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  • quinta-feira, 6 de abril de 2017

    Não ao assédio sexual

    “Mexeu com uma, mexeu com todas” não é só um slogan da hora que condena o assédio sexual de um ator a uma figurinista. A advertência, que vai muito além do lamentável episódio, vale para todos os casos em que as mulheres são molestadas. Tratá-las como objeto é coisa de um passado distante. O machismo e o patriarcalismo perderam espaço na sociedade.

    O homem que se sente proprietário do sexo oposto é equivocado, desrespeitoso e, no fim das contas, um ser violento. Míope, não enxerga as transformações sociais e ignora os avanços alcançados na luta pela equidade de gênero — grande parte contemplada pela atualização das leis do país. O homem moderno e esclarecido divide com a mulher a construção de uma sociedade com menos desigualdade.

    A arrogância e a prepotência de muitos homens fazem com que persistam situações nas quais as mulheres têm sido vítimas de constrangimentos no metrô, no ônibus, no trabalho, nas ruas, nas festas. Nada mais extemporâneo. Hoje, as mulheres não estão dispostas a tolerar o assédio verbal que, com frequência, evolui para o físico e, se nada for feito, chega ao extremo da violência sexual.

    Denunciar nas instâncias adequadas (delegacias de polícia e Justiça) não é mais reação eventual. A Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), do Ministério da Justiça, recebeu, em 2015, 749.024 denúncias — percentual 50% superior ao do ano anterior — sendo 6,24% de assédio sexual no local de trabalho, 15, 24% de exploração sexual e 78,52% de estupro.

    O setor público ainda segue em ritmo lento para recepcionar e dar as respostas esperadas pelas vítimas. As delegacias especializadas não dispõem de material humano suficiente e capacitado para atender às queixas das mulheres que são violentadas nas ruas, ou no transporte coletivo, ou dentro de casa. A demanda cresce porque elas estão cientes dos seus direitos, mais desinibidas e dispostas a fazer valer o que diz a lei.

    Como mães, têm a capacidade de educar os filhos dentro de uma cultura antimachista na qual o respeito ao outro é um dos principais pilares das relações humanas, independentemente do sexo, condição socioeconômica, credo ou etnia. Os homens modernos e bem-educados sabem disso e se colocam como parceiros para a mudança. Mas é fundamental que, ao lado da educação, as sanções penais sejam aplicadas aos que agem com base em valores que prevaleciam no século 16 e não cabem na contemporaneidade.


    Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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