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  • segunda-feira, 3 de abril de 2017

    Rodrigo Rollemberg: apresentação da pesquisa da Codeplan sobre as atribuições da Agefis.

    Há alguns recados muito claros nessa pesquisa no nosso entender. O primeiro é de que a população quer ordem, a população quer legalidade. Brasília, durante muito tempo, conviveu com a ilegalidade como se fosse algo normal.  A ocupação de áreas públicas por pessoas mais abastadas, a ocupação de áreas públicas em áreas de preservação permanente, em áreas de nascentes acabou levando a essa convivência com a ilegalidade. Mas o que a gente percebe muito claramente com essa pesquisa é que a população quer viver dentro da legalidade, quer viver dentro da ordem. Por outro lado, a pesquisa mostra muito claramente uma percepção da população dos prejuízos que a grilagem e a ocupação desordenada do solo trazem para a cidade. Acho que se a gente tivesse oportunidade de ter colocado outras alternativas (na pesquisa) talvez pudéssemos ter um panorama ainda mais rico. Mas a gente percebe que já há uma parcela expressiva da população que identifica, por exemplo, o problema da falta de água como uma consequência da grilagem de terra, da ocupação desordenada do solo. Também a própria lotação dos hospitais é uma percepção de que a tolerância com a ocupação irregular do solo acaba atraindo pessoas para o Distrito Federal. Eu acho que esse é o primeiro recado: a população de Brasília que viver em um ambiente de legalidade. Nós estamos fazendo um esforço muito grande nesse sentido. Nosso governo entregou mais de 25.000 escrituras para os moradores das diversas regiões de Brasília. Estamos legalizando o Pró-DF e já fizemos isso em Santa Maria, em São Sebastião e no Guará. Estamos garantindo as escrituras de templos e igrejas. Nesse fim de semana eu entreguei mais duas escrituras para igrejas. É um esforço de regularização, de legalização do Distrito Federal.

    Também chama muita atenção a aprovação da população em relação a desobstrução da orla do Lago Paranoá. O Lago Paranoá é o local mais precioso da nossa cidade. É o lugar mais bonito, o lugar mais agradável da nossa cidade e é inadmissível que ao longo desses anos as pessoas tenham se apropriado da orla do Lago Paranoá como se fosse sua, privatizando uma área que é do conjunto da população de Brasília. Essa cultura vem sendo combatida no nosso governo. E é muito interessante notar que a aprovação é de 80% para desobstrução da orla, mas essa aprovação é ainda maior naquelas populações de renda mais baixa. Porque, na minha opinião, elas percebem no Lago Paranoá uma alternativa de entretenimento, de lazer, democrática para o conjunto da população. Eu tenho dito que o lago é a nossa praia e como praia não pode ser jamais privatizada. Ela tem que ser de todos, tem que ter o uso fruto comum. Portanto, essa aprovação da população é muito positiva. E não apenas a aprovação da desobstrução, mas da forma como as obstruções estão sendo feitas, sem excessos da Agefis nem de outros órgãos do GDF.  Eles estão rigorosamente cumprindo a lei para fazer algo que é necessário. E eu não tenho dúvida que será um salto civilizatório quando Brasília devolver à população das diversas cidades de Brasília a orla do lago democratizada, com pista de caminhada, ciclovia, gramados, arborização, iluminação e segurança para que a população toda possa desfrutar do Lago Paranoá. Eu digo que revitalizar o lago é revitalizar Brasília. Democratizar o lago é democratizar Brasília.  E agora nós temos um grande desafio pela frente. A pesquisa mostra que 52% ainda acha que a ação é suficiente. E isso é porque agora a população quer desfrutar da desobstrução do Lago Paranoá. Até aqui nós fizemos a desobstrução, a população apoia, entende que é correto, mas essa população quer usufruir do Lago Paranoá.  E como nós ainda estamos fazendo as obras de infraestrutura, estamos fazendo as ciclovias, gramando, iluminando, enfim, nós ainda não entregamos definitivamente para o usufruto, 52% acha que esse trabalho ainda é insuficiente. Mas eu tenho certeza que quando esse lago, toda essa orla, estiver devolvida para a população esse número vai subir substantivamente. Eu quero parabenizar a Agefis pelo trabalho. Nós vamos continuar nesse esforço de legalidade pela nossa cidade e eu fico muito feliz de perceber que há um reconhecimento da população. Mesmo aquela pessoa que ouviu falar mal do trabalho da Agefis, muitas vezes essa informação veio de alguém que já foi vítima de um trabalho da Agefis, mas ainda assim ela tem uma percepção da necessidade do trabalho da Agefis para que a gente tenha uma cidade organizada, uma cidade com qualidade de vida. E eu diria que esse trabalho da Agefis tem também um conteúdo pedagógico. A partir do momento que a pessoa percebe que ao comprar um lote ilegal e irregular ela pode perder, isso faz com que a pessoa também comece a pensar duas vezes antes de comprar algo irregular. Isso era algo que não acontecia antes do Distrito Federal porque era a política do fato consumado. A pessoa pensava “vou comprar e vou construir porque depois que construir acabou. ” Nós estamos mostrando que realmente nós queremos uma cidade legal e essa pesquisa ela demonstra claramente que nós estamos no rumo certo no combate à grilagem e a ocupação irregular do solo.




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