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  • sexta-feira, 14 de abril de 2017

    #LAZER » Feira reúne artesãos do mundo inteiro

    Maria Benedita Marques e suas flores desidratadas do cerrado: peças estarão à venda no encontro

    *Por Ana Carolina Alves

    Cerca de 250 trabalhos de artistas de 20 estados brasileiros e 15 países estarão expostos em evento que começa hoje e vai até o dia 23, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Entre eles, grandes nomes regionais e internacionais

    Artesão, de acordo com o dicionário, é “o indivíduo que pratica arte ou ofício que depende de trabalhos manuais”. Já na vida, a definição pode ser outra: “ter prazer pela arte, fazer dela uma terapia. É um processo de desenvolvimento mental”. A segunda explicação é de Alex Teles, artesão de 42 anos e um dos homenageados na 11ª edição da Feira Internacional de Artesanato (Finnar), que começa hoje e tem como tema os grandes mestres do artesanato brasileiro.

    Alex e o pai dele, Mario Teles, 75 anos, são dois dos representantes legítimos do triângulo de criação Teles – iniciado pelo já falecido Geraldo Teles de Oliveira, o GTO. A família, moradora de Divinópolis (MG), é conhecida no meio artístico por obras esculpidas em madeira. Elas podem demorar de um dia a um ano para ficarem prontas, segundo os criadores.

    Mario Teles começou a esculpir aos 41 anos e produziu mais de 5 mil peças exclusivas. E continua fazendo arte, com a ajuda do filho. “As minhas obras são os meus filhos. Cada arte é única. Temos peças em algumas galerias de Brasília, mas é a nossa primeira vez na feira”, diz Alex Teles. As obras dele apareceram recentemente na novela A Lei do Amor, da TV Globo.

    Moradora da Candangolândia, Maria Benedita Marques, 61 anos, também vai expor seu trabalho na Finnar. Ela começou a trabalhar com flores desidratadas do cerrado aos 23 anos. Vende as peças pelas ruas e feiras que acontecem ao longo do ano na capital. “Eu mesma vou ao cerrado e colho as flores secas. Depois, é só hidratar as pétalas e botar para secar. Sempre fiz flores, aprendi sozinha, por influência dos meus avós, que eram índios”, explica.

    Já o turco Akin Uyar, 41 anos, vende as peças da Turquia, México, Marrocos e Índia. Morador de São Paulo há oito anos, ele diz que é a sexta vez que participa da Finnar. “Vou a vários países e sempre trago novidades. O público de Brasília é muito receptivo e gosta dos meus produtos. É uma cidade muito culta”, ressalta.

    Economia aquecida
    A Finnar recebeu mais de 100 mil visitantes em 2016 e espera ultrapassar seu público este ano. São cerca de 250 trabalhos de 20 estados e 15 países. Além da exposição, o evento oferecerá palestras, workshops, oficinas e shows. A organizadora do evento, Hilda Alves, afirma que a feira produz grande impacto econômico para Brasília e para os artesãos. “O evento traz muita gente de fora. Tem a questão de hospedagem, alimentação, locomoção. Durante os 10 dias de feira, vamos conseguir gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos no DF”, afirma.

    Programe-se» 11ª Feira Internacional de Artesanato (Finnar) - » Centro de Convenções Ulysses Guimarães - » De hoje a 23 de abril - » Aos feriados, sábados e domingos, funcionará das 11h às 22h. Nos dias de semana, das 16h às 22h. Ingressos à R$ 10 (inteira) - » Classificação livre



    (*) » Ana Carolina Alves* - * Estagiária sob supervisão de Renato Alves – Foto: Barbara Cabral – Esp/D.A.Press -  Correio Braziliense

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