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  • sábado, 3 de junho de 2017

    Athos Bulcão - centenário

    O ano de 2018 reserva uma série de reverências a Athos Bulcão, mestre dos azulejos, das máscaras, dos relevos, das gravuras, dos painéis e da fotomontagem. É quando o mais famoso artista de Brasília, responsável por oferecer um olhar colorido e especial ao concreto da capital federal, completaria 100 anos. Nascido no Catete, no Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos foi o único entre os principais nomes da construção da cidade — Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Israel Pinheiro — a adotá-la como casa. Por aqui ele permaneceu até a morte, aos 90 anos, em 31 de julho de 2008.

    O privilégio de ter Athos Bulcão ao alcance reforçou a imagem de Brasília como referência internacional na integração entre arte e arquitetura. Boa parte da produção artística dele encanta os visitantes e enche de orgulho o brasiliense. Os principais monumentos abrigam obras famosas do multiartista, como os cubos brancos do Teatro Nacional Claudio Santoro; os azulejos de pomba e estrela da Igrejinha da 307/308 Sul; a treliça do Palácio Itamaraty; o gigantesco painel do Brasília Palace Hotel; e o muro vazado em argamassa armada da Rede Sarah. Também há diversas outras em coleções privadas e inacessíveis ao público.

    Pois o centenário pode provocar uma revolução em tudo o que envolve o nome de Athos em Brasília. Pelo menos essa é a intenção da Fundação Athos Bulcão, entidade que cuida com zelo do seu legado. O lançamento de um catálogo especial, ainda em 2017, dará início às comemorações dos 100 anos do artista. Faltam detalhes para definir a data de divulgação do livro, mas o certo é que a publicação revelará as preciosidades que compõem o acervo da Fundathos. São projetos, moldes, máscaras, azulejos, painéis e muitos outros trabalhos guardados com cuidado pela secretária executiva da entidade, Valéria Cabral, e sua dedicada equipe.

    Além disso, para coroar as comemorações, será aberta, em 2018, uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No último ano, a fundação se dedicou a uma campanha de mapeamento, inclusive com o auxílio das redes sociais, para localizar e identificar trabalhos de Athos Bulcão pelo país e pelo mundo. Descobriu-se alguma coisa em museus do Rio de Janeiro e de São Paulo. E alguns colecionadores particulares entraram em contato com a entidade para enriquecer o levantamento. Todo esse material inédito, pelo menos para o público, fará parte da mostra a ser montada em homenagem ao artista.

    Presente maior, no entanto, seria a tão esperada construção da sede da Fundathos. Há um terreno de 1,3 mil m² localizado próximo ao Centro de Convenções reservado ao prédio, legislação vigente e projeto arquitetônico assinado por João Filgueiras Lima, o Lelé. A estrutura prevê museu para exposição permanente, galeria de mostras temporárias, salas de oficinas artísticas, auditório com 180 lugares, jardins, café e painel executado com peças em argamassa armada. Nada mais especial do que tornar esse sonho possível no ano do centenário de Athos Bulcão. Não haveria melhor reconhecimento ao artista fundamental de Brasília.


    (*)Guilherme Goulart – Foto/Ilustração: Blog – Google – Correio Braziliense

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