• INÍCIO
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
  • ANUNCIE NO BLOG
  • COMENTÁRIOS
  • MAPA DO BLOG
  • quinta-feira, 19 de outubro de 2017

    ENTREVISTA: MINISTRO DA CULTURA SÉRGIO SÁ LEITÃO » Um museu de artes visuais para Brasília

    No CB.Poder, ministro da Cultura comenta projeto em elaboração pela pasta e a captação de recursos para a obra. Ele também fala sobre acordos de leniência na Operação Lava-Jato que podem beneficiar investimentos no setor e a infindável reforma do Teatro Nacional

    A construção de um museu de artes visuais, cartão-postal que a cidade deve ganhar no ano que vem, foi um dos assuntos abordados pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria entre a TV Brasília e o Correio Braziliense. O projeto contará com o apoio de patrocinadores e reunirá obras que hoje estão espalhadas por órgãos como Banco Central, INSS e Palácio do Planalto e não disponíveis para o público. “São obras importantíssimas, e a ideia é que possam finalmente ser expostas. Elas seriam consignadas ao novo museu. Estaríamos cumprindo um papel importante no sentido de ampliar o acesso”, afirmou.

    Sá Leitão também comentou sobre as polêmicas envolvendo a exposição QueerMuseu em Porto Alegre — considerada uma apologia à pedofilia e à zoofilia — e a performance La Bête, apresentada no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, na qual uma menina interagiu com um homem nu. O ministro disse que o problema das duas manifestações artísticas que envolvem nudez foi “a presença de crianças” como espectadores e sugeriu a criação de um sistema de classificação indicativa para as exposições, nos moldes do que é aplicado às produções audiovisuais. Ele pediu que não se criminalize o “conjunto da cultura” por conta dos “dois episódios específicos” e garantiu que não há no Brasil “nenhum risco de censura”.

    Prestes a completar três meses como titular da pasta, Sá Leitão também opinou sobre os acordos de leniência firmados no âmbito da Operação Lava-Jato, que preveem que empresas condenadas façam investimentos em projetos sociais, culturais e ambientais.

    O ministro também falou sobre os espaços culturais de Brasília. Segundo disse, o Ministério da Cultura se propôs a ajudar o governo do Distrito Federal a encontrar uma solução para, na definição dele, as complexas obras do Teatro Nacional. “O Teatro Nacional está fechado por um prazo maior do que o que se levou para fazer a capital”, comparou.

    Qual é o seu plano de um museu de artes visuais para Brasília?
    Estamos gestando esse projeto no Ministério da Cultura. O governo federal conta com um grande acervo, que não está disponível para o público, em locais como Banco Central, INSS, Itamaraty, Palácio do Planalto, Congresso. São obras importantíssimas, e a ideia é que possam finalmente ser expostas. 

    Há um prazo?
    Vamos lutar para que a primeira etapa esteja aberta no fim do ano que vem. A ideia é que seja um legado do presidente Michel Temer.

    Vai ter dinheiro para isso?
    Sim. A ideia é que a gente possa fazer isso por meio de patrocínios e não investimento direto. Ainda não concluímos o orçamento, mas temos falado com potenciais patrocinadores, muita gente interessada.

    O presidente está comprometido? O senhor acha que pode aumentar a popularidade dele?
    Ele está entusiasmado. Está muito preocupado com o legado que deixará na sua gestão. A popularidade é outra coisa.

    Acabou de ser anunciado um polo de criação cinematográfica, o Grande Otelo (em Sobradinho). O senhor tem acompanhado?
    Nós estamos acompanhando com muita atenção. Eu tive a oportunidade de anunciar recentemente um investimento de R$ 94 milhões no Prodav 2, uma linha para conteúdo de televisão específico para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A regionalização é um compromisso. 

    O Teatro Nacional está fechado há quase quatro anos. O Ministério da Cultura assumiu a reparação. Em que ponto está isso? 
    O ministério se propôs a ajudar o GDF a encontrar uma solução. A gente está falando de um investimento vultoso. O que tenho solicitado ao GDF é que apresente o projeto com orçamento.

    Isso ainda não foi feito?
    A versão final não está pronta.

    Por que a demora? 
    É difícil dizer. É importante frisar que se trata de uma restauração complexa. Precisa ser preservado de acordo com a concepção original. Acho um absurdo o fato de o Teatro Nacional estar fechado por um prazo maior do que o que se levou para fazer a capital. 

    Tem um prazo para apresentar?
    Não. O timing é do GDF. Eu estive reunido com a bancada no GDF no Congresso, com o líder da bancada, o senador Hélio José, e a bancada concordou em apresentar uma emenda ao Orçamento da União de 2018, com recursos para a reforma.

    Historicamente, essas emendas de bancada ficam no papel. Tem ideia do volume de recursos?
    Ainda não. Eles vão definir, mas uma emenda de bancada, em geral, é de R$ 30 milhões ou R$ 40 milhões. Eu estou à disposição do GDF para ajudar a resolver essa questão do teatro.

    Duas exposições causaram grande frisson nas redes sociais no último mês. Qual é a sua opinião sobre ambas e uma eventual classificação indicativa?
    É importante dizer que a Constituição é muito clara ao assegurar a liberdade de criação, expressão e manifestação, ao mesmo tempo que também estabelece outros princípios e garantias fundamentais, como a preservação da infância, o respeito às religiões e tudo mais. Eu tenho empunhado essa bandeira da classificação indicativa.  

    Hoje não tem essa classificação indicativa?
    A classificação indicativa existe para cinema, games, televisão, outras áreas. Ela não vale para exposições. O que tenho defendido é que as exposições também tenham adequação de faixa etária. 

    Seria o próprio museu que ficaria a cargo de estabelecer essa classificação?
    Eu penso que o ideal seria isso. Defendo a autorregulação. Agora, como isso alcançou uma repercussão muito grande, transformou-se numa controvérsia, inclusive com histeria, talvez seja o caso de colocarmos em lei mesmo. Nós fizemos uma minuta de projeto no ministério. Eu a entreguei ao presidente e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

    Essa minuta diz o quê?
    Estende o sistema de classificação indicativa para exposições, cabendo ao Ministério da Justiça estabelecer as regras.

    O senhor falou de histeria. O que o senhor achou da participação de uma criança na exposição do homem nu?
    É importante frisar que estamos falando de dois episódios em meio a milhares de exposições, performances, apresentações artísticas. É que isso acabou gerando uma reação ao conjunto da cultura, inclusive contrária à Lei Rouanet, que trouxe muitos benefícios para a cultura brasileira, para o país e para a sociedade. Não é por causa de dois episódios que nós podemos condenar ou tratar de maneira coercitiva o conjunto da cultura. Em relação a esse episódio específico, cabe à Justiça se pronunciar para determinar se houve ou não descumprimento do que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente. 

    O senhor acha que houve censura, como afirma a classe artística?
    Não, eu discordo. Nós não temos, no Brasil, nenhum risco de censura. A Constituição é muito clara ao assegurar a liberdade de expressão. E a Lei Rouanet é muito clara também ao dizer que não pode haver análise de conteúdo, juízo de mérito sobre os projetos.  

    Está se falando muito nos acordos de leniência da Lava-Jato. Como esses acordos podem ajudar a cultura no Brasil?
    Essa é uma das bandeiras da minha gestão. Os acordos que têm sido firmados por empresas envolvidas na Lava-Jato com diversos órgãos — MPF (Ministério Público Federal), CGU (Controladoria-Geral da União) — trazem a obrigação de a empresa realizar um determinado investimento em projetos sociais, culturais, ambientais etc. Nós podemos transformar uma coisa extremamente ruim, essa corrupção toda, em algo positivo, que é pegar esses recursos e colocar em projetos.



    Correio Braziliense - Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press 


    CULTURA » Teatro Nacional será recuperado

    Maior conjunto arquitetônico cultural projetado por Niemeyer está fechado desde dezembro de 2013

    *Por Otávio Augusto

    Obras a serem contratadas começam pela Sala Martins Pena, com conserto da fachada e intervenções como demolição de paredes e troca de pisos. Reforma total custará cerca de R$ 38 milhões por meio de parceria privada

    As luzes do principal palco das artes da capital federal, o Teatro Nacional Claudio Santoro, poderão ser acesas novamente no fim do ano que vem, pelo menos em parte das instalações. Hoje, a Secretaria de Cultura divulga  edital nacional para a primeira etapa de reformas no espaço fechado há quatro anos. As obras custarão cerca de R$ 38 milhões e serão financiadas pela iniciativa privada, por intermédio da Lei Rouanet. A estimativa original de custo para o projeto, em 2014, era de R$ 220 milhões, mas o Ministério da Cultura não aceitou. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anuncia detalhes do projeto na tarde de hoje, no foyer da Sala Villa-Lobos.

    O maior conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer na capital federal — destinado exclusivamente às artes — acabou fechado, em dezembro de 2013, depois de uma recomendação do Ministério Público do Distrito Federal, ancorada numa vistoria do Corpo de Bombeiros, que identificou 113 problemas estruturais, como acessibilidade interna e combate a incêndio. O espaço já foi o principal palco da cultura brasiliense, recebendo 100 mil pessoas por ano.

    A primeira leva de reparos vai contemplar a Sala Martins Pena, a recuperação da fachada e algumas intervenções de engenharia, como demolição de paredes e troca de pisos, adiantou com exclusividade ao Correio o secretário de Cultura, Guilherme Reis. “O projeto é deixar o edital aberto por 60 dias. Vamos selecionar uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos para ser parceira na captação de recursos e na contração da obra”, explica. A instituição deve ser especializada em patrimônio cultural.

    Ao todo, a obra terá quatro etapas. Depois da Martins Pena, a próxima vai focar na reestruturação da Sala Villa-Lobos. “Vamos fazer a reforma repensando a gestão do teatro, buscando maior participação social e modernização como um centro cultural vivo. O Teatro Claudio Santoro nunca teve o seu potencial de centro cultural 100% explorado”, destaca o secretário. Entre janeiro e fevereiro do ano que vem, a entidade que ficará com o projeto deve articular o financiamento junto ao Ministério da Cultura.

    Em março, a empreitada deve ter início, segundo projeções da Secretaria de Cultura. A primeira etapa da obra deve ser concluída em um ano. O projeto de reforma é o mesmo realizado por empresa contratada pelo governo local, em 2013, e este ano  passou por uma atualização realizada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Agora, o Palácio do Buriti parte para a busca de entidades fortes e patrocinadores dispostos a participarem da retomada dos trabalhos no teatro.

    "Vamos selecionar uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos para ser parceira na captação de recursos e na contração da obra" (Guilherme Reis, secretário de Cultura)
    Obras demoradas
    Guilherme Reis admite que o governo levou muito tempo para retomar o projeto de revitalização do espaço, fechado há quatro anos. “Entre 2015 e 2016 tivemos muitas dificuldades econômicas no DF e os recursos para Cultura  foram duramente impactados. Não tínhamos como priorizar a reforma do  Teatro Nacional dentro das obras prioritárias do governo’, explica. Guilherme pediu uma audiência com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, para avançar no processo de captação de recursos. “Vamos retomar o diálogo”, destaca.

    As obras envolvem 45 mil m², distribuídas pelas salas Alberto Nepomuceno, Martins Pena e Villa-Lobos. O teatro possui espaços como a Galeria Athos Bulcão, dedicado a grandes exposições, os Foyers da Sala Villa-Lobos e da Sala Martins Pena e o espaço Cultural Dercy Gonçalves — originalmente projetado para ser um restaurante panorâmico.

    Com a reabertura do teatro, Guilherme pretende fomentar a cultural da capital e inserir a cidade na rota de grandes produções. “Os prejuízos são gigantescos não só para Brasília, mas para os artistas, produtores e o público. O teatro é um projeto importante para a produção artística mundial da música, da dança e do teatro.  Estamos vivendo um momento em que a cultura está sendo mal interpretada, mas ela nos faz seres humanos melhores. A arte  nos torna mais completos. Não podemos viver sem isso”, pondera.

    113 
    problemas estruturais, como acessibilidade interna e combate a incêndio foram identificados pelo Corpo de Bombeiros

    Duas perguntas para Marcelo Ulpiano,  produtor cultural

    O que a reforma do Teatro Nacional representa para a produção cultural de Brasília?
    Brasília precisa de espaços como o Teatro Nacional. Temos feito muitas atividades no Centro de Convenções, mas o local tem limitações técnicas. Hoje, para montarmos uma peça ou um balé demanda muito trabalho e dinheiro, além de faltar uma série de equipamentos que o Teatro Nacional possui. A reabertura do teatro facilita a vinda de produções para a cidade.

    É possível estimar os prejuízos nesses quatro anos em que o espaço ficou fechado?
    Tivemos uma limitação cultural inestimável para a cidade. Eu tive pelo menos cinco espetáculos que não pude montar aqui em Brasília por falta de espaço adequado.


    (*) Otávio Augusto – Fotos: Breno Fortes/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

    quarta-feira, 18 de outubro de 2017

    Juiz Sérgio Moro diz que a proposta que busca proibir presos de delatarem é absurda

    Moro deu entrevista a Camarotti, da GloboNews - Marco Grillo - O Globo

    O juiz Sergio Moro classificou de “absurda” a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados que pretende mudar a lei que regulamenta as delações premiadas e proibir que investigados que estejam presos assinem acordos de colaboração com o Ministério Público. O magistrado não citou nomes, mas o projeto em questão, que começou a tramitar em fevereiro de 2016, é de autoria do deputado Wadih Damous (PT-RJ). O texto atualmente está em análise na Comissão de Constituição e Justiça.
    Para o juiz Moro, é possível que existam equívocos pontuais em alguns procedimentos de colaboração, mas, segundo ele, é preciso tomar cuidado com propostas legislativas que tenham a intenção de “eliminar o instituto” da delação premiada. O magistrado participou, nesta terça-feira, do programa “GloboNews Entrevista”, com o jornalista Gerson Camarotti.
    VIOLAÇÃO DE DIREITO – “Uma proposta um tanto quanto absurda, por exemplo, é aquela no sentido de proibir que alguém que se encontra preso possa realizar uma delação premiada. Principalmente porque isso viola o direito de defesa da pessoa que está presa. A colaboração premiada é um meio para a Justiça encontrar os cúmplices de um criminoso, mas também, de certa maneira, é um meio de defesa de uma pessoa que quer colaborar para receber benefícios da Justiça” — disse o juiz.

    Sem citar nomes, Moro afirmou que acordos de delação negociados recentemente têm estabelecido condições mais rigorosas para os réus do que aqueles firmados no início da Operação Lava-Jato. De acordo com o magistrado, o número alto de delatores se justifica porque as investigações desvendaram um “sistema de corrupção”, não sendo possível “pegar um único criminoso para desvendar todo o sistema”.
    MAIOR RIGOR — “Importante discutir esses acordos para evitar que gerem benefícios excessivos a esses indivíduos. Me parece que os acordos que atualmente estão sendo cogitados ou realizados são acordos mais sensíveis a essa necessidade de estabelecer condições mais rigorosas. Tem que se pensar esses acordos para evitar benefícios excessivos” — afirmou Moro.

    O juiz destacou ainda a importância do julgamento do processo do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, para o desenrolar da Lava-Jato. Segundo ele, as condenações – entre outros, o ex-ministro José Dirceu foi sentenciado – influenciaram o meio jurídico do país pelas punições a “pessoas que ocupavam cargos elevados na administração pública e pessoas poderosas do ponto de vista econômico”:
    “Isso teve influência muito grande no sistema de Justiça, porque os juízes, afinal de contas, agem muitas vezes baseados em exemplos e precedentes. O julgamento do Supremo Tribunal Federal certamente influenciou decisivamente a Operação Lava-Jato, essa postura mais rígida do Judiciário com relação aos crimes de corrupção”. disse.
    ACUSAÇÕES DE LULA – Moro evitou responder diretamente às acusações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se diz perseguido pelo juiz, e da defesa do ex-presidente, que afirmou que ele foi condenado sem provas pelo magistrado. Moro estabeleceu uma pena de nove anos e meio de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá. Segundo o juiz, a opinião sobre o caso já foi manifestada na sentença:

    “Não me sinto confortável em falar sobre o caso dele (Lula), porque tem casos pendentes (de julgamento). Tudo que pensava do caso (do tríplex), a respeito das provas, está na sentença. Não vejo necessidade de me manifestar publicamente sobre o julgamento”, descartou.
    O juiz não estabeleceu um prazo para o fim da Lava-Jato, mas disse que os trabalhos em Curitiba já percorreram um “bom caminho”, em função de vários processos relativos a desvios na Petrobras já terem sido concluídos. Ele destacou que a Lava-Jato “se espalhou”, citando desdobramentos no Rio, em Brasília e em Campo Grande.
    NÃO É CANDIDATO – Moro afirmou ainda que não será candidato à Presidência da República. A pesquisa mais recente do Datafolha indicava que ele seria o único candidato com condições de derrotar Lula em um eventual segundo turno.

    “Acho que a pesquisa perde tempo quando coloca meu nome, porque não serei candidato”, frisou.
    NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ao contrário do que fazem alguns ministros do Supremo, o juiz Moro respeita a lei e jamais comenta os processos que estão sob sua responsabilidade ou que em andamento em outras varas ou tribunais. É um exemplo de dignidade e honradez, mas vive sendo esculhambado por réus e advogados. Ah, Brasil..(C.N.)



    Fonte: Tribuna da Internet

    MPDFT estuda proposta de criação de novo grupo de combate à corrupção

    MPDFT estuda proposta de criação de novo grupo de combate à corrupção - Está em discussão no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a criação de uma nova frente de atuação contra esquemas de desvios de recursos, cobrança de propinas e enriquecimento ilícito nas estruturas de poder do DF. O novo núcleo já tem nome: Grupo de Atuação Especializada de Combate à Corrupção (Graco). A medida está em estudo na assessoria de políticas institucionais do procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, e nas Câmaras de Coordenação e Revisão Criminal do MPDFT, sob a relatoria do procurador de Justiça Ezequiel de Araújo Neto. 

    Se for criado, o novo grupo vai atuar em parceria com promotorias especializadas, no auxílio de investigações complexas e em diligências autorizadas pela Justiça, com deflagrações de operações de repercussão. O propósito, segundo os defensores da medida, é criar uma força-tarefa para dar respostas mais rápidas contra assaltos constantes aos cofres públicos. Mas a proposta desperta controvérsias. 

    Debate aberto na classe
    O procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, abriu uma consulta na classe para que os colegas opinem sobre a criação do Graco. Muitos promotores já se manifestaram. Há vários favoráveis, mas alguns temem um conflito com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que se notabilizou por ações também voltadas à fiscalização do dinheiro público, como as Operações Aquarela, Caixa de Pandora e Drácon, esta em parceria com a equipe criminal de Bessa, que apontaram esquemas de corrupção no Poder Executivo e Legislativo e também dentro do próprio Ministério Público do DF. 

    300 anos de prisão
    Uma das atuações de grande importância do Gaeco ocorreu na desarticulação do esquema de corrupção instalado na Codeplan, durante o governo de Joaquim Roriz, por meio de contratos de gestão do Instituto Candango de Solidariedade (ICS). Esse trabalho tem rendido frutos na Justiça. Somando todas as penas, de todos os réus, as condenações chegam a 300 anos de prisão. Essa foi a semente para chegar à Caixa de Pandora que derrubou o governo Arruda e promoveu um strike numa bancada de oito deputados distritais. Pela Aquarela, o ex-governador Joaquim Roriz acabou sendo enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficou fora da política. 

    Bessa: “Ações coordenadas com o Gaeco”
    O procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, é simpático à ideia de criar o Graco, mas não descarta também ampliar a estrutura do próprio Gaeco como forma de aumentar as ações de combate à corrupção. “Nenhuma decisão pode ser tomada para enfraquecer o Gaeco”, ressalta. Bessa não descartava também, a princípio, limitar a atuação do Graco à área de saúde, mas outras promotorias especializadas, como a de Educação e a Prourb (Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística), são favoráveis ao apoio do Graco em suas investigações. 

    Sem atuação originária
    A minuta de portaria da criação da Graco prevê como o grupo deverá atuar: sem investigações originárias. O núcleo entrará em ação sempre que for requisitado, em auxílio de colegas, e poderá atuar contra atos ilícitos em qualquer esfera de atuação do Estado no DF, inclusive em apoio aos casos envolvendo foro, em parceria com a assessoria criminal da Procuradoria-geral de Justiça do DF. 

    Experiente em casos de repercussão
    O nome mais cotado para assumir a coordenação do Graco é o promotor de Justiça Luís Henrique Ishihara, que vem se destacando em operações na área de saúde, como a Mister Hyde, a Genebra e a Custo Alto. Ele tem também a experiência de ter atuado em casos de repercussão no Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), como a denúncia contra a delegada Matha Vargas, que esteve à frente do inquérito do triplo homicídio na 113 Sul, ou do agente Luiz Cláudio Nogueira, que sofreu condenações em três processos por extorsão e outros crime graves. Leonardo Bessa o tem em alta conta.

    Voto com convicção própria
    Como relator do assunto, o procurador de Justiça Ezequiel de Araújo Neto vai apresentar uma posição sobre a criação do Graco aos colegas que integram as duas Câmaras de Revisão Criminal do Ministério Público do DF. Antes de o assunto entrar em debate, em sessão extraordinária a ser convocada, ele vai ouvir a opinião dos promotores que atuam no Gaeco e nas Promotorias de Defesa do Patrimônio Público do DF (Prodep) que têm trabalho direto no combate à corrupção. Mas quem o conhece sabe que sua decisão será tomada com base em suas próprias convicções. “Minha posição vai levar em conta o que é melhor, mais conveniente e mais oportuno para a atuação do Ministério Público do DF no combate à corrupção”, disse Ezequiel à coluna. A palavra final é de Leonardo Bessa, mas a posição que prevalecer nas câmaras terá um peso que pode ser decisivo.


    Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Fotos: Jefferson Rudy/CB/D.A.Press – Ed Alves/CB/D.A.Press – Edson Ges/CB/D.A.Press - MP-Divulgação – Correio Braziliense

    Consulta pública sobre complexo esportivo do #Guará termina no dia 24

    Consulta pública sobre complexo esportivo do Guará termina no dia 24 -As sugestões sobre o processo de licitação do local podem ser enviadas por e-mail ou pelos Correios
    Interessados em opinar sobre a licitação da concessão do Complexo Esportivo e de Lazer do Guará têm até o dia 24 para mandar sugestões por e-mail (ppp@fazenda.df.gov.br) ou pelos Correios.

    As correspondências devem ser endereçadas ao protocolo-geral da Secretaria de Fazenda, Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco A, Edifício Vale do Rio Doce, 9º andar, sala 902, CEP 70.049-909.

    “A consulta pública é importante porque a gente tem uma visão de projeto, uma visão de estado do equipamento. O que a população traz são questões muito pontuais, que merecem ser acolhidas no estudo”, explica o subsecretário de Parcerias Público-Privadas da pasta, Rossini Dias.

    Os próximos passos, de acordo com a Fazenda, são a apreciação das sugestões e a consolidação de um documento a ser encaminhado ao Tribunal de Contas do DF.

    O edital será publicado depois da autorização da Corte. “Tão logo o tribunal se posicione pela continuidade do certame, abriremos a licitação”, destaca Dias.

    A licitação visa a revitalização, a modernização, a manutenção e a operação do espaço, que engloba o Kartódromo Ayrton Senna, o Estádio Antônio Otoni Filho, o ginásio de esportes e o Clube Vizinhança.







    Rodrigo Rollemberg “Promessa é dívida”

    O administrador regional do Guará, André Brandão Péres , foi exonerado nesta segunda-feira (16/10). Ele deve assumir cargo de direção na Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). Segundo seu padrinho deputado, Rodrigo Delmasso, “o administrador André Brandão é o melhor nome do grupo para assumir a estatal e contribuir com o governo de Brasília”.
    O deputado Delmasso ainda emplacou seu pupilo, Luiz Carlos Delfino do Nascimento Júnior, na administração do Guará.
    Segundo informações do Palácio do Buriti, Rollemberg deverá cumprir a promessa de campanha e indicar Danúbio Martins-(Foto acima) para assumir a Administração do Núcleo Bandeirante. Danúbio foi Coordenador da campanha do Governador na cidade satélite do Núcleo Bandeirante. Pioneiro e muito querido pelas lideranças locais.

    terça-feira, 17 de outubro de 2017

    Oscilações do clima no trimestre são expostas ao governo de Brasília

    O governador Rollemberg recebeu no Inmet informações sobre previsões climáticas para as próximas semanas. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

    Previsões do Inmet indicam chuvas apenas para a última semana de outubro e precipitação acima da média em novembro. Governador Rodrigo Rollemberg participou da apresentação

    Em reunião no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para avaliar a situação climática do Distrito Federal, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, recebeu a informação de que as chuvas só devem voltar ao território na última semana de outubro.

    As previsões do Inmet indicam outubro com precipitações abaixo da média, por influência do La Niña. Com base no panorama apresentado para o próximo trimestre, será possível avaliar as medidas de enfrentamento da crise hídrica e respaldar decisões nos próximos meses.
    O fenômeno climático La Niña, conforme explicação de dirigentes do Inmet, causa a redução da temperatura das águas do Oceano Pacífico e, no Brasil, forma bloqueios atmosféricos no sul do País. Esses eventos desviam as frentes frias para o mar e impedem a formação de chuvas no Centro-Oeste.
    As primeiras precipitações devem cair em forma de temporais em áreas isoladas. Em novembro, porém, a expectativa é que o nível fique, no mínimo, dentro da normalidade para o período. No entanto, o Inmet trabalha com 35% de probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média do mês.
    "É importante que todos nós estejamos conscientes da gravidade (climática) por que passa o DF. Estamos vivendo, por exemplo, as maiores temperaturas da história"  - (Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília)

    Diante desse cenário, é preciso conhecer os dados para traçar estratégias. “A reunião teve o objetivo de levantar elementos para análise do quadro [climático do DF] e, aí sim, tomarmos decisões nas próximas semanas”, explicou Rollemberg.
    Vários membros do governo acompanharam a apresentação feita pelo diretor do Inmet, Francisco de Assis Diniz, entre os quais o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Argileu Martins.
    Também presentes: o diretor-presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF, Maurício Luduvice; o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Paulo Salles; e o diretor-presidente da Emater-DF, José Guilherme Leal.
    Governo age para conter desabastecimento de água
    A situação de regiões como Sobradinho e Planaltina, que enfrentam situação mais delicada de abastecimento de água, deve motivar ações adicionais em breve, de acordo com o chefe do Executivo.
    A Adasa e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), disse ele, estão buscando medidas de enfrentamento da escassez hídrica caso a caso.
    “Temos cidades diretamente abastecidas por córregos que estão secando. Vamos intensificar a atuação junto a chacareiros, para verificar se está havendo irrigação de forma adequada, para garantir o mínimo de água às famílias”, enfatizou o govenador.
    O consumo consciente de água deve ser prioridade para toda a população. “É muito importante que todos nós estejamos absolutamente conscientes do momento de gravidade por que passa o DF. Estamos, por exemplo, vivendo as maiores temperaturas da história”, constatou Rollemberg.
    As altas temperaturas dos últimos dias, combinadas com escassez de chuvas, fizeram com que o nível dos dois principais reservatórios de água do território ficasse ainda mais baixo.
    A Barragem do Descoberto registrou volume de 11,7% nesta segunda-feira (16), de acordo com medição feita pela Adasa às 13h30. Já o reservatório de Santa Maria marcou 26% de volume.
    Galeria de Fotos: - (   https://goo.gl/KBq4hR   )










    Agência Brasília

    imagem-logo
    © Blog do CHIQUINHO DORNAS 2012/2016 Todos os direitos reservados.