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  • sábado, 28 de janeiro de 2017

    Um gênio brasileiro - "Brasília é hoje tombada como a primeira cidade planejada do planeta com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Unesco em dezembro 1987. Neste ano, portanto, completam-se três décadas desse honroso título ..."

    Fato comum parece perseguir e marcar invariavelmente as pessoas dotadas de grande genialidade: não são plenamente compreendidas por seus contemporâneos e conterrâneos. Com Oscar Niemeyer não foi diferente. Depois de 1964, com a instalação dos militares no poder, ficou cada vez mais difícil para Niemeyer trabalhar no Brasil. Nesse período particular da vida, o arquiteto se encontrava no auge das potencialidades e energia criativa e as obras de arte arquitetônicas brotavam em profusão de sua prancheta simples.

    Impedido pelo novo governo, unicamente por causas ideológicas, de prosseguir os projetos, Niemeyer levou sua arte preciosa para fora do país, onde foi acolhido com entusiasmo e deixou obras magníficas que serviram para divulgar o talento da nova arquitetura brasileira segundo os padrões modernistas que marcavam aquele período. O que o Brasil desdenhou o restante do mundo recebeu de braços abertos e aplaudiu.

    Mas, contrariando de certa forma a profecia que diz que ninguém é profeta na própria terra, Niemeyer conseguiu ser grande dentro e fora do país. No entanto, aquele período conturbado de nossa história deixou mágoas silenciosas e permanentes na alma do arquiteto, principalmente com relação ao tolhimento abrupto de seu trabalho.

    Perdas maiores teriam o Brasil e principalmente sua capital, que, de certa forma, ficaria incompleta, alijada de obras fundamentais para o conjunto arquitetônico que todos creem referência em modernismo. Por sua singularidade, Brasília é hoje tombada como a primeira cidade planejada do planeta com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Unesco em dezembro 1987.

    Neste ano, portanto, completam-se três décadas desse honroso título, que pode, por ação indevida de seus gestores e da própria população, ser retirado sem maiores problemas, o que seria um desastre e uma vergonha.

    ***

    A frase que não foi pronunciada
    “Estou precisando de novos inimigos. Os antigos gostam de mim!”
    (Camiseta na praia)

    ***
    Simples assim. Fernando Henrique Cardoso contou com um corpo acadêmico competente e deu uma guinada na economia. Fica a dica para o governador Rollemberg, que cresceu em Brasília e sabe com quem pode contar. Ainda há tempo de deixar boa marca na gestão.




    Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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