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  • quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    #PATRIMÔNIO » Destruição na Esplanada

    Protestos contra a PEC 55 resultam em danos a prédios públicos, além de carros incendiados, placas danificadas e vidraças quebradas. Manifestantes jogam a culpa em supostos infiltrados
    Um dia após o ato contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 55, que limita os gastos do governo pelos próximos 20 anos, o cenário na Esplanada do Ministério era de destruição. Ao longo do Eixo Monumental, era possível ver prédios públicos depredados, bandeiras e placas de sinalização arrancadas, além de paradas de ônibus e lixeiras quebradas. O maior estrago ocorreu no Ministério da Educação (MEC), invadido por um grupo que danificou até caixas eletrônicos. Na manhã de ontem, garis trabalharam nos reparos (leia Os danos). As entidades envolvidas na organização do protesto culpam infiltrados pela violência.

    Nem mesmo a Catedral Metropolitana de Brasília foi poupada pelos vândalos. O monumento foi pichado, e luminárias e placas informativas, quebradas. Os manifestantes atearam fogo a dois veículos estacionados no local. Logo ao lado, as paredes do Museu da República e da Biblioteca Nacional sofreram pichações. O metalúrgico Jolimar Pacheco, 36 anos, se mostrou perplexo com a situação. “Ficaram as marcas. Sabemos que todos têm direito de protestar, mas isso não é correto. Locais de visitação foram danificados, e donos de carros agora acumulam prejuízos. Isso é um absurdo”, afirmou.

    O ministro da Educação, Mendonça Filho, declarou que o protesto passou dos limites. Levantamento preliminar da pasta aponta pelo menos R$ 172,8 mil em prejuízos. “Essa é a prova que tem gente que exercita a prática democrática de forma a romper as bases constitucionais e legais”, lamentou. Além do térreo, outros dois andares do MEC foram invadidos. O grupo quebrou vidraças, câmeras, computadores, tevês e caixas eletrônicos. Também furtaram extintores, cadeiras, bancos e computadores e depredaram um carro oficial. O ministério repassou à PF imagens do circuito de segurança, além de vídeos e fotos feitos por servidores.

    Entidades ligadas à organização do protesto reclamam que os órgãos de segurança pública não cumpriram os acordos estipulados em reuniões anteriores. A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, ressaltou que quem comandou os atos violentos não fazia parte do grupo que se manifestava contra a PEC 55. “Ficamos acampados por um período na porta do MEC e não cometemos nenhuma agressão. A polícia, em vez de conter essas pessoas específicas, começou a jogar gás em todos”, reclamou.

    A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Eblin Farage, repudiou a ação da Polícia Militar. 

    “Tentamos pedir compreensão, mas o que se via era bomba para todos os lados. Foi chocante”, queixou-se.

    Cerca de mil PMs foram escalados. Em nota, a corporação informou que seguiu os padrões das técnicas e equipamentos utilizados internacionalmente em casos de distúrbios. “As ações de violência e o vandalismo se generalizaram em diversos pontos da Esplanada dos Ministérios, o que impossibilitou a identificação de todos os responsáveis. A PM repudia os atos de vandalismo cometidos”, detalhou o texto.

    A secretária de Segurança Pública, Márcia Alencar, defende que não houve falha. “Tivemos quatro reuniões com grupos de manifestantes. Fica claro que quem causou a depredação não participou desses encontros e veio com a total intenção de causar desordem”, avaliou.

    O governador Rodrigo Rollemberg determinou a volta de revistas na chegada à área central em dias de protestos. “Entendemos que as pessoas têm direito de se manifestar, mas não pode ocorrer o que assistimos. Vamos trabalhar para identificar os culpados”, disse, ao visitar o MEC.

    Os danos - Prédios e monumentos

    Ministério da Educação — Pichações, vidraças quebradas, as duas entradas destruídas, além de luminárias, lixeiras, orelhões e placas derrubadas e danificadas.

    Ministério do Desenvolvimento; Ministério do Esporte; Controladoria-Geral da União; e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade — Pichações, vidraças quebradas, além de luminárias, lixeiras, orelhões e placas destruídas e danificadas.

    Ministério da Cultura e Ministério do Meio Ambiente — Pichações e vidraças, luminárias, lixeiras, orelhões e placas destruídas e derrubadas, assim como a parada de ônibus e o bicicletário em frente ao prédio.

    Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério da Integração Social; e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — Pichações e destruição de vidraças, luminárias, lixeiras, orelhões e placas.

    Ministério das Comunicações; e Ministério dos Transportes — Pichações e danos em vidraças, luminárias, lixeiras, orelhões e placas.

    Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e Ministério da Aeronáutica — Paredes e calçadas dos fundos pichadas.

    Avenida das Bandeiras — Calçada pichada, todas as bandeiras arrancadas e alguns mastros danificados ou sumidos.

    Biblioteca Nacional — Pichações, várias placas de sinalização e orientação derrubadas e danificadas, assim como a parada de ônibus localizada em frente ao edifício.

    Catedral de Brasília — Pichações, orelhões e placas de sinalização derrubados e danificados; no estacionamento, um contêiner foi virado, além de um carro incendiado e o bicicletário destruído.
    Museu Nacional — Pichações, placas de sinalização e orientação derrubadas e danificadas; no estacionamento, um contêiner foi virado, e um carro, incendiado.


    Flagrantes de dano ao patrimônio público
    Seis manifestantes foram detidos e encaminhados a delegacias, onde assinaram termos circunstanciados por injúria, desacato, resistência e dano, além de lesão corporal. Outras cinco ocorrências de dano foram registradas pela Polícia Federal.



    Fonte: Thiago Soares – Fotos: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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