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  • terça-feira, 7 de março de 2017

    Desigualdade e insegurança

    Em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Código Eleitoral provisório, aprovado no governo Getúlio Vargas, a mulher passou a ter o direito de votar. Oitenta e cinco anos depois, a representação feminina no Congresso é de 9,9% na Câmara e de 13%., no Senado. No ranking de 190 nações, o Brasil ocupa a 116ª posição, abaixo da média mundial que é de 22,1%, e inferior até mesmo à do Oriente Médio, onde as mulheres somam 16% na representação parlamentar. O desequilíbrio é gritante se levado em conta que, em 2014, as elas somavam 77,4 milhões de votos contra 68,2 milhões de eleitores masculinos. Hoje, as mulheres somam 51,2% da população brasileira.

    A luta pela equidade de gênero ainda está longe de ser desnecessária. No mundo do trabalho, as mulheres têm remuneração inferior à dos homens, ainda que exerçam a mesma função. No campo da educação, elas somam 83% e, no de humanidades e artes, 74,2%, mas têm salário médio entre R$ 1.811 e R$ 2.224, respectivamente. A diferença persiste quando a proporção de mulheres é equivalente à dos homens, nas áreas de ciências sociais, negócios e direito. Elas recebem 66,3% do rendimento pago aos homens. Se considerado o recorte raça/cor, as negras são relegadas a plano ainda mais inferior, vítimas do racismo institucional, ou não, resultado de um processo de educação excludente.

    A falta de densidade no âmbito das instituições que têm poder de decisão, as políticas públicas voltadas às mulheres estão muito aquém das reais necessidades, seja no campo da saúde, da educação seja na área da segurança pública. O regime patriarcal prevalece em várias instâncias, o que explica, em boa parte, o aumento da violência contra as mulheres. O homens, mal-educados, se acham proprietários das companheiras.

    O Brasil, em relação às demais nações, detém a quinta posição em número de homicídios de mulheres — a maioria das vítimas está na faixa etária de 13 a 30 anos. Não há qualquer alento diante dos dados sobre assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares. Os índices de feminicídio também envergonham o país: uma morte a cada 90 minutos. A cada 2 minutos, uma mulher é espancada no país; a cada 11 minutos, uma é vítima de estupro. Por dia, 179 são vítimas de agressão.

    Hoje, véspera do Dia Internacional da Mulher — 8 de Março —, as mulheres tentam ampliar a sua capacidade de organização para evitar perdas e garantir direitos, principalmente, ante a reforma da Previdência. Mais:é necessário romper com o círculo de ineficiência das políticas públicas, que não oferecem serviços de qualidade nem segurança às mulheres brasileiras.


    Correio Braziliense - Foto/Ilustração: Blog - Google

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