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  • sexta-feira, 25 de maio de 2018

    Reguffe propõe teto de ICMS para os combustíveis


    O senador Reguffe (sem partido-DF) anunciou nesta terça-feira (22) a apresentação de projeto de resolução, assinado em conjunto com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-DF), que estabelece um teto para a alíquota do ICMS sobre combustíveis. Ele comentou a disparada de preços da gasolina, do óleo diesel e do etanol e criticou a carga tributária que incide sobre eles.
    — Assinei na tarde de hoje, aqui no Senado, junto com o senador Randolfe Rodrigues [Rede-DF], um projeto de resolução para ter como alíquota máxima de ICMS sobre combustíveis o percentual de 18%. Os governos estaduais e o daqui também, no Distrito Federal, querem arrecadar muito com o combustível. Aumentando o preço do combustível, eles podem reduzir imposto. Por que há essa sanha arrecadatória? Por que não podem reduzir? Se aumentou o preço do combustível, dá para reduzir a alíquota — disse Reguffe.
    O senadopr observou que dados da Receita Federal mostram a evolução da arrecadação federal com o PIS/Cofins sobre os combustíveis. Entre agosto de 2016 e maio de 2017, o governo arrecadou quase R$ 9 bilhões. Um ano depois, no mesmo período, a arrecadação chegou a R$ 19 bilhões.
    Reguffe destacou que o aumento de 111% na arrecadação aconteceu antes da escalada dos preços nos postos. Ele criticou o governo, que a seu ver deveria reduzir a margem de impostos cobrados sobre os combustíveis, argumentando que a arrecadação nominal não cairia, uma vez que os preços continuam subindo.
    Ele ainda denunciou que, no Distrito Federal, os postos de gasolina tÊm adotado reajustes acima do determinado pelas distribuidoras.
    — Então é importante também que as autoridades competentes neste momento fiquem de olho vivo com isso, porque nós não podemos aceitar esse aumento que vai contra a economia popular, muito acima do bom senso. E não dá pra aceitar. Então está errado no plano nacional e está errado no plano local.
    Em apartes, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-DF) e Renan Calheiros (PMDB-AL) apoiaram o discurso. Para Randolfe, a política de subsídios para manter os preços dos combustíveis mais baixos, adotada até recentemente, fracassou. A solução, então, seria conter a "sanha arrecadatória" do poder público. Renan, por sua vez, criticou a política de preços do governo Temer.
    Vídeo 



    Fonte: Agencia TV Senado




    URBANISMO » Um destino para Santa Luzia -(Projeto do governo prevê a construção de conjunto habitacional com 13km de extensão para receber os 11 mil moradores)


    O projeto, que prevê 13 conjuntos com 2.384 unidades habitacionais e teleférico, chama a atenção pelo tamanho e pela forma: previsão de ser erguido entre a Estrutural e a faixa de 300m ao redor do Parque Nacional

    *Por Pedro Grigori

    Projeto do governo prevê a construção de conjunto habitacional com 13km de extensão para receber os 11 mil moradores de uma área irregular na Estrutural. Complexidade da iniciativa gera críticas de especialistas
    Chácara Santa Luzia, a 15km do centro de Brasília: vielas de terra batida, falta de saneamento básico e ausência de equipamentos público
    Maria do Amparo e os filhos: "É muito sofrido viver na lama e na poeira"
    Celma dos Santos pagou a um grileiro R$ 1 mil por um lote na região

    A 15km da Praça dos Três Poderes, fica a região considerada pelo governo como a mais precária do Distrito Federal. Uma invasão entre o maior lixão a céu aberto da América Latina e o Parque Nacional de Brasília abriga cerca de 11 mil pessoas. Elas vivem onde o Estado não chega. Por estar em uma área de proteção ambiental, não há água, luz ou saneamento básico. Ônibus não entram na região, onde faltam escolas, postos de saúde e batalhão da polícia. Há quase 18 anos, a Chácara Santa Luzia cresce desordenadamente, com 95% dos habitantes em áreas irregulares. A resposta para o problema veio na última semana, quando foi dado o primeiro passo para a construção da Orla Santa Luzia, um projeto estipulado em R$ 90 milhões que pretende solucionar os problemas urbanos da Estrutural.

    Criado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), o programa consiste na construção de 13,2km de casas lajeadas (veja mapa). São 13 conjuntos, com 2.384 unidades habitacionais, que serão montadas a partir do tamanho da família. A média é de 45 metros quadrados por apartamento, independentes do condomínio e com escadas por fora. Haverá também sete módulos de equipamentos públicos, onde estarão serviços como postos de saúde e escolas. Porém, o projeto recebe críticas de especialistas ao ser chamado de “muro humano”, separando a Estrutural do Parque Nacional.

    Entre as ruas estreitas e não pavimentadas de Santa Luzia há uma população que teme pelo futuro. Não há uma história oficial sobre como a invasão começou, mas a versão mais contada é a de que o chacareiro dono da região repartiu o lote e o revendeu. O boom de moradores ocorreu em 2014, segundo a Codhab. As casas, até então apenas de madeira, hoje dão lugar a construções de alvenaria, alguns pequenos comércios. Há dois templos, um católico e um evangélico. A maioria da população local é formada, principalmente, por gente que veio de outras unidades da Federação para trabalhar como catadora no lixão do Jockey Clube, fechado em janeiro deste ano.

    De 10 famílias ouvidas pelo Correio, apenas duas tinham pelo menos uma pessoa com emprego fixo. Uma delas é a maranhense Celma dos Santos, 37 anos, que há sete anos tenta erguer um lar no lote de 50 metros quadrados, comprado por R$ 1 mil de um grileiro. A renda familiar é de R$ 400, mas pode zerar no próximo mês, quando acaba o aviso-prévio que a mulher cumpre como faxineira em um restaurante.

    Celma empurrava um carrinho de mão com tijolos quando parou para conversar com a reportagem. Ela e o marido estão construindo uma casa, pois têm medo que um incêndio destrua o barraco de madeira, como ocorreu na semana passada em um lote duas ruas abaixo da dela (leia Memória). “Quero ficar no meu cantinho. Aqui todo mundo se ajuda, é injusto expulsarem a gente”, afirma. Mesmo assim, ela sabe das limitações. “Nós não temos nada. Nem água ou luz, tudo aqui é gato. A falta de segurança também é um problema, porque têm aqueles que querem conseguir as coisas sem trabalhar, tirando o pouco que o outro tem.”

    Não há dados oficiais sobre a Chácara Santa Luzia. O balanço de criminalidade se refere à Estrutural, que inclui a região irregular. Em abril, a média é de um homicídio para cada 2.053 habitantes, número quase três vezes maior do que o total do DF. “A Santa Luzia é o local onde mais prendemos e apreendemos armas e veículos. Percebemos também que, dificilmente, as prisões são de alguém que não tenha passagem pela polícia”, conta o major Fabiano de Oliveira, comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar (Estrutural).
    Trajetória

    Em 2016, a geógrafa Jéssica Mendes apresentou um estudo sobre a Chácara Santa Luzia na Universidade de Brasília (UnB). Foram quase dois anos de visitas ao local para traçar as falhas e as carências. “Eles vivem à margem de qualquer tipo de urbanismo. Na época de chuva, o medo é a casa alagar. Na seca, pegar fogo. Eles chegam a sofrer preconceito até dos moradores da Estrutural regularizada, são malvistos por todos”, explica. Mesmo assim, desde a pesquisa, Jéssica percebe o receio da população local de perder o pouco que tem. “Teve um projeto de realocação na Estrutural. Eles chamam de ‘casinhas’, mas foram embargadas, e as pessoas não podiam morar lá, pela proximidade com o Lixão. Houve invasões feitas por pessoas que não tinham direito à moradia e, no fim, teve quem ficou sem casa”, relembra.

    A primeira obra iniciada é de um prédio que abrigará escola, unidade de saúde, companhia da PM e escritórios de órgãos públicos. A previsão de entrega é agosto. A verba para essa etapa vem dos cofres da Codhab, que considera o projeto como mais importante da companhia no momento. A previsão é de que a primeira unidade habitacional seja entregue até dezembro. Famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil não terão de pagar pela moradia.

    A Codhab está em estudos para viabilizar a verba para todo o empreendimento da orla, que tem aval do governador Rodrigo Rollemberg. Polêmicas sobre o que fazer com Santa Luzia perduram por mais de 10 anos. Em 2016, uma decisão judicial exigiu a realocação da população, e o projeto de casas lajeadas foi definido como mais adequado para resolver o problema. “Após tantas discussões, o mais importante era ter uma resposta. Obviamente, todos queriam um lote, mas, se déssemos, o meio ambiente ficaria completamente ocupado”, conta o presidente da Codhab, Gilson Paranhos.

    O destaque do projeto, segundo Gilson, é considerar a vida e a trajetória dos moradores de Santa Luzia. “Vamos respeitar as vizinhanças, que serão mantidas nos prédios. Pensamos em canis para que os animais sejam levados e tentamos adequar tudo para que a população se adapte à nova vida”, adianta. As obras serão feitas por conjunto. A orla utilizará energia solar. Além disso, está previsto um teleférico para uso gratuito da população. As antigas edificações serão derrubadas para que a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) da Vila Estrutural e a faixa de 300m ao redor do Parque Nacional de Brasília sejam respeitados.
    "Vamos respeitar as vizinhanças, que serão mantidas nos prédios. Pensamos em canis para que os animais sejam levados e tentamos adequar tudo para que a população se adapte à nova vida” -(Gilson Paranhos,presidente da Codhab)

    Alerta e divergência
    Aos 39 anos e com três filhos, Maria do Amparo Santos está feliz com a possibilidade de deixar a irregularidade. Desempregada, ela não tem como mudar da casa de madeira onde vive, na Chácara Santa Luzia. “É muito sofrido viver na lama e na poeira. Fico me perguntando se eu vou morrer aqui, nessa situação. Eu não quero isso para os meus filhos não, então, espero que isso dê certo”, alerta. Raimundo Sousa, 61, fica incrédulo ao ver as imagens do projeto. “Isso nunca vai acontecer, é impossível”, afirma. “Esse dinheiro seria melhor usado colocando asfalto nas ruas, trazendo água e luz para nós. Não vamos nunca pisar nesses apartamentos, é fora da nossa realidade”, completa.

    O projeto recebeu críticas pelo fato de o complexo habitacional separar a Estrutural da área verde do Parque Nacional. Para Milena de Lannoy, mestra em arquitetura sustentável e professora de arquitetura e urbanismo da Universidade Católica de Brasília (UCB), a iniciativa não considera a educação ambiental. “A forma concebida trata o ser humano como um objeto, deixando de lado a urbanidade. Em vez de ensinar a importância da preservação ambiental, ele é separado do verde, e o Parque Nacional é um local aberto ao público”, avalia.

    Sobre a situação da Chácara Santa Luzia, Milena afirma que é complicado resolver sem a desapropriação. “As vias estreitas não têm condições de atender a infraestrutura urbana, de passar uma rede pluvial, por exemplo. Seria preciso derrubar casas para isso”, explica.

    Memória - Fogo e vingança
    Na madrugada de 13 de maio, um incêndio destruiu três barracos que dividiam um lote em Santa Luzia. Morador de uma das casas, Okleone Brito foi o primeiro a tentar apagar as chamas. Desesperado para extinguir as labaredas, ele inalou fumaça e passou mal. O Corpo de Bombeiros enviou seis equipes ao local, mas, por causa das ruas estreitas, os veículos tiveram dificuldades para alcançar o foco do incêndio.  De acordo com as investigações da 8ª Delegacia de Polícia (Setor de Indústria e Abastecimento), a ex-companheira de Okleone teria ateado fogo à casa para vingar a separação dos dois. Ela foi presa.



    (*) Pedro Grigori – Fotos: Antonio Cunha/CB/D.A.Press – Codhab – Correio Braziliense




    quinta-feira, 24 de maio de 2018

    Uso da área do complexo esportivo de Brasília tem regras validadas pelo Conplan

    Uso da área do complexo esportivo de Brasília tem regras validadas pelo Conplan

    Texto seguirá para análise da Câmara Legislativa. Expectativa é que o setor recreativo — que abriga, por exemplo, o Estádio Mané Garrincha — receba melhorias e novas áreas de lazer por meio de concessão do espaço
    As regras para uso e ocupação do Setor de Recreação Pública Norte — onde fica o complexo esportivo de Brasília — estão aprovadas pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan).

    Os parâmetros avaliados pelo conselho definem, por exemplo, as atividades que podem ser desenvolvidas, a quantidade de área verde mínima exigida e a altura máxima permitida para novas edificações no espaço.
    O parecer favorável ao texto foi unânime entre 29 conselheiros. O colegiado se reuniu nesta quinta-feira (24), e houve apenas uma ausência. Agora, a matéria seguirá como projeto de lei complementar para análise da Câmara Legislativa.
    Entre as propostas do documento está a obrigação de que ao menos 78% da área construída seja destinada a atividades relacionadas a esportes, dança, recreação e lazer. Há ainda a proibição de cercamento do complexo.
    Diante da expectativa do governo local de que a gestão do centro esportivo passe à iniciativa privada por meio de concessão, o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, explica que os parâmetros asseguram o uso público do espaço.
    “O objetivo é dar um uso dinâmico para a área, desonerando o Estado, mas mantendo a sua função de esporte e lazer. [O texto, quando sancionado,] vai orientar toda e qualquer futura intervenção. A gestão poderá ser privada, mas com espaços públicos em prol da comunidade”, afirma.
    "O objetivo é dar um uso dinâmico para a área, desonerando o Estado, mas mantendo a sua função de esporte e lazer"   .(Thiago de Andrade, secretário de Gestão do Território e Habitação)

    Com a intenção de otimizar o uso do complexo, com melhor serviço à população, e diminuir os gastos com verba pública, a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) lançou, em 2017, licitação para interessados em gerir o espaço, nomeado Centro Esportivo de Brasília (ArenaPlex).
    Ele engloba o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson, o Complexo Aquático Cláudio Coutinho e quadras poliesportivas.
    Por ora, o processo licitatório está suspenso e sob análise do Tribunal de Contas do DF. Quando for retomado, a lei que define os parâmetros do setor será condição necessária para assinatura do contrato com o vencedor do certame.
    No caso do complexo aquático, o edital já prevê a continuidade dos projetos sociais ali desenvolvidos. Em caso de concessão, o futuro concessionário ficará responsável pela manutenção predial, mas os serviços ofertados na área esportiva serão conduzidos pela Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer.

    Mais área verde e acessibilidade no complexo esportivo

    Outro ponto proposto pelo texto aprovado é que haja mais área verde no setor. A taxa mínima estabelecida é de 40%, e a arborização deve ser feita majoritariamente com árvores do Cerrado.
    Há ainda diretrizes que tratam da acessibilidade. Os pedestres e ciclistas, por exemplo, têm de ser priorizados nas vias internas do complexo. “A população vai ganhar em qualidade ambiental, em uso público de um espaço que está subutilizado”, opina o secretário Thiago de Andrade.
    altura máxima para novas edificações está estabelecida em 9 metros. No caso de caixa d’água e de casa de máquinas, elas podem alcançar o máximo de 12 metros. Essa regra não vale para equipamentos já instalados no espaço, como o Nilson Nelson e o Mané Garrincha.
    De acordo com a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, a proposta também recebeu o crivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
    Agência Brasília

    Segunda corrida do Circuito Brasiliense de Parques será no sábado (26) (Inscrição - Programação - Galeria de Fotos)


    Segunda corrida do Circuito Brasiliense de Parques será no sábado (26) - Inscrições estão abertas até sexta (25). São 300 vagas, e a provaocorrerá em Sobradinho, a partir das 8 horas.

    Percurso de 5 quilômetros passará por trilha com chão de terra - Interessados em participar da etapa do Circuito Brasiliense de Parques no sábado (26) têm até sexta-feira (25) para se inscrever na corrida, que ocorrerá no Parque Ecológico dos Jequitibás, em Sobradinho.

    Para isso, basta preencher o cadastro no >>> site Central da Corrida e pagar as taxas de R$ 30 e de R$ 4. O segundo valor será revertido para a conservação dos parques — a prova é sem fins lucrativos.

    Como o número de vagas é limitado a 300 pessoas, as inscrições podem ser encerradas antes.

    Nessa etapa, não haverá kit com camisa e mochila, apenas medalha para quem finalizar a corrida, número de corredor e chip para acompanhamento.

    O início da competição está marcado para as 8 horas. A empresa organizadora, a HP Cronometragem, alerta que o percurso, de 5 quilômetros, tem terreno irregular, com chão de terra.

    Com apoio do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o circuito é um calendário de 20 corridas em parques ecológicos do Distrito Federal para incentivar o esporte, o convívio com a natureza e o respeito às unidades de conservação supervisionadas pelo instituto.

    A primeira foi em 19 de maio, no Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul (614 Sul), com 200 participantes.

    Para a segunda — dos Jequitibás, neste sábado (26) — e a terceira — no Parque Ecológico das Sucupiras, em Planaltina —, as vagas foram aumentadas para 300. Essas quantidades, consideradas reduzidas, visam garantir a conservação dos parques.

    As provas ocorrem em diversas regiões administrativas de Brasília até 10 de novembro, quando haverá a última, no Parque Ecológico Águas Claras. Todas as inscrições deverão ser feitas pelo site da Central da Corrida.

    Circuito Brasiliense de Parques - 26 de maio (sábado) - A partir das 8 horas - No Parque Ecológico dos Jequitibás (Área Especial 4/5, Avenida do-Contorno, Quadra 10/11, Sobradinho) - Inscrição >>> no site Central da Corrida


    Galeria de Fotos: - (   https://goo.gl/xQ4obo   )







    Agência Brasília


    Segunda corrida do Circuito Brasiliense de Parques será no sábado (26) (Inscrição - Programação - Galeria de Fotos)

    Segunda corrida do Circuito Brasiliense de Parques será no sábado (26) - Inscrições estão abertas até sexta (25). São 300 vagas, e a prova ocorrerá em Sobradinho, a partir das 8 horas.

    Percurso de 5 quilômetros passará por trilha com chão de terra - Interessados em participar da etapa do Circuito Brasiliense de Parques no sábado (26) têm até sexta-feira (25) para se inscrever na corrida, que ocorrerá no Parque Ecológico dos Jequitibás, em Sobradinho.

    Para isso, basta preencher o cadastro no >>> site Central da Corrida e pagar as taxas de R$ 30 e de R$ 4. O segundo valor será revertido para a conservação dos parques — a prova é sem fins lucrativos.

    Como o número de vagas é limitado a 300 pessoas, as inscrições podem ser encerradas antes.

    Nessa etapa, não haverá kit com camisa e mochila, apenas medalha para quem finalizar a corrida, número de corredor e chip para acompanhamento.

    O início da competição está marcado para as 8 horas. A empresa organizadora, a HP Cronometragem, alerta que o percurso, de 5 quilômetros, tem terreno irregular, com chão de terra.

    Com apoio do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), o circuito é um calendário de 20 corridas em parques ecológicos do Distrito Federal para incentivar o esporte, o convívio com a natureza e o respeito às unidades de conservação supervisionadas pelo instituto.

    A primeira foi em 19 de maio, no Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul (614 Sul), com 200 participantes.

    Para a segunda — dos Jequitibás, neste sábado (26) — e a terceira — no Parque Ecológico das Sucupiras, em Planaltina —, as vagas foram aumentadas para 300. Essas quantidades, consideradas reduzidas, visam garantir a conservação dos parques.

    As provas ocorrem em diversas regiões administrativas de Brasília até 10 de novembro, quando haverá a última, no Parque Ecológico Águas Claras. Todas as inscrições deverão ser feitas pelo site da Central da Corrida.

    Circuito Brasiliense de Parques - 26 de maio (sábado) - A partir das 8 horas - No Parque Ecológico dos Jequitibás (Área Especial 4/5, Avenida do-Contorno, Quadra 10/11, Sobradinho) - Inscrição >>> no site Central da Corrida



    Galeria de Fotos: - (   https://goo.gl/xQ4obo   )










    Agência Brasília







    A Rússia é aqui! - (O país é a sede da 21ª edição da Copa do Mundo, entre 14 de junho e 15 de julho.)

    Nascida em São Petersburgo, a professora Yulia Mikheeva dá aulas para brasilienses interessados no idioma russo
    O piauiense Francisco de Assis tornou-se padre há 25 anos e fundou a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, no Lago Sul

    *Por Murilo Fagundes

    Daqui a menos de um mês, os holofotes estarão voltados para a Rússia. O país é a sede da 21ª edição da Copa do Mundo, entre 14 de junho e 15 de julho. A 12 mil quilômetros do evento, integrantes da comunidade russa devem acompanhar a festividade aqui no Brasil, que recebeu a última edição da competição esportiva. A torcida se dividirá entre a imponente seleção canarinho e a ainda discreta seleção russa, que nunca passou da primeira fase do torneio. Alguns russos, moradores de Brasília, aproveitam para relembrar tradições culturais e religiosas, driblar a saudade da neve e se adaptar à terra vermelha do cerrado.

    É o caso da professora de línguas Yulia Mikheeva, 34 anos. Ela nasceu em São Petersburgo e chegou ao Brasil há 10 anos. Apaixonou-se pelo país e acabou elegendo a capital federal para fixar moradia. Desde que está aqui, trabalha como professora de inglês, mas pensou que, por ser russa, poderia dar aula da língua nativa. Há quatro anos, inaugurou uma escola na 311 Norte.

    Com a proximidade do torneio mundial de futebol, Yulia abriu turmas direcionadas aos brasilienses que pretendem viajar à Rússia para assistir à disputa esportiva. Ela não acompanha futebol, mas, por estar no Brasil, rendeu-se à festa. Daí, vem a dúvida: os russos daqui escolherão qual camisa para defender, a russa ou a brasileira? A professora assegura que vai torcer pelo país de origem. “Meus amigos e eu queremos colocar a camiseta da seleção russa e ir para um bar ver os jogos”. Mas, logo emenda: “Assim que a Rússia for eliminada, começo a torcer para o Brasil”, apostando em uma eliminação precoce do seu país.

    Os amigos de que Yulia fala integram o Clube Russo Brasileiro. A associação foi criada por ela e reúne a comunidade do país de origem em eventos no Distrito Federal. O grupo organiza piqueniques e festas em feriados tradicionais, com direito a comes e bebes típicos do país do leste europeu.

    Elena Anoshina e Olga Ostrowski querem abrir uma joalheria aqui. Deixaram a pátria depois de se apaixonar por brasileiros
    Encontros
    Na última semana, os integrantes do clube organizaram uma noite russa em um bar na Asa Norte. Lá, montaram quizzes sobre a história do país, brincaram com jogos de damas, beberam os famosos shots e praticaram a língua entre nativos e estudantes do idioma. Entre as participantes, estavam as amigas Elena Anoshina, 28, e Olga Ostrowski, 32. Ambas deixaram o país natal depois de se apaixonarem por brasileiros.

    “Vim ao Brasil por causa do amor. Encontrei meu marido na Rússia, porque ele foi estudar lá e resolvi vir com ele”, conta Olga. A amiga conheceu o marido brasileiro em um reveillon na República Tcheca e faz três anos que chegou a Brasília. Ela diz que são muitas as diferenças entre a capital do seu país e a do Brasil.

    “Em Moscou a vida cultural é muito mais movimentada. Aqui tem mais verde, mais arte moderna, mas, em compensação, menos exposições e arte clássica”, elenca. A russa, que trabalhava com relações públicas em Moscou, hoje atua como professora na Asa Norte. Mas constrói planos com Olga: “Queremos abrir uma joalheria”.

    Yulia, que conhece muitos russos e lidera o clube no DF, conta que, normalmente, a história deles é parecida com as de Elena e Olga. “Uma moça russa conhece um brasileiro, eles se apaixonam e ela vem para cá. Também há os aventureiros que se interessam pela cultura brasileira e simplesmente vêm. Muitos começam a dar aulas e depois abrem o próprio negócio, como eu fiz”, diz.

    Refúgio
    “Não adianta dividir Estado e Igreja. Isso não acontece na Rússia, porque a cultura de lá está ligada à religião.” Assim, Francisco de Assis, 65, que se tornou padre aos 40, analisa a relação da religião com a cultura russa. O piauiense de Buriti dos Lopes fundou a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, no Lago Sul, e hoje acolhe muitos russos, que tratam o local como refúgio.

    Quando inaugurou a igreja, padre Francisco tinha o objetivo de atender brasileiros. Depois, o templo se tornou uma comunidade étnica. Em dias de festas, como a Páscoa e a Dormição da Virgem Maria, no último domingo de agosto, russos, bielorussos e brasileiros se reúnem em uma grande confraternização e reforçam a união das duas culturas.

    Ele costuma se reunir frequentemente com líderes da Rússia na capital. Na última semana, o encontro foi com o embaixador Sergey Akopov. “Aqui no DF, temos a Igreja, a embaixada e a associação comercial da Rússia. Todos são fiéis ortodoxos e frequentam a paróquia”, afirma.


    (*) Murilo Fagundes* (* Estagiário sob supervisão de Margareth Lourenço - especial para o Correio Braziliense – Fotos: Luis Nova/CB/D.A.Press – Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press )






    Ride/DF terá 35 municípios - "Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, deve ser inserido"

    Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, deve ser inserido na Ride/DF: mais repasses de recursos caso o projeto passe pela Presidência

    *Por Flávia Maia

    ENTORNO - Depois de aprovada no Senado, a ampliação da Ride-DF -Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno depende da sanção presidencial para entrar em vigor. Com a iniciativa, mais 12 cidades vizinhos à capital poderão receber recursos

    Doze novos municípios serão inseridos na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF). O projeto de lei que amplia o número de cidades de 22 para 35 foi aprovado na terça-feira no Senado e seguiu para sanção presidencial. Foram 64 votos favoráveis e um contrário à ampliação da área. Dessa forma, entram na lista 10 municípios goianos e dois mineiros. São eles: Alto Paraíso, Alvorada do Norte, Barro Alto, Cavalcante, Flores de Goiás, Goianésia, Niquelândia, São João d’Aliança, Simolândia e Vila Propício, além de Arinos e Cabeceira Grande, em Minas Gerais.

    O argumento para a aprovação do projeto é a ligação socioeconômica dessas cidades com o Distrito Federal. Para o deputado Rogério Rosso (PSD), autor da proposta na Câmara Federal, ao fazer parte da Ride, essas localidades poderão receber os recursos destinados à região via governo federal e emendas parlamentares. “Com isso, eles poderão desenvolver mais e gerar empregos, e a população não vai precisar usar equipamentos públicos do DF”, justifica. Para ele, mesmo estando em um raio de 400km de distância, muitas cidades dependem da capital federal.

    Para a Associação de Municípios Adjacentes ao DF (Amab), da qual fazem parte as 12 cidades limítrofes com o Distrito Federal, participar da Ride é importante, mas os benefícios financeiros vêm em escala menor do que o esperado. O prefeito de Águas Lindas e presidente da Amab, Hildo do Candango, explica que os recursos via Ride exigem que as localidades estejam sem débitos e sem problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Nunca conseguimos pegar recurso da Ride para Águas Lindas, porque a arrecadação do município é baixa e é difícil cumprir os limites com gasto de pessoal”, explica. Para acessar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e fundos, como o de Participação dos Municípios, não é necessária a certidão negativa.

    Harmonia
    Segundo Rosso, a entrada de mais cidades não repartirá o recurso existente. “A quantidade de recursos dependerá do trabalho das bancadas, não há limite”, explica. O parlamentar afirma que prepara um projeto de lei para normatizar consórcios municipais. “Assim, o acesso será mais facilitado e com menos burocracia para usar os recursos federais”, adianta.

    Na votação, o relator da matéria, senador Hélio José (Pros-DF), e os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wilder Morais (DEM-GO) defenderam a ampliação da Ride com os argumentos de desenvolvimento de ações governamentais para promover a redução das diferenças socioeconômicas do Entorno.

    A Ride foi criada em fevereiro de 1998 e regulamentada em agosto do mesmo ano. De acordo com o texto da legislação, a região integrada tem o objetivo de articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos estados e dos municípios. De acordo com o Ministério das Cidades, está previsto repasse de R$ 1,4 bilhão em obras e projetos de saneamento nas localidades integrantes da Ride-DF para 2017.


    (*) Flávia Maia – Foto: Breno Fortes/CB/D.A.Press  - Correio Braziliense



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