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  • quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

    AEROPORTO DE BRASÍLIA » Comida cara e estacionamento ruim

    "Os produtos vendidos são caros. Então, optei em comer um sanduíche mais em conta" - Paulo Roberto Bieniek, mecânico de companhia aérea

    Por: Marlene Gomes, 

    Após passar as férias em Fortaleza, Ademir Luiz Vidigal desembarcou com a família em Brasília, por volta das 13h, para uma conexão com destino a Porto Velho, em Rondônia. Até o horário de embarque, marcado para as 20h, seria uma longa espera. O professor fazia as contas de quanto gastaria para que ele, a mulher e os dois filhos, de 9 e 10 anos, se alimentassem. “Os preços são absurdos. Só a água custa R$ 5,50. Não existe competição entre os estabelecimentos nem opção mais barata para a alimentação”, reclamou Ademir.

    A queixa do passageiro não é isolada. O custo-benefício dos produtos oferecidos no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek aparece como um dos quesitos com avaliação negativa dos passageiros, segundo Pesquisa Permanente de Satisfação do Passageiro. Realizada pelo Ministério dos Transportes no quarto trimestre de 2016, o levantamento coletou a opinião de 14.085 passageiros sobre 37 indicadores, durante outubro, novembro e dezembro. O estacionamento também é apontado como item negativo por quem passou pelo terminal.

    Nascido em São Paulo, o farmacêutico Henrique Tada sempre vem a Brasília para reuniões de negócios. Ele elogiou as reformas realizadas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas e a limpeza dos banheiros, mas também se queixou dos valores cobrados pelo comércio. Para ele, nada justifica os R$ 27 pedidos por um lanche composto de oito minipães de queijo e um copo médio de chá mate gelado. “É um valor exorbitante, equivale ao preço de um almoço. E olha que o pão de queijo é um dos alimentos mais baratos em qualquer cidade do país”, criticou.

    A reclamação de Paulo Roberto Bieniek também se concentra nos preços das lanchonetes. Mecânico de uma companhia aérea, em Goiânia, o militar da reserva chegou a Brasília às 10h de ontem. Com tempo de sobra até a decolagem da aeronave para o destino, a cidade de São Paulo, marcada para as 15h, ele aproveitou para comer. Observou e elogiou o sistema de refrigeração ecológico da Praça da Alimentação, sem aparelhos de ar-condicionado e com livre circulação de ar. Mas condenou os valores dos alimentos. “Os produtos vendidos são caros. Então, optei em comer um sanduíche mais em conta”, disse.

    Com destino final em Porto Velho, onde participará de uma prova de residência, a médica Fernanda Madde fez uma conexão em Brasília às 10h. Do voo de Porto Alegre até Brasília, Fernanda não teve do que reclamar. Inclusive parabenizou a infraestrutura do aeroporto da capital federal. A queixa ficou com relação à assistência dispensada aos passageiros pelas companhias aéreas. “O atendimento deixa muito a desejar. As pessoas que trabalham nas empresas aéreas pensam que estão fazendo um favor para a gente. Eles ainda não aprenderam a nos tratar como um cliente”, lamentou.

    Confiança
    Segundo a Pesquisa Permanente de Satisfação do Passageiro, o terminal de Brasília ficou na terceira posição entre 15 aeroportos avaliados, atrás do de Curitiba e Recife. “Há, ainda, pontos de melhorias, os quais não fogem à atenção do aeroporto, a exemplo do estacionamento, que será reformado e melhorado”, informou a concessionária Inframerica. 

    Os itens mais bem avaliados no aeroporto foram: confiança na inspeção de segurança, disponibilidade de painéis de voos e tomadas, qualidade da rede de internet sem fio, disponibilidade de sanitários, limpeza geral, disponibilidade e localização de bancos/caixas eletrônicos/casas de câmbio e quantidade e qualidade de lanchonetes e restaurantes.


    (*) Marlene Gomes – Especial para o Correio Braziliense – Foto:  CB/D.A.Press - Blog/Google

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