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"ESCULHAMBAÇÃO GERAL COM O TOMBAMENTO DE BRASÍLIA "




Tombada em 1987, aos 27 anos, como Patrimônio da Humanidade, Brasília entrou pra história como a primeira cidade moderna a ostentar o título. No entanto, inescrupulosos e gananciosos começam a mexer seus pauzinhos para que a cidade perca o título conferido pela UNESCO. Com fins apenas lucrativos, empresários que se encontram impossibilitados de alavancar seus projetos pessoais de construção, em razão do pouco espaço que lhe restam, não se cansam de investidas no destombamento de Brasília.
Um grupo foi criado recentemente com o fim mascarado de "reavaliar" a preservação. Ora, não há o que se reavaliar, todos sabem que Brasília está empesteada de obras por todos os cantos, e ainda querem acabar com o resto do patrimônio que nos restam?
 A ardilosa luta pelo destombamento começa pelo centro da cidade, como na quadra 901 Norte e Orla do Lago (parte já assoreada pelas constantes construções).
O grupo argumenta que todos os "estudos" serão benéficos à população. No entanto, o que percebemos em nosso dia a dia é exatamente o contrário. O trânsito nos horários de pico já está uma loucura, mal conseguimos deslocar nossos veículo livremente por uma distância de 500 metros. Basta ter um show qualquer ou um evento de grande vulto, que o caos se instala pelas ruas de Brasília.
 Há quem já diga que o próximo "estudo" será a derrubada do Autódromo para mais edificações. Na área central de Brasília, 20 hotéis de três andares contrastam com a imponência e o luxo dos empreendimentos cinco estrelas que servem de hospedagem. Os edifícios menores foram planejados por Lúcio Costa como opções mais baratas, de arquitetura simples e charmosa dos anos 70. Contudo, eles poderão ser derrubados e transformados em estruturas de 35 metros de altura. É o que prevê uma proposta polêmica em trâmite atualmente na Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab).
Entre as mudanças propostas pelo Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), para a revitalização dos setores centrais de Brasília, está a alteração do gabarito e o consequente aumento do potencial construtivo dos 20 lotes nas Quadras 2 e 3 do Setor Hoteleiro Norte e na Quadra 3 do Setor Hoteleiro Sul. Se isso acontecer, os hotéis de três andares e 13,5 metros de altura poderão alcançar 10 pavimentos. Quem quiser alterar o gabarito dos terrenos terá de apresentar ao governo um Estudo de Impacto de Vizinhança e pagar a Outorga Onerosa do Direito de Construir.
Para toda essa reforma acontecer em Brasília, a sociedade deverá se manifestar, principalmente os moradores mais próximos dos locais de construção.No entanto, os vizinhos, muitas vezes enganados pelas as justificativas enganosas que lhe se são dadas, liberam projetos de construções, mas não analisam o impacto real na qualidade de vida que todos nós tanto agradecemos. Ou melhor, agradecíamos, porque pelo andar da carruagem, daqui a pouco estaremos todos vivendo em uma grande, confusa e feia cidade.

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