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  • sexta-feira, 26 de maio de 2017

    Esplanada dos vitupérios

    Esplanada dos vitupérios

    (*) Por Circe Cunha 

    Pobre Esplanada dos Ministérios. Erguida numa época de grande otimismo em que o futuro do país parecia estar ao alcance da mão, essa praça cívica, na visão de seus construtores, deveria ter a amplidão do Brasil, para, assim, acolher e dar espaço a todos os brasileiros sem distinção. Um sítio de encontro e confraternização de toda a nação. A Esplanada foi concebida para representar, em grande escala, a sala de estar e de visita dos brasileiros.

    Durante o auge do regime militar, a praça ficou praticamente vazia e esquecida por quase duas décadas. Com o retorno da democracia, o povo voltou às ruas e a Esplanada passou a ser o ponto central do país para a maioria das grandes manifestações em nome da liberdade. Nos últimos anos, no entanto, o que a população tem assistido é à transformação da Esplanada de todos os brasileiros em uma praça de guerra e de baderna, patrocinada e insuflada pelo Partido dos Trabalhadores e seus satélites, incluídos as centrais sindicais, os movimentos, os proto guerrilheiros dos sem-teto e dos sem-terra e os outros fascistas do gênero.

    Agindo ao comando de uma esquerda irresponsável, com o patrocínio de recursos advindos dos impostos compulsórios sindicais, o que essa turma de desocupados busca é a desestabilização completa do país por meio da venezuelização do Brasil, o que levaria a cessar também o grande esforço da Justiça para pôr atrás das grades todos os políticos e empresários que arruinaram econômica e socialmente o país.

    A praça que era do povo, como o céu é dos aviões, se transformou em palco constante para a exibição da força e da brutalidade de uma minoria de derrotados politicamente que, por meio do recrutamento de baderneiros mercenários, prosseguem no incitamento ao ódio, com a depredação do patrimônio Público.

    O que se viu, na quarta-feira, na Esplanada dos Ministérios, foi a repetição de uma tática que visa sondar até onde eles podem prosseguir com a destruição. A cada investida, virão mais atrevidos. A cada sinal de impunidade pelos prejuízos causados, novas e mais intensas depredações se seguirão. O ar de satisfação com as lideranças desses movimentos de arruaceiros se apresentaram nas redes sociais após os acontecimentos, revelam, de fato, que o exército Bracaleone de Stédile, Boulos, Vagner e outros dessa laia já está em marcha.

    O que querem é o confronto a qualquer preço, inclusive, com a fabricação de mártires. A pichação  na parede lateral de um dos ministérios destruídos dizia tudo: “Morte à burguesia”. Nesse caso, burguesia é todo e qualquer brasileiro que não se alinha, prontamente, a essa gente. A inoperância das autoridades de segurança, inclusive, o próprio ministro da Justiça, em nome de uma tolerância sem limites, é tudo o que deseja essa turma para crescer e vir a se transformar num verdadeiro problema. Aí será tarde e o ovo da serpente já terá se rompido. Querem na verdade é o retorno de 1964 para dar-lhes um motivo e um mote para prosseguir na oposição a qualquer preço, uma vez que não encontraram, até hoje, o próprio espaço dentro da democracia.

    ****
    A frase que foi pronunciada
    “A manifestação ficou da cor da bandeira do PT.”
    (Noelen Juliany, na Esplanada)


    (*) Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil - Ilustração: Blog - Google

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