Grupo
pedia cautela a motoristas na EPTG, onde 9 morreram desde 2003.DER diz que
licitação para ciclovia da pista deve sair até o final deste ano.
Do G1 DF
Moradores
de Brasília realizaram
na noite desta terça-feira (19) uma manifestação na EPTG – via que liga Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras ao Plano Piloto – para pedir mais
segurança aos ciclistas. De acordo com a ONG Rodas da Paz, foram nove mortes na
pista desde 2003. O grupo portava cartazes lembrando que bicicleta também é
veículo.
Viúva
do agente penitenciário Francisco Vidal, morto há quase dois meses após ser
atropelado na via, Niva Português Vidal pedia cautela aos motoristas. “Eu passo
aqui todos os dias. Então, assim, todos os dias eu choro, todos os dias eu
lembro daquele dia que, para mim, foi desesperador. É muito triste, muito
triste mesmo”, disse.
O
acidente aconteceu no dia 22 de junho, quando o homem estava de folga e
passeava sozinho pela EPTG. O acidente aconteceu por volta de 7h30. Vidal foi
vítima de um motorista embriagado. As marcas deixadas pelo pedal, que raspou no
chão, ainda estão no asfalto. O corpo foi arremessado a 12 metros do ponto da
batida.
Beth
Davison contou que estava no local para dar apoio à família. Ela passou pela
mesma experiência há oito anos, quando o filho Pedro Davison, na época com 25
anos, foi atropelado por um ônibus no Eixão Sul. O Dia do Ciclista foi criado
na data da morte dele.
Dados
da ONG Roda da Paz apontam que, em média, 30 ciclistas morrem no DF todos os
anos. O Departamento de Estradas de Rodagem informou que o projeto básico da
EPTG está em fase de readequação e que a licitação para instalar uma ciclovia
entre a pista principal e a marginal deve sair até o final deste ano.