O processo da eleição da Mesa Diretora da CLDF, certamente gerou feridas incuráveis no âmbito do Partido Social Democrático. O relacionamento entre seu presidente, o ex- governador Rogerio Rosso e as deputadas assumidamente oposicionistas, Eliana Pedrosa e Celina Leão, está absolutamente comprometido.
A cerca de um mês, Rosso começou a arquitetar junto ao governador Agnelo Queiroz uma manobra capaz de reduzir a influência das duas distritais, a fim de pavimentar o ingresso do PSD na base de sustentação do governo, inclusive com a ocupação de cargos no primeiro escalão. A ação estratégica por muito pouco não deu certo, pois também contava com a participação dos deputados Washington Mesquita e Liliane Roriz.
A manobra consistia em fazer que o deputado Washington Mesquita, assumidamente governista, ocupasse a vaga da Mesa destinada à oposição. O governador Agnelo já havia manifestado publicamente sua preferência por Mesquita, entretanto a surpresa da manobra recaiu na disposição da deputada Liliane Roriz em votar no colega governista, contrariando todas as previsões, inclusive o seu compromisso anterior, firmado no grupo conhecido como as “meninas superpoderosas.
Apesar da engenhosidade, o plano não atingiu seu intento, em função do reconhecido respeito que os demais deputados têm para com as duas deputadas: Celina Leão e Eliana Pedrosa; respeito esse que foi preponderante para desconstruir qualquer tentativa de comprometer o histórico equilíbrio de forças na Mesa.
Além de restar inconcluso, o plano deixou a mostra uma imagem de ambiguidade da deputada Liliane Roriz, que até então trilhava o caminho da oposição responsável. O script do plano era tão rígido, que a deputada Liliane Roriz chegou a rejeitar à sua própria indicação para ocupar a titularidade do cargo de 1º. Secretário da CLDF. Só servia se fosse Washington.
O início de 2013 promete ser decisivo sobre quem fica e quem sai do PSD-DF. É certo que as deputadas Eliana e Celina já mostraram que serão capazes de ir às últimas consequências para garantir os seus devidos espaços dentro do partido.
Observar o que vai ocorrer internamente no PSD-DF é o que devem fazer outras legendas que pretendem lançar candidatura majoritária. Alguém vai ficar pelo caminho....
(Odir Ribeiro-Rádio Corredor)
