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  • domingo, 29 de janeiro de 2017

    Um aeroporto aquém de Brasília

    Foto Pita/Inframerica

    Mediante a Pesquisa Permanente de Satisfação, divulgada a cada trimestre pela Secretaria de Aviação Civil, os passageiros podem aferir a qualidade dos serviços de infraestrutura prestados nos principais aeroportos de todo o Brasil, atribuindo uma nota a cada um deles e dando opinião para a melhoria geral dos terminais. O Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, apesar das melhorias nas instalações decorrentes de reforma exigida pelo fato de Brasília ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, ainda deixa muito a desejar.

    Na realidade, esse não é propriamente o aeroporto que os brasilienses e a capital modernista mereciam. O terminal dos sonhos, que tinha tudo em comum com a cidade, infelizmente ficou suspenso no ar, no rabisco do mestre Niemeyer, abortado que foi pelo regime militar, que via nas posições ideológicas e firmes do arquiteto motivo para afastá-lo de tão importante projeto. Mais do que uma mágoa que não ficou expressa nas palavras, restou um comentário, feito anos depois, em que o arquiteto mostrava sua preocupação e uma previsão de que o projeto aceito pelos militares obrigaria os passageiros a percorrer extenso e exaustivo caminho até a porta da aeronave. “O projeto do aeroporto era semelhante ao do francês Charles de Gaulle, em Paris: moderno para um aeroporto da década de 1970, mas não foi para a frente por motivos políticos. O Niemeyer desenhou uma estação central circular, com elementos formais que lembravam as colunas do Palácio do Planalto”, afirma o professor aposentado da UnB José Carlos Coutinho, especialista na obra de Niemeyer.

    Deixando de lado esse aspecto histórico que já é fato consumado, o terminal JK tem sido alvo de reclamações constantes de todos os que, por algum motivo, circulam em suas dependências, principalmente pelo aspecto comercial conferido ao aeroporto. Os preços cobrados, de souvenir a alimentos, estão entre os mais altos, não só do Brasil, mas também de aeroportos mundo afora. Para ter uma ideia, uma simples lata de refrigerante é vendida por preço superior aos cobrados nos mais requintados restaurantes do planeta. O aspecto de shopping se repete no longo trajeto que os passageiros são forçados a percorrer.

    Antes de chegarem aos distantes portões de embarque, as pessoas são obrigadas a circular por dentro de extensa cadeia de lojas que vendem artigos e bugigangas importadas a preços astronômicos. Guilherme Simões de Assis vê como ótima oportunidade aproximar passageiros da arte. As exposições no aeroporto, porém, são tímidas para a área. Seria muito mais civilizado se os passageiros percorressem esses mesmos trajetos, mas tivessem ao alcance da vista e do bolso obras de arte, dos mais consagrados artistas brasileiros até as produzidas pelos artistas locais, que, diga-se de passagem, estão entre os melhores do planeta. Ideia simples, como pregava Niemeyer.

    ***

    A frase que foi pronunciada
    “Alegria nunca é para sempre, mas forja um ninho para quando a tristeza chega.”
    Seu pensamento?



    Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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