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  • quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

    #FOLIA » Fico porque te curto, Brasília!!! - (Com o desenvolvimento da festa, muitos brasilienses preferem permanecer na capital durante os dias de Momo)

    Brasilienses, como Sandney (C), optam por não viajar no feriado e ajudam a animar o carnaval na cidade

    Por Isabella de Andrade,
      
    "Com o desenvolvimento da festa, muitos brasilienses preferem permanecer na capital durante os dias de Momo"

    Com a mistura de diferentes ritmos e influência das mais diversas regiões do país, o período carnavalesco cresce e ganha cada vez mais espaço entre os moradores de Brasília. Os tradicionais blocos de rua democratizam a festa e agradam a todas as tribos. Entre amigos de longa data e ruas conhecidas, muitos brasilienses optam por aproveitar os dias de festa e feriado com poucos gastos, sem sair da capital.

    A estudante de serviço social Luisa Fernandes, do Riacho Fundo, lembra que a crise econômica e financeira costuma afetar a possibilidade de viagens e, neste caso, as opções gratuitas se tornam o melhor atrativo. “As pessoas estão viajando menos e os blocos de rua têm diversas vantagens, eles não custam nada, são bem localizados e atendem a vários públicos. Estou achando a diversidade na programação incrível!”, afirma a jovem.

    Vale lembrar que, para quem não gosta de curtir a folia nos bloquinhos, shows de diferentes estilos — do rock ao sertanejo — se espalham pela cidade durante o feriado. É essa a opção escolhida por Esthefany Nóbrega, operadora de sistemas que mora na Ceilândia Sul. Ela prefere escolher festas menores e mais tranquilas, além de casas de shows.

    O ator Victor Demasi, da Asa Sul, enfatiza a energia de Brasília e o clima mais aconchegante da folia. “As pessoas são muito acolhedoras, então mesmo que você for sozinho a um bloco, dificilmente vai chegar ao final dele assim. Sempre tem gente bem-humorada, gente que aceita a diversidade.”

    Diversidade
    A gerente de restaurantes Thais Lino acredita que os bloquinhos têm a cara dos moradores da cidade, sendo pequenos e diversos. Os rostos conhecidos do cotidiano são outro atrativo para quem escolhe aproveitar a folia por aqui. Para muitos foliões, essa época do ano propicia um contato maior e diversas pessoas que antes eram apenas conhecidas viram melhores amigos durante a festa. “Acredito que os novos bloquinhos deram uma renovada no carnaval de Brasília, que estava desgastado e só atendia ao público que gosta das micaretas. Como homossexual, eu amo a diversidade e ser respeitada, e aqui eu consigo”, destaca.

    A programação do pré-carnaval começou cedo, já em dezembro do ano passado. Desde então, o arquivista Sandney Costa, de Planaltina, faz questão de farrear. Para ele, a programação deste ano está muito animada. “Eu adoro os bloquinhos de rua, de entrada gratuita e de público diversificado. Gosto muito dos mais tradicionais, como o Babydoll de Nylon e o Aparelhinho e alguns mais recentes como o Bloco do amor e o Tuthankasmona” conta.

    A tradicional mistura cultural brasiliense tomou conta do carnaval e expande suas vertentes para agradar um público cada vez maior. Mais de 40 blocos desfilarão pelas ruas da cidade nos próximos dias, além dos quase vinte que já agitaram a folia de pré-carnaval. A ideia é criar uma festa que mostre cada vez mais a cara da cidade e seu potencial para receber música, ritmo e dança ao longo de todo o ano.

    Qual é o melhor de Brasília?
    Agora não tem mais jeito: o carnaval é nosso! O brasiliense se apropriou, de vez, da festa do Momo. Toma as ruas da cidade, dança, beija, traveste-se do que bem entende. Segue o trio, cai no samba, no axé, nas marchinhas e — quem diria — na música eletrônica. Senhor dos festejos, nada mais justo que vista a fantasia de juiz e eleja o melhor bloco de 2017. O Correio Braziliense formará uma comissão julgadora e contará também com uma enquete popular para entregar um troféu aos quatro escolhidos. Para votar, entre no site goo.gl/gF6EuM e participe. Que vençam os mais animados!

    Depoimentos
    "Costumo frequentar bastante o Raparigueiros. Na última vez em que eu fui, o policiamento estava ativo e o espaço era bacana. Geralmente, é bem cheio, mas os locais que eles escolhem sempre comportam bem a quantidade de pessoas. Fevereiro já começa com basicamente tudo: blocos de pré-carnaval, ensaios das escolas de samba daqui, festas temáticas. Para quem gosta de carnaval, é impossível acompanhar a programação, que dura o mês todo, praticamente"
    (Pedro Henrique Fonseca, 20 anos, estudante, Taguatinga.)

    "Eu costumava ir todos os anos ao Galinho, Raparigueiros, Suvaco da Asa e Babydoll de Nylon. Sempre que rolava o Monobloco, eu ia também. Tem vários outros blocos mais tranquilos, como As Virgens da Asa Norte. A cada ano, eles estão ficando mais famosos"
    (Carolina Marques, 19 anos, estudante, Sudoeste) 



    (*) Isabella de Andrade - Especial para o Correio Braziliense » Raphael Macedo* *Estagiário sob supervisão de Igor Silveira. - (Foto: Arquivo pessoal Sandney) 

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