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  • terça-feira, 22 de novembro de 2016

    Pressão da água será reduzida



    As recentes chuvas foram responsáveis pelo leve aumento do nível do Rio Descoberto: previsão de mais água.

    Medida começa amanhã, por Ceilândia, e deve afetar as regiões abastecidas pelo Rio Descoberto. Depois de uma sequência de quedas, o nível do principal reservatório do DF voltou a subir e passou dos 20%.

    O principal reservatório que abastece o Distrito Federal tem dado os primeiros sinais de recuperação. As últimas chuvas foram suficientes para que o nível da barragem do Descoberto saísse da casa dos 19%. Na medição de ontem, o índice ficou em 20,07%. Já a barragem de Santa Maria atingiu 40,96%. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) tem apostado nas chuvas e na redução do consumo para reverter o cenário da maior crise hídrica que assola a capital. Para diminuir o gasto de água, regiões que são abastecidas pelo Rio Descoberto terão a pressão da rede diminuída a partir de amanhã.

    A medida vai começar por Ceilândia e será estendida em um cronograma até 14 de dezembro. Ao todo, 15 localidades serão afetadas: Vicente Pires, Samambaia, Colônia Agrícola Samambaia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Águas Claras, Arniqueiras, Taguatinga, Park Way, Candangolândia e Núcleo Bandeirante. A expectativa é que haja uma redução entre 5% e 10% no consumo da região.

    Segundo o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, técnicos também têm substituído redes antigas de distribuição de água que apresentavam vazamentos, como nas quadras 410 e 411 Norte, além da QL 14 do Lago Sul. “Nós atingimos esse patamar de 20% no fim da seca, que se estendeu e pegou a estação de chuva. Se tivéssemos no auge da seca, em setembro, provavelmente teríamos adotado medidas mais drásticas, como o plano de racionamento. Mas, com o retorno da chuva de forma continuada, esperamos não implementar ações tão impactantes, que penalizariam a população e o sistema de distribuição.”

    Luduvice ressaltou que a Caesb tem atacado em duas frentes: trabalha com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de que a chuva se consolide e, ao mesmo tempo, reduz a retirada de água do Descoberto, o mais crítico. “Precisamos assegurar e manter a consciência sobre o uso racional da água para reduzirmos o desperdício. Observamos que temos conseguido diminuições de 14%, mas esperamos que cresça para 15% a 20%.”

    A analista administrativa Sabrina Fridriczewski, 29 anos, mora há 10 em Ceilândia. Ela diz que a rotina começou a ser afetada, pois a pressão da água não está tão forte. “Não conseguimos encher a máquina de lavar diretamente da torneira. Por isso, ligamos a mangueira da garagem e colocamos dentro da máquina para facilitar”, exemplificou. Com a redução, a situação vai se estender a outras atividades caseiras, como tomar banho e cozinhar.

    Apesar das dificuldades, Sabrina acredita que é importante economizar água. E ainda propõe solução. “Precisamos aprender a reutilizar ou economizar água. Acho que o melhor caminho seria a diminuição do abastecimento por um determinado período do dia para termos uma reeducação. Aprender a conviver com menos é essencial.”

    Previsão do tempo

    Embora o Inmet não tenha uma estação de medição próximo aos reservatórios, o meteorologista Mamedes Luiz Melo explicou que esta é uma estação chuvosa, em que os índices ficam acima de 200mm. “Em novembro, a média é de 231mm e já choveu 76% do que é esperado. A expectativa é que o índice fique dentro do planejado. De agora em diante, as chuvas devem continuar, mesmo que de forma reduzida. A tendência é que, até o início de dezembro, ocorra com mais frequência.”

    Mamedes explicou que a média de chuva característica para dezembro é superior a 200mm. Este ano, segundo ele, a previsão deve ser confirmada, uma vez que não houve influência do El Niño, como no ano passado. “Já que novembro foi chuvoso, pode ser que ocorram paradas no meio de dezembro, mas as chuvas devem ser generalizadas, com alguns pontos fortes e fracos em todo o DF. Apesar de não sabermos o quanto choveu nos reservatórios, porque não temos uma estação em cima deles, tem chovido no DF como um todo.”

    O meteorologista explicou, no entanto, que as precipitações podem não ter sido suficientes para encher os reservatórios em razão do fenômeno El Niño nos períodos chuvosos dos anos anteriores. “O El Niño teve uma influência na região central do país e, por isso, houve reduções drásticas. Após esse período, começou a estação seca. Se não chover agora, por exemplo, vai faltar mais na frente, porque será o período de seca”, esclareceu. “As chuvas que deverão ocorrer dentro de um mês não são suficientes para encher os reservatórios, até porque a natureza leva um tempo para se reconstituir. Esse é um reflexo acumulado de uma estação chuvosa que não foi boa”, acrescentou.

    Fonte: Correio Braziliense

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