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  • sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    Lago impróprio para banho


    Local próximo à Ponte das Garças, onde ficará o Deck Sul, é afetado

    Ibram e Adasa avisam que trechos entre o Pontão e a foz do Riacho Fundo e parte próxima às Pontes das Garças e Honestino Guimarães não devem ser usados por banhistas ou pescadores devido à contaminação por cianobactérias.

    Sistema deverá reunir banco de informações, que auxiliarão governo na compra de medicamentos e ações preventivas de combate a doenças. Grupo de trabalho estuda implantação do sistema na rede

    O Atestado Médico Digital é lei desde agosto de 2015. Iniciativa da deputada Sandra Faraj (Solidariedade), o documento além de combater a indústria da falsificação, vai produzir um verdadeiro raio x da saúde pública, direcionando o Governo de Brasília na construção de políticas públicas adequadas para cada cidade.

    “Com os relatórios produzidos, os gestores da saúde poderão saber quais as doenças mais comuns; quais locais e períodos de maior registro; saber se afeta mais mulheres ou homens. Isso pode ajudar muito o Governo na compra de medicamentos e também em ações preventivas”, avalia a deputada Sandra Faraj, autora da Lei nº5.526/2015, que determina a emissão dos atestados digitais em todo o DF.

    O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), emitiram, ontem, um alerta à população, informando que o trecho do Lago Paranoá do Pontão do Lago Sul até a foz do Riacho Fundo está impróprio para banho e pesca. Além disso, as proximidades da Ponte das Garças até a Ponte Honestino Guimarães estão afetadas. O motivo é o florescimento desregulado de cianobactérias, conhecidas como alga azul. O fenômeno altera a cor da água para um verde intenso e diminui o índice de oxigênio, resultando na morte de muitos peixes. Essas restrições valerão, segundo os órgãos, até o retorno às condições normais de segurança e de qualidade da água.
    O surgimento dessas algas é atribuído, geralmente, à descarga de esgoto na água. No entanto, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou à Adasa que a estação de tratamento de esgoto Sul, próxima às áreas afetadas, funciona sem anormalidades. Os órgãos informaram, ainda, que, desde a última sexta-feira, buscam identificar a causa do florescimento anormal dessas algas. “Técnicos fazem o monitoramento sistemático dos locais que apresentam alteração, com visitas e a repetida coleta de amostras da água para análise em laboratório”, destacaram em nota conjunta. As galerias de águas pluviais que deságuam no trecho também serão checadas.

    Preocupação

    Essa não é a primeira vez que o crescimento excessivo das algas desequilibra o Lago Paranoá. O arquiteto e urbanista Pedro Braga Netto relata que durante a primeira década de existência do espelho d’água, em 1970, o tratamento de esgoto era muito precário, o que resultou no desequilíbrio da flora. “Foi um problema sério, havia um cheiro muito forte. Não era possível tomar banho no local. Isso só foi corrigido nos anos 1990, com a ampliação da estação de tratamento Sul e Norte. Só nessa época o Lago atingiu um padrão ideal de balneabilidade”, explica.
    O especialista definiu a situação como preocupante. Isso porque, de acordo com ele, o Lago está no limite devido ao grande número de ocupações urbanas na bacia. “O braço do Riacho Fundo é o mais perturbado. Tem ocupações irregulares desde o início de Brasília. É a maior pressão urbana. Esse trecho é exatamente o mais sensível.”

    Por:  ALESSANDRA MODZELESKI
    ESPECIAL PARA O CORREIO

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