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  • quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

    CONSERVAÇÃO » Ponte JK será revitalizada

    O teste durou duas horas e interrompeu um sentido na via suspensa - Novacap faz teste de alta pressão com água bruta, imprópria para o consumo humano, no dia em que Brasília completa um ano de racionamento. Limpeza definitiva está marcada para começar em 9 de fevereiro, com término no carnaval

    *Por Mayara Subtil 

    Sem limpeza desde 2014, a Ponte Juscelino Kubitschek, um dos principais cartões-postais da capital, chama a atenção também pela sujeira. Turistas e moradores se queixam da cor marrom que cobriu o branco dos arcos e das calçadas do monumento. Para mudar o cenário, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) testou, ontem de manhã, técnicas de revitalização sem produtos químicos e com pouca água.

    Após o teste, que durou pouco mais de duas horas e interrompeu o trânsito, o presidente da Novacap, Júlio Menegotto, afirmou que a forma mais eficaz e econômica é com o uso de “água bruta” – por não ser tratada, é imprópria para consumo. “Usamos dessa água apenas para irrigação. Não traz danos, nem faz falta para a população”, ressaltou.

    A limpeza completa começa em 9 de fevereiro e deve termina em quatro dias, no carnaval. Não há estimativa de quantos litros de água serão gastos. Além da lavagem, o processo licitatório para manutenção permanente da ponte está em andamento. Pequenas obras estão previstas para começar em julho de 2018. A promessa é fazer uma lavagem geral ao menos uma vez ao ano. Também conhecida como Terceira Ponte, a Ponte JK foi inaugurada em 2002 e é uma das principais vias que liga o Plano Piloto ao Lago Sul, São Sebastião e condomínios da região.

    Os 10 funcionários mobilizados usaram mil litros de água no teste, ontem. Eles limparam pequenos pedaços da parte de baixo, das muretas e de um dos três arcos da ponte. O cuidado para evitar o uso de produtos químicos se deve ao fato de que a água do Lago Paranoá agora abastece imóveis do DF, desde outubro, em uma das ações do governo para garantir a distribuição de água no período de racionamento, que completou um ano ontem.

    Sem previsão
    Em 16 de janeiro de 2017, moradores de Ceilândia, do Riacho Fundo 2 e Recanto das Emas inauguraram o cotidiano de cortes. Incorporado à rotina, o governo não tem prazo para acabar com o racionamento. O motivo é manter o volume dos reservatórios em níveis aceitáveis até a próxima seca.

    Os primeiros atingidos pelo corte no abastecimento foram as cidades abastecidas pelo Rio Descoberto – cerca de 1,8 milhão de habitantes. A opção de limitar o racionamento a quem mora nas regiões atendidas pelo Descoberto causou revolta. Alguns reclamaram que o rodízio atingia só a parcela mais pobre da população. Locais onde o consumo era mais alto, como Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte, ficaram de fora por serem abastecidos pelo Sistema Santa Maria/Torto.

    Diante da polêmica, o Ministério Público sugeriu a inclusão de todo o DF no plano de racionamento. Quarenta dias depois, a Caesb anunciou o rodízio nas cidades abastecidas pelo Santa Maria/Torto e quase 3 milhões de pessoas incorporaram a rotina de cortes. O Descoberto chegou a ficar com sós 5% de volume. Mesmo com as chuvas, o índice ainda está a menos de 40%.


    (*)  Mayara Subtil  – Fotos: Breno Fortes/CB/D.A.Press – Mayara Subtil – Correio Braziliense

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