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  • sábado, 3 de dezembro de 2016

    Três dias que abalaram o país

    O Brasil viveu uma semana de vastas emoções. O primeiro assombro aconteceu na madrugada da segunda para a terça-feira: o trágico acidente com o avião que levava a Chapecoense, no auge da história do clube, para a final da Copa Sul-Americana. O segundo, no mesmo dia, foi o protesto que deixou um rastro de destruição na Esplanada. O terceiro, da noite da terça para a madrugada da quarta-feira. Enquanto brasileiros, colombianos e gente do mundo inteiro choravam ainda chocados com o desastre, deputados tramavam em Brasília, na calada noite, um golpe legislativo para acabar com a Lava-Jato, a maior operação contra a corrupção da história do país. O dia já amanheceu fervendo, com procuradores que investigam o petrolão ameaçando renunciar. Tudo o que a banda podre da política mais deseja.

    Tanto que, na sequência, ao longo da quarta-feira, com os corpos ainda sendo recolhidos na Colômbia, entra em cena Renan. Às pressas, ele põe combustível na fervura. Com apoios, como o de Collor, Humberto Costa e Lindbergh, tenta consumar o golpe na Lava-Jato, colocando para votar, de bate-pronto, sem discussões mais aprofundadas, o AI-5 legislativo que a Câmara aprovara na madrugada. Não fosse a resistência de senadores, como Cristovam e Randolfe, Calheiros teria empurrado a estrovenga goela abaixo da sociedade, liderando o extermínio da única iniciativa que hoje em dia ainda conta com apoio popular: a força-tarefa que desmontou a quadrilha que saqueava a Petrobras.

    Na quinta-feira, o poderoso Renan tenta pôr o juiz Sérgio Moro em saia justa no Senado. Em vão. O “juizeco” de Curitiba mantém a calma e, sem cair em provocações, aproveita discurso furioso de Lindbergh para desmascarar o real intuito dos parlamentares: destruir a Lava-Jato. Mais tarde, Renan, alvo de 12 investigações no STF, iria se tornar réu pela primeira vez na Suprema Corte. Não fosse pelo fato de Toffoli ter pedido vista de processo que impede réus de assumirem cargos na linha sucessória da Presidência da República, ele estaria automaticamente fora do comando do Senado.

    Ainda na quinta-feira, outra notícia colocaria os corruptos brasileiros de cabelo em pé: a Odebrecht e a Lava-Jato fecharam um acordo de colaboração histórico. Pelo acertado, a empreiteira pagará multa de R$ 6,8 bilhões ao Brasil, aos Estados Unidos e à Suíça. Em anúncio publicado nos principais jornais do país, a empresa pede desculpas pela corrupção. De tão temida pelos efeitos devastadores que pode ter na política brasileira, a colaboração dos executivos da Odebrecht foi apelidada de “delação do fim do mundo”. É ver para crer. #VaiFaltarCadeia



    Por Plácido Fernandes Vieira – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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