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  • quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

    Capital do álcool

    Tão acostumados estamos com nosso horizonte imediato e nossas mazelas diárias, que muitas vezes não percebemos a progressiva decadência que vai tomando conta de nosso mundo ao redor. No caso de nossa cidade, capital do país, o que se apresenta diante de nossos olhos parece ser um a crônica de um colapso social anunciado. Se forem contabilizados entre bares, restaurantes e botecos informais, Brasília possui hoje aproximadamente 12 mil estabelecimentos, que empregam um exército de mais de 100 mil pessoas. Para uma população de pouco menos de 3 milhões de habitantes, o que não faltam são opções de bares e biroscas onde a oferta de álcool variada é abundante.

    O que poderia parecer um paraíso de comércio, com vendedores e consumidores exercitando as saudáveis leis do mercado, para o bem da economia local, esconde uma realidade devastadora. O que se assiste hoje na capital do país é a liberalização total e o estímulo, sem precedentes, do consumo de bebidas alcoólicas.

    Na região do Plano Piloto, a proliferação de bares, botecos e outros estabelecimentos de venda de álcool segue acelerada. Mesas e cadeiras vão se espraiando por ruas, invadindo as áreas verdes e chegando cada vez mais próximas às residências. O mais preocupante é que o grande público desse tipo de comércio é formado por jovens, a maioria ainda estudantes.

    Nas cercanias das universidades, o movimento de bares e o consumo de álcool são mais acentuados. Algumas quadras, como a SQN 408, o comércio local foi tomado por bares que lucram fábulas com os alunos de universidades e escolas da redondeza. Em todas as quadras, o fenômeno se repete. Os bares à noite ficam lotados e as salas de aula vazias. Nunca tantos jovens beberam tanto como agora. Estamos nos transformando na capital do álcool. O que poderia ser uma diversão esporádica, vai se transformando numa constante perigosa.

    O que estamos assistindo, sob o olhar complacente das autoridades e principalmente das famílias, é ao consumo desbragado de álcool. Gerações estão sendo entregues ao vício silencioso. Trata-se muito mais do que de um problema de saúde física e mental, que já é sério. O que estamos vendo em nossa cidade e arredores é a lenta destruição de todo um contingente de jovens, desinformados sobre os perigos do alcoolismo.

    Sem uma campanha séria e massiva que alerte para esse flagelo que vai se instalando por todo lado, o que teremos num futuro próximo são hospitais lotados de pessoas acidentadas, vítimas de cirrose, delegacias cheias de infratores, presídios superlotados de delinquentes, clínicas e estâncias para dependentes, acidentes de trabalho, hospitais psiquiátricos repletos de jovens desequilibrados. Os moradores das superquadras sabem bem que o problema existe, está se disseminando com rapidez e já é um dos maiores motivos de queixa da atualidade.


    A frase que foi pronunciada
    “Você ganha liberdade quando tem responsabilidade.”
    (Alison Zigulich)

    Aids
    Cresce a cada dia no DF o número de infectados pelo vírus da aids. Já são, segundo a Secretaria de Saúde, 11 mil infectados. Isso sem contar aqueles que ainda não suspeitam ainda da contaminação, além dos que, simplesmente não fazem a notificação e não procuram os cuidados médicos adequados.

    Perfil
    Preocupa as autoridades o fato de a maioria dos infectados estarem na faixa etária entre 15 e 19 anos, sendo que a proporção de soropositivos é de 46,7 casos masculinos para cada uma mulher infectada.

    Propaganda
    No caso da proliferação desenfreada desse vírus, fatal para o ser humano mesmo com todos os avanços da medicina e dos remédios retrovirais existentes hoje, as novas gerações não foram sensibilizadas por campanhas massivas como acontecia em décadas passadas.

    Carnaval
    Com a aproximação das festas de Momo, deverá crescer também o número de registros de pessoas infectadas num futuro próximo. Por isso, não se entende como a menos de dois meses para o carnaval ainda não se veem propagandas apelando para o uso de camisinhas e outros protetores.

    ***
    Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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