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  • segunda-feira, 19 de junho de 2017

    À QUEIMA-ROUPA: Thiago Jarjour, secretário-adjunto de Trabalho do DF

    Thiago Jarjour, 
    secretário-adjunto de Trabalho do DF

    O que a realização da primeira edição da Campus Party significou para Brasília?
    Brasília tem um ecossistema pujante de inovação, de tecnologia e de empreendedorismo. Essas são as tendências para o futuro, mas é preciso impulsioná-las de algumas formas. Eu enxergava a Campus Party como uma mola propulsora. Em janeiro de 2016, fui ao evento em São Paulo com o governador, eu sabia que ele veria como a Campus pode gerar frutos para Brasília. E a gente estava certo: a expectativa inicial era de 2 mil campuseiros inscritos, mas recebemos o dobro disso, tivemos que aumentar o tamanho do evento e o número de barracas.

    Como novidades tecnológicas podem dinamizar o serviço público?
    Toda Campus Party realizada no mundo tem deixado legados. Aqui, descobrimos várias iniciativas importantes, que estavam sendo desenvolvidas isoladamente e, com o evento, concentramos todas elas. Com a Hackathon do governo, colocamos 80 jovens desenvolvendo soluções tecnológicas para três áreas importantes, que são a segurança, a educação e a mobilidade. No caso do ensino, o grupo tentou resolver problemas tecnológicos do sistema do Telematrícula. A Câmara Legislativa também trouxe um laboratório de inovação para discutir como usar a tecnologia para se aproximar dos cidadãos.

    Em um momento de grave crise econômica, como reduzir a taxa de desemprego, que hoje é de cerca de 20% no DF?
    Cada vez menos, usamos o termo geração de emprego; acho que o foco deve ser na geração de renda. Até 2030, cerca de 60% das profissões vão desaparecer e outras vão surgir. Se não mudar a forma de educar, haverá um colapso nas próximas décadas. O Uber, por exemplo, não é um mecanismo de geração de emprego, mas de geração de renda. Muitas das profissões do futuro são ocupações, youtubers, desenvolvedores de jogos, por exemplo. Teremos menos atividade braçal e mais atividade mental e intelectual. Por isso, esse evento é tão importante.

    O seu partido, o PDT, tem pré-candidato à Presidência, o ex-ministro Ciro Gomes. Como isso vai influenciar o cenário político do DF?
    Falta um ano e meio para as eleições, esse tempo é uma eternidade na política. Não gosto de fazer muita conjectura, tenho olhado mais para o cenário local. Me preocupa mais que Brasília consiga sair da crise e eu tenho orgulho de fazer parte do governo de uma pessoa tão bem-intencionada e focada em arrumar a casa. Me preocupo mais com a vinda de alguém que possa desfazer esse trabalho.

    Acha que Joe Valle, que é do seu partido, deve concorrer ao governo?
    Tenho uma proximidade grande com o Joe, ele tem sido meu professor. Temos conversado com o governador para fazermos uma construção coesa, deixando de lado pretensões pessoais. O Joe tem dito que não tem posicionamento definido mas que seu objetivo é concorrer a deputado federal. Eu acredito na união, porque uma ruptura neste momento seria muito negativa.


    Por Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense 

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