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" COMO FÊNIX, ROGÉRIO ROSSO RESSURGIU DAS CINZAS "

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A dinâmica da política pode ser entendida com a atual posição que ocupa o ex-governador do DF, Rogério Rosso. Há menos de dois estava morto politicamente e praticamente convidado a se retirar do PMDB. Rosso ressurgiu das cinzas e hoje é noiva cobiçada pelos políticos. Presidindo um novo partido, o PSD no DF, hoje oposição na Câmara Legislativa, o roqueiro-político recebeu a nossa reportagem para dizer o que de fato tem de verdade no intenso bombardeio que vem sofrendo por parte da mídia. Celina Leão, Liliane Roriz e Eliana Pedrosa saem ou não do PSD.(Zuleica Lopes, revista Fato da Corte)

Porque decidiu entrar na vida política?

Fui convidado em 2003 pelo governador Roriz para assumir a área de Desenvolvimento Econômico do GDF. Nessa época, eu trabalhava como executivo do Grupo Fiat. Por se tratar de uma área em que, particularmente, sempre atuei, em especial na questão de geração de empregos e renda e na formulação de Programas e Projetos de desenvolvimento regional, bem como poder contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população da minha cidade, do DF e Entorno, aceitei o desafio. Era a minha primeira experiência no setor público.

Acredita que teve um padrinho político?

Fui convidado pelo governador Roriz para integrar os quadros do GDF. Sem dúvida foi através desse convite que entrei na vida publica.

A que partidos já se filiou?

Meu primeiro partido foi o PMDB, onde me filiei em 2005. Em 2011 sai do PMDB para fundar, juntamente com várias lideranças políticas nacionais, sob a coordenação do Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático - PSD, no qual tenho a honra de dirigir aqui no DF.

Como foi a articulação vitoriosa para sua eleição indireta para governador?

O PMDB me lançou como candidato do partido na eleição de 2010. Os Deputados Distritais, à época, me elegeram no primeiro turno. Se não me falha a memória, foram 5 candidatos de outros partidos que se apresentaram para disputar o GDF naquele momento.

Estava nos seus planos este cargo de governador?

O político que não tem planos de administrar a sua cidade, o seu Estado ou o seu País pode e será um dia questionado pelos seus eleitores, pela população! Naquele momento das eleições indiretas, confesso que não me passava pela cabeça assumir o Governo. Mas como disse, não sou de fugir dos desafios e aceitei o convite do PMDB para ser candidato.

Se considera um soldado do partido a qual pertence?

Seguramente. Nosso objetivo é fortalecer a cada dia o PSD-DF e procurar ficar o mais próximo possível da população.

Seguiria todas as diretrizes do PSD? Inclusive estar na base do atual governo que conduz o DF?


O PSD-DF é plenamente sintonizado com a direção nacional do Partido. Isso não significa apoiar ou ser oposição a esse ou aquele governo. O PSD está do lado da população e qualquer que seja o projeto, desde que produza efeitos positivos para a sociedade, terá o apoio do Partido. Para 2014 o PSD estará integrado em um Projeto para desenvolver o DF, com candidatos nas eleições proporcionais e majoritárias.

Qual o diferencial do PSD, que se tornou, nas primeiras eleições disputadas, um partido viável politicamente?

Credibilidade e foco na população. O partido procura entender e discutir com responsabilidade as reais demandas da sociedade. Talvez, por isso seja que fizemos o maior número de prefeitos e vereadores do Entorno nessas últimas eleições de outubro.

Quando governador teve a oportunidade de conhecer os gargalos da infraestrutura do DF? O que você faria diferente?


Naquele momento, nossa tarefa foi dar continuidade a centenas de obras, projetos e ações que estavam em andamento e que já apresentavam sinais de paralisia ou estavam de fato parados. A EPTG é um exemplo clássico. Durante todos os dias do meu mandato, trabalhamos intensamente para fazer o máximo que podíamos para entregá-la à população. Existem muitos gargalos de infraestrutura no DF, em especial nas áreas de transportes, rodovias, saneamento, infra--estrutura completa e regularização definitiva de condomínios, asfalto, iluminação e oferta de energia de qualidade com melhorias no sistema de distribuição da CEB, drenagem pluvial para evitar alagamentos nas cidades, alargamento e ampliação de rodovias no DF e Entorno. Ampliação do sistema de abastecimento de água do DF, implantação definitiva de sistema moderno e sustentável de coleta e tratamento de resíduos sólidos (lixo), ampliação dos programas de habitação social, ampliação e modernização da infraestrutura de Saúde, ampliação e modernização da infraestrutura da Educação Pública. Também é fundamental executar, prioritariamente, projetos e intervenções de infraestrutura nas áreas de segurança-pública, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, justiça e cidadania, desenvolvimento tecnológico, agricultura, esportes, cultura, gestão administrativa, trânsito e tráfego de veículos, construção de ciclovias integradas, dentre muitos outros.


É verdade os boatos sobre a saída das deputadas Liliane Roriz, Celina Leão e Eliana Pedrosa do PSD? Já chegaram a conversar? Não tem acordo possível para a permanência de ambas?

Tomei conhecimento pelos jornais desse assunto. Não acredito que saiam do PSD, partido que elas estão ajudando a construir.

Politicamente não seria morrer na praia, aderir à base de Agnelo?

Penso que a política não é uma batalha de pessoas. Acredito em projetos para o DF. Não tenho o estilo de, por exemplo, ver um buraco na rua e ligar para a imprensa. Prefiro ligar para administração responsável e informar o problema e pedir soluções. Caso não haja nenhuma manifestação ou atitude da administração, aí sim penso que devemos mobilizar a opinião pública. Tenho mantido, como dirigente partidário, um canal aberto com o governador Agnelo.

Não torço pelo fracasso dele não. Quero um DF cada vez melhor. Por outro lado, participar do Governo não é decisão que cabe a mim isoladamente. Temos parlamentares e grandes lideranças que precisam ser consultadas. Os interesses da população devem estar acima de qualquer diferença.


A boataria corre solta. O que tem de verdade?

A verdade é que estamos trabalhando muito em projetos e soluções para o nosso DF. O resto é especulação.

Você ou sua esposa pretendem concorrer a um cargo eletivo em 2014?


Karina é administradora, estuda Direito, cuida de 4 crianças e da casa, cuida muito bem do marido (felizmente) e ajuda o Pai nas empresas da família. Entrar na política é uma opção que ela tem que tomar e vou respeitar sempre o posicionamento dela. Porém esse tema para ela no momento não é prioridade. Quanto a mim, minha prioridade é fortalecer o PSD aqui no DF e no Entorno e cargo eletivo é uma consequência de um trabalho.Está muito cedo para falar em eleições.

Você se sente injustiçado por certas forças políticas abordarem o seu lado musical? como se não fosse possível um músico ser político? Quem entende de notas musicais tem bons ouvidos para os tons de vários ruídos da política brasiliense?

Maravilhosa pergunta. Sou da geração do Rock Brasília, dos anos 80. Convivi com o Rock desde criança. Esses dias, uma jornalista me perguntou se eu tinha algum constrangimento ou vergonha de ser roqueiro. Respondi a ela que muito pelo contrário, me orgulho de ser músico e roqueiro e que, na verdade, eu tenho vergonha, em certos momentos, é de ser político.

Você é mineiro? faz sempre política mineiramente?

Nasci no Rio e cheguei a Brasília com menos de um ano (tenho 44). Minha vida inteira foi aqui, meus filhos são daqui, minha esposa é daqui, minha família é daqui. Faço política da construção e não do revanchismo ou do ódio. O grande inimigo que temos é a falta de segurança, a precariedade da saúde publica, o caos do transporte, o desemprego, a falta de oportunidades, e assim por diante. Admiro muito a forma dos mineiros de fazer política, mas confesso que já temos, aqui no DF, lideranças políticas com estilo próprio, ou seja, já fazendo a verdadeira ‘política candanga’.

Qual a visão que um bom político teria que ter para conduzir os destinos do DF?

Entendo que todo político /gestor para conduzir, positivamente, os destinos do DF deve ouvir e entender as reais demandas e necessidades da população, fixar diretrizes e metas por área, por cidade, por bairro, por planejamento. Definir prioridades e projetos para os que mais necessitam de apoio governamental, sem prejuízo do pleno atendimento e disponibilização de serviços públicos de alta qualidade para toda população do DF e Entorno. Temos que compreender que o DF e o Entorno são hoje uma só região, um só adensamento populacional. Nossos irmãos do Entorno dormem nas cidades vizinhas de Goiás e Minas Gerais, mas trabalham por aqui e ajudam o DF a se desenvolver a cada dia. Utilizam nossos serviços públicos, em especial os de Saúde. Portanto quanto melhor estiverem esses municípios, melhor estará o DF (e vice-versa). Não adianta mais elaborar planos governamentais e políticas publicas levando em consideração apenas a população do DF e suas características.

Viabilizar o Entorno e a Ride é a solução?

Temos que incluir, em qualquer planejamento e ação de governo, a população do Entorno, sob pena de termos sempre uma grande defasagem na oferta de serviços. Devemos ajudar os prefeitos da nossa Região a implantarem políticas de geração de emprego e renda de forma a garantir ofertas de empregos próximos a residência da população dessas cidades. Não existe nenhum segredo para inserir o DF na rota do desenvolvimento. O desafio é implantar projetos modernos, eficientes, transparentes e com foco no cidadão e na melhoria contínua da qualidade de vida das famílias da nossa região. Para isso necessitamos de servidores públicos, civis e militares, qualificados, motivados e bem remunerados. Precisamos de um planejamento sintonizado com os problemas de nossa gente; um ambiente institucional favorável aos investimentos em nosso DF e Entorno. Um setor privado forte e atuante, ampliando as oportunidades de trabalho e qualificação para nossa força produtiva. Precisamos de uma educação pública de alta qualidade, que de fato prepare nossos jovens para os desafios da vida moderna. A segurança pública precisa ser adequada para todos. Garantir que políticas publicas de qualidade não sejam interrompidas ou canceladas quando da troca de governos, e garantir o pleno funcionamento de nossas instituições. Mas acima de tudo, entendo que um bom político deve amar o DF, entender o DF, respeitar o DF e acreditar na força do nosso povo, da nossa gente.

Qual a sua mensagem para os que acreditam nas suas posições políticas?


Temos que ter coragem para transformar. Temos que ter a humildade de entender que ninguém é perfeito e que na vida tudo é passageiro. Aprendo mais a cada dia e procuro não cometer erros do passado. Mas acima de tudo peço proteção a Deus, para que ele possa nos iluminar para sempre termos discernimento, força e saúde para que possamos defender nosso DF e nosso Entorno da melhor forma possível e que sempre prevaleça os interesses coletivos em detrimento de interesses individuais.

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