma interpretação que eventualmente não prevaleceu nas instâncias recursais ou superiores”.
    "Tem de se deixar claro na lei que a interpretação do juiz ou do Ministério Público ou do agente policial não significa prática de crime de abuso de autoridade. O projeto não garante isso."

    Caixa 2
    “No caso da Operação Lava Jato, o foco não tem sido propriamente no caixa 2 de campanhas eleitorais, mas no pagamento de propinas na forma de doações eleitorais registradas ou não registradas, ou seja, crime de corrupção”.

    “Sobre eventual proposta de anistia, creio que é prudente aguardar eventual formulação concreta antes de opinar. Seria impensável, porém, anistia de crimes de corrupção ou de lavagem”.
    Corrupção no Brasil - “Não existe uma salvação nacional; não existe um fato ou uma pessoa que vai salvar o país. Um caso, pela escala que ele tem, como esse da Lava Jato, pode auxiliar a melhorar a qualidade da nossa democracia”.
    Interesses político-partidários -“Acho que o mundo da Justiça e o mundo da política não devem se misturar”.

    "Jamais sairia candidato a um cargo eletivo. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, muito pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política. Mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe jamais esse risco."

    Futuro - “Sou um juiz de primeira instância fazendo meu trabalho no momento. Então, claro que se pensa na carreira, como algo natural, pelo menos na carreira ordinária, mas isso não é algo que não está no meu horizonte próximo. Não fico meditando sobre isso”.

    Por: Maria Eugênia - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom -  Agência Brasil -  Metrópoles

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