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  • quarta-feira, 22 de novembro de 2017

    “Não sei como PMDB, PSDB e PT têm coragem de lançar candidato”, diz Barbosa

    Barbosa não se decide, fica sempre em cima do muro
    Em mais uma crítica ao momento de perda da credibilidade na política, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou que “não sabe como os três maiores partidos do Brasil ainda terão coragem de lançar candidatos” para as próximas eleições. “Acredito que haverá um repúdio enorme aos candidatos desses três maiores partidos – PMDB, PSDB e PT”, disse, em entrevista à rádio CBN.
    Sem confirmar e nem negar a possibilidade de ser candidato à Presidência, Barbosa admitiu que vem sendo sondado por partidos políticos, movimentos e “muitas pessoas nas ruas, por onde vai”. “Mas eu não tenho resposta ainda”, afirmou, sem citar as siglas que o procuraram.
    IGUAL A 1989 – Para o ex-ministro, as eleições de 2018 serão muito parecidas com as de 1989, que sucederam a ditadura militar no Brasil. “Pela pulverização de candidatos, esfacelamento das instituições, decadência moral e perda de credibilidade”, explicou. Apesar de não admitir qualquer tipo de candidatura até o momento, Barbosa fez questão de ressaltar que fez parte de um momento que talvez tenha sido o “apogeu do STF em sua história”.

    “O Supremo soube estar à frente de seu tempo, à frente da sociedade brasileira, que é conservadora em muitos aspectos”, ressaltou, citando decisões da Corte como o reconhecimento da união homoafetiva, a lei da Ficha Limpa, o aborto em caso de fetos anencéfalos e o fim do financiamento de campanhas políticas por empresas – que passa a valer nas próximas eleições.
    MENSALÃO – Questionado sobre o julgamento do escândalo do mensalão, disse que prefere ser lembrado pelo conjunto das decisões tomadas pelo tribunal durante sua presidência. “É um clichê criado pela imprensa, que tem importância para vocês – para mim, não.”

    Entrevistado no Dia da Consciência Negra, ele ainda destacou acreditar em alguns avanços no combate ao racismo no País. “Me regozijo em perceber que, finalmente, o Brasil começa a reconhecer o peso histórico da escravidão e da discriminação racial que sempre foi a marca da sociedade. Há um avanço ao aceitar o debate, aceitar a existência do problema. Falta enfrentá-lo de maneira efetiva.”
    Joaquim Barbosa deixou o STF em agosto de 2014 e vem atuando em escritório de advocacia com sedes no Rio, São Paulo e Brasília.
    ****
    NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Joaquim Barbosa fica fazendo o doce, como se dizia antigamente, e acaba perdendo o bonde da História. Deveria tomar coragem e se candidatar logo. Tem muita chance e já está na hora de o Brasil ter um presidente negro de verdade, porque FHC só tinha um pé na senzala. Mas parece que Barbosa é do tipo tucano e fica em cima do muro. (C.N.)


    Deu em O Tempo - (Agência Estado)- Tribuna da Internet 

    Plano promove nova forma de recuperar o cerrado

    Portaria publicada no DODF desta terça-feira (21) estabelece plano que identifica as condições legais, financeiras e institucionais para a recomposição de áreas degradadas

    (Brasília, 21/11/2017) – portaria 109 da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (21) institui o plano Recupera Cerrado. A partir de suas diretrizes, o governo identificará as condições legais, financeiras, institucionais e sociais para recompor áreas desmatadas e degradadas do cerrado no DF.

    “O plano inova a política de recuperação a partir de um mapa de áreas prioritárias para essas ações por terem sido degradadas ou por terem sido a ação humana”, salientou o secretário adjunto da Sema-DF, Carcius Santos. A recuperação é necessária para garantir segurança hídrica, econômica e alimentar, proteger a biodiversidade e as funções do meio ambiente para continuar a oferecer produtos florestais e reduzir as mudanças climáticas causadas pelo homem e seus efeitos.

    O >> plano está disponível no site da Sema-DF e é resultado dos trabalhos da Aliança Cerrado. Este fórum permanente promove a conservação, recuperação e uso sustentável do cerrado. O colegiado é resultado da integração da sociedade civil, parceiros governamentais federais e do DF, empreendedores e academia. “Diversas organizações governamentais e não governamentais repensaram a política de compensação florestal a partir de uma visão técnica, política e socioambiental”, assinalou Santos.

    A portaria também aprova a implementação do mapa de áreas prioritárias para a conservação e recomposição do cerrado. Essas prioridades orientarão as ações de conservação, recomposição e compensação florestal no DF a serem realizadas por proprietários das terras ou que tenham obrigações ambientais em função de ações realizadas na região.

    A Aliança Cerrado apontou as áreas prioritárias para serem recuperadas no cerrado do DF

    A publicação da portaria é um avanço nas políticas públicas e colocam o DF na vanguarda da gestão socioambiental no país. Políticas para o cerrado, como este plano, e o decreto de compensação florestal que deverá ser lançado em breve, permitem investimento e valorização no cerrado em pé e a recuperação a custos mais eficientes inclusive com sistemas agroflorestais – são dois exemplos dessa inovação.

    “A compensação florestal poderá ser feita com as melhores tecnologias testadas e que darão maior eficácia aos projetos e, portanto, ao uso dos recursos públicos”, destacou o secretário adjunto. “E, além disso, a sociedade terá melhores meios de acompanhar estas ações do governo”.

    O edital do programa Recupera Cerrado está pronto para ser lançado em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Fundação Banco do Brasil (FBB). Aguarda-se o depósito de R$ 2 milhões pela Terracap. Outros R$ 3 milhões estão comprometidos pela empresa para 2018, além da contrapartida de R$ 5 milhões pelo SFB, conforme prometido pelo ministro do Meio Ambiente durante a comemoração do Dia do Cerrado, em setembro passado. “Tão logo seja feito o depósito, vamos publicar o edital”, antecipou Santos.


    Mais informações: E-mail: comunicacaosema@gmail.comTelefone: (61) 3214 – 5611






    DF conquista 15 medalhas em modalidades individuais nos Jogos Escolares

    DF conquista 15 medalhas em modalidades individuais nos Jogos Escolares

    Nessa primeira fase a delegação brasiliense levou três medalhas de ouro, cinco de prata e sete de bronze

    Brasília, 21 de novembro de 2017 - A primeira fase dos Jogos Escolares da Juventude terminou neste domingo (19), com o fim das disputas em dez competições individuais. As provas de atletismo, badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, luta olímpica, natação, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez ocorreram em nove pontos espalhados pela região central da cidade. Com representantes em todas as modalidades, o Distrito Federal conquistou 15 pódios nesses três primeiros dias de evento.

    “Todos esses jovens que estão competindo nos Jogos Escolares da Juventude levarão para casa, além de muito aprendizado, valores olímpicos e do esporte. Princípios esses que serão aplicados durante toda a vida, como na hora de fazer o vestibular, escolher uma profissão, enfrentar o mercado de trabalho. A gente nunca esquece esses valores”, complementa a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros.

    A modalidade que mais levou brasilienses ao pódio foi o judô, com conquistas nas três primeiras colocações, somando seis medalhas – duas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Já os atletas locais de luta olímpica, natação e xadrez também fizeram bonito nas piscinas, no tatame e no tabuleiro, com nove premiações – uma de ouro, três de prata e cinco de bronze. Destaque para a nadadora Paula Bigogno, que medalhou em três provas. 
    Conheça mais sobre essas jovens promessas do esporte da nossa capital

    JUDÔ

    Guilherme César Schmidt, 17 anos, do Colégio Projeção
    Ele conquistou o primeiro ouro do Distrito Federal nos Jogos Escolares 2017 – na categoria até 81 quilos. Um progresso significativo, já que no ano passado ficou em terceiro lugar. Antes de alcançar esse marco, o rapaz participou de uma série de torneios internacionais, assim como do Campeonato Brasileiro Adulto, em que levou o bronze, abrindo possibilidade para participar da seletiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

    Matheus Takaki, 17 anos, do Colégio Ideal
    Quando era mais novo, incentivado pela sua baixa estatura, o rapaz decidiu procurar modalidades que pudessem praticar a defesa pessoal e se encantou pelo judô. Estreou nos Jogos Escolares na edição de Londrina, em 2014. No ano passado, em João Pessoa, arrebatou o primeiro lugar. Em Brasília, a responsabilidade era grande para medalhar novamente. E conseguiu o ouro na categoria até 55 quilos.  

    Sarah Cavalcante França, 16 anos, do Centro Educacional Sigma
    A primeira medalha do DF nesta edição saiu com ela. Logo no primeiro dia de competição, Sarah França superou quatro adversárias na categoria acima de 70 quilos para pegar a medalha de prata.  Um acidente no ombro fez a jovem parar a rotina de treinos por dois anos, tendo apenas oito meses para recuperar o tempo perdido. Com dois bronzes na bagagem, a meta agora é conseguir o ouro no próximo ano.

    João Jardim, 15 anos, do Colégio Marista de Brasília
    Descobriu o judô durante as aulas de educação física aos quatro anos. Identificou-se com a modalidade desde que vestiu pela primeira vez o quimono. Nos Jogos Escolares da Juventude, subiu ao lugar mais alto do pódio na etapa regional. Participou a primeira vez da edição Nacional, em 2015, em Fortaleza, quando ficou em terceiro lugar na disputa por equipe. Assim como no ano passado, nesta oportunidade conquistou a prata na categoria até 50 quilos.

    Bruno Pádua, 16 anos, do Colégio Marista de Brasília
    Devido ao comportamento indisciplinado na escola, aos cinco anos, começou a praticar judô. Logo começou a participar de competições. Medalhou nos Jogos Escolares em sua primeira participação em 2015 e integrou a equipe do Pan-americano na Argentina, assegurando a terceira posição. Após uma cirurgia no joelho, o jovem passou sete meses parado e retornou aos tatames no fim de 2016. Neste ano, garantiu o bronze na categoria até 73 quilos.

    Equipe no masculino
    Medalha de bronze para o grupo formado por João Jardim, até 50 quilos; Matheus Takaki, até 55 quilos; Davi Galati, até 60 quilos; Rafael Manggini Ferreira, até 66 quilos; Bruno Pádua, até 73 quilos; Guilherme Schmidt, até 81 quilos; Anderson Gabriel Godinho, até 90 quilos; Wallyson Matias Nascimento, até 90 quilos.

    NATAÇÃO

    Paula Bigogno Vaz, 16 anos, do Centro Educacional Sigma
    Ela foi a esportista de Brasília que mais subiu ao pódio nessa primeira etapa dos Jogos Escolares da Juventude, conquistando ouro na prova de 200 metros medley e dois bronzes em 100 metros borboleta e 200 metros livre. A relação com o JEB’s (Jogos Escolares Brasileiros), como era chamado o evento esportivo, iniciou em 2003, na edição de Natal (RN), quando competiu pela primeira fora do Distrito Federal.

    Luiza Celidônio, 16 anos, do Colégio La Salle
    Após competir nas quatro edições anteriores, a jovem conquistou sua primeira medalha nos Jogos Escolares. Ela levou o bronze na prova de 100 metros peito e quarto lugar nos 50 metros peito. Vinda de uma família de nadadores, ela garante que não sentiu pressão dos pais para ingressar nas piscinas. A agenda apertada de competições faz parte do trabalho para melhorar o tempo e conquistar o índice para, quem sabe, sonhar com as Olimpíadas em 2024.

    Revezamento 4 x 50 metros medley masculino
    Conquistaram o bronze os seguintes atletas: Gabriel Andrade do CEM 01 Gama; Thiago Barbosa do Centro Educacional Sigma; Hadrian Siqueira do Colégio Santa Dorotéia; e Arthur Santos do ALUB de Vicente Pires.

    LUTA OLÍMPICA

    Ana Luiza Pereira França, 17 anos, CEF 02 do Paranoá
    Escolhida para fazer o juramento do atleta na cerimônia de abertura, Ana Luiza trilhou uma trajetória de altos e baixos com os Jogos Escolares. Se em 2014, conseguiu medalha de ouro, sendo a única atleta do DF na modalidade a conquistar tal honraria, no ano seguinte saiu prematuramente da competição. Tudo por causa da rebeldia, ela admite. Sentimento que, agora, concentra somente no tatame. Neste ano, conquistou medalha de prata na categoria até 60 quilos.   

    Geovania Marques Vieira, 15 anos, CEF 02 do Paranoá
    A jovem trocou a quadra de futsal, em que jogava na posição de atacante, pelo tatame da luta olímpica. Sem dúvida, uma boa escolha. Nesta modalidade, após cinco meses de treinamento intenso, conseguiu disputar seu primeiro Jogos Escolares, em 2015, conquistando o quarto lugar. No ano seguinte, medalhou a prata. Segunda posição que levou novamente nesta edição de Brasília.

    Ágata Lopes Silva, 16 anos, SEB Dínatos
    Há dois anos, a adolescente conheceu o universo das lutas, com o judô e o jiu-jitsu. A luta olímpica ainda é novidade na vida de Ágata, que começou a treinar a modalidade faltando três meses para o início dos Jogos Escolares. Passou na seletiva e conseguiu mais. De quatro adversárias do campeonato, perdeu somente para a campeã, que integra hoje a seleção brasileira de luta olímpica, conquistando a medalha de prata na categoria até 70 quilos.

    XADREZ 

    Antônio Carlos Ignácio, 15 anos, Colégio Militar de Brasília

    O relacionamento com o xadrez iniciou aos sete anos, quando foi apresentado por um amigo. Três anos depois, começou a estudar o jogo de tabuleiro e participou em 2015 do torneio nacional da modalidade, organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), seguindo depois para o Sul-Americano. Desde 2015, participa dos Jogos Escolares da Juventude. Neste ano, alcançou a medalha de bronze na prova convencional. 





    Alunos do Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural e da rede pública participam do projeto Transforma

    Iniciativa faz parte da programação dos Jogos Escolares da Juventude e ocorre novamente nesta quarta-feira (22) no Centro de Convivência

    Brasília, 21 de novembro de 2017 - Os alunos do Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural e do Centro Educacional Fundamental (CEF) da 306 Norte conheceram na tarde desta terça-feira (21), o Centro de Convivência dos Jogos Escolares da Juventude, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O total de 150 crianças, de seis a nove anos, participou de uma série de atividades integradas ao projeto Transforma, do Comitê Olímpico do Brasil.

    A área normalmente frequentada pelos atletas nos intervalos das provas, ou após o horário das refeições, encantou essa turma que se dividiu em cinco ambientes temáticos, que combinam lazer e conhecimento. Eles também se revezaram nas mesas de totó e tênis de mesa, assim como passaram pelo espaço de leitura. Tudo com a proposta de introduzir para a garotada os valores olímpicos.

    “Ao participar dessas atividades que estão sendo disponibilizadas diariamente para os competidores, os alunos do Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural e da rede pública de ensino vivenciaram um dia de atleta dos Jogos Escolares. Muito importante essa iniciativa para mostrar aos estudantes que o esporte é capaz de transformar tudo”, avalia a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros.

    As estações estão divididas da seguinte forma: roda de conversa e desafios promovendo o empoderamento da mulher no esporte; clínica da nova modalidade olímpica, o basquete 3x3; escolinha de dança com ritmos diversos; jogo de perguntas com direito a brindes sobre antidoping; e, por fim, as crianças levaram para casa uma lembrança muito especial: uma foto com o casaco oficial do Time Brasil.

    Rosane Sousa Andrade, de 11 anos, pratica há três anos uma série de modalidades esportivas no Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural, mas tem uma atividade em especial que se dedica sempre mais: a ginástica artística. “Achei muito legal e diferente passar o dia aqui com o pessoal dos Jogos. Eu quero seguir a carreira de atleta, mas também quero me formar em medicina”, se divide a menina.

    A iniciativa ocorre novamente nesta quarta-feira, no Centro de Convivência do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, das 15h às 17h, com 150 alunos do Centro Olímpico e Paralímpico de Sobradinho e do Centro Educacional Fundamental do Núcleo Bandeirante.

    Projeto Transforma – Sendo um dos maiores legados olímpicos da edição do Rio 2016, a iniciativa do Comitê Olímpico do Brasil capacita professores das redes pública e particular em todo Brasil. Os profissionais de educação contarão com uma plataforma digital que oferecerá cursos e capacitações, com o objetivo de ampliar a variedade de desportos nas escolas.

    As atividades do Transforma vão além da escola, com a realização de festivais esportivos, que permitem que o público em geral experimente novos esportes. Nesses festivais, atletas profissionais se apresentam ao público, aumentando a interação entre esportistas e população e reforçando o clima de confraternização dos jogos olímpicos e paraolímpicos.











    Foto: Fabiano Nery/ Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer

    terça-feira, 21 de novembro de 2017

    Transformação do Hospital de Base de Brasília em instituto seguiu regras legais, diz Justiça

    Fachada do Hospital de Base de Brasília (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília) - Julgamento sobre constitucionalidade do instituto ocorreu nesta terça; contratações e novas licitações estão suspensas desde setembro. Ações que alegam 'inconstitucionalidade' foram ajuizadas pelos partidos PT e PMDB.

    Para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, não houve irregularidade na transformação do Hospital de Base do Distrito Federal em instituto. Por unanimidade, os 20 magistrados se manifestaram pela constitucionalidade de lei nesta terça-feira (21).

    O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMBD) no DF apresentaram duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIN) contra a lei que cria o Instituto Hospital de Base de Brasília, sancionada pelo governador Rodrigo Rollemberg em julho deste ano. O G1 tenta contato com a presidência dos partidos.

    No entendimento dos desembargadores, o modelo que será seguido pelo instituto "não afronta à Constituição e nem à Lei Orgânica do DF".

    Ação do PT
    Na ação apresentada ao Tribunal de Justiça do DF pelo PT, o partido aponta inconstitucionalidade nas mudanças que dispensam licitação para compras diversas e concurso público para contratação de servidores.

    No documento, o partido aponta descumprimentos ao regimento interno da Câmara Legislativa no dia da votação. Havia, por exemplo, mais de 150 vetos não analisados, o que na prática impediria a matéria de ser votada. Outro ponto questionado pelo PT foi a aprovação do projeto por 13 parlamentares. Como há previsão de isenção fiscal, pelo menos 16 deputados deveriam votar a favor.

    A sigla também contesta a falta de previsão financeira na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) do DF para 2018. A ação também indicou inconstitucionalidade no possível aumento de despesa na folha de pagamento da Secretaria de Saúde.



    Por Marília Marques, G1 DF

    A AGONIA DO CERRADO » Produzir sem destruir

    Flor típica do Cerrado

    Ambientalistas e ruralistas buscam técnicas para combater a baixa produtividade por área do bioma. Pesquisas mostram que cerca de 150 milhões de hectares, já desmatados, estão subaproveitados

    *Por Flávia Maia

    O cerrado tornou-se o celeiro da produção agropecuária. No bioma, o Brasil vem colecionando safras recordes de grãos. Este ano, agricultores vão colher 114 milhões de toneladas de soja, por exemplo. No entanto, é possível ir além. E o melhor: sem derrubar uma só árvore nativa. Pesquisas mostram que cerca de 150 milhões de hectares, já desmatados, estão subaproveitados.

    Combater a baixa produtividade por hectare tornou-se a perseguição de ambientalistas e ruralistas. Os ambientalistas lutam para reduzir o desmatamento e as emissões de carbono. Os ruralistas esperam aumentar a produção das culturas e da criação de animais na mesma propriedade.

    Mineiro radicado em Goiás, pequeno produtor aprendeu que o desmatamento estraga o solo

    Dados da organização não-governamental WWF-Brasil indicam que as pastagens ocupam 79% da área desmatada de cerrado e é justamente nessa atividade que os índices de produtividade são os mais baixos. As culturas irrigadas ocupam 0,1% do cerrado; as plantações de grãos e de algodão sem irrigação, 14%, e a cana-de açúcar, 4%. Dessa forma, o desafio está em melhorar o uso da terra, principalmente, onde tem criação de animais como o boi. Conforme o Correio mostrou ontem, o gado foi uma das primeiras atividades econômicas que se desenvolveu no bioma. Mas a produção rústica permanece em várias regiões.

    Estudos do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás (UFG) mostram que o cerrado é o bioma com a maior área convertida em pastagem no Brasil: são 58,93 milhões de hectares destinados a essa produção; um terço poderia ser melhor manejada. As áreas degradadas são aquelas em que a pastagem vai perdendo o vigor vegetativo e a capacidade de alimentar o gado. Com isso, a estimativa é de que 20 milhões de hectares de pastagem possam ser usados para colocar soja.

    Atualmente, são 1,11 animais por hectare, índice considerado muito baixo por especialistas. Esse número poderia chegar a 2,56, segundo alguns estudos. “Isso significa ser possível dobrar a produção na mesma área existente. Ou então, se mantivermos o mesmo tamanho de rebanho, podemos liberar metade da área de pastagem para outros usos, como a plantação de outras culturas, como soja, e replantio de áreas degradadas”, explica Laerte Guimarães Ferreira, coordenador do Lapig. “A forma como se faz pasto no Brasil ainda degrada muito. O produtor de gado não se considera um produtor. É preciso mudar esse pensamento”, analisa José Felipe Ribeiro, pesquisador da Embrapa Cerrados.

    Dessa forma, o esforço atual das entidades de classe e das associações de defesa do cerrado estão em conscientizar o produtor rural de que o esgotamento do bioma é prejudicial para a própria produção agrícola. “O agricultor pensa em cuidar da terra porque necessita dela. O pecuarista ainda tem muito de exaurir o solo. Precisamos mudar esse conceito e mostrar que é possível produzir mais e conservar o cerrado. Porque a gente precisa da agricultura e do bioma”, defende Júlio César Sampaio, coordenador do programa Cerrado-Pantanal da WWF-Brasil.

    Tecnologia a favor
    A agropecuária é responsável por 20% das emissões de carbono brasileiras. Quando o Brasil assumiu o compromisso de reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera, o Banco Mundial, por meio do projeto Forest Investment Plan (FIP), doou 10 milhões de dólares para o Brasil investir em disseminar práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e sensibilizar os produtores rurais para que invistam em sua propriedade visando obter retorno econômico e preservando o meio ambiente. Assim nasceu o ABC Cerrado, o projeto começou em 2014 e se estenderá até 2019. Entre os vários atores envolvidos no programa estão a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Embrapa.

    O programa está centrado em quatro frentes: recuperar pastagens degradadas, integrar lavoura-pecuária-floresta, fazer florestas plantadas e desenvolver o sistema de plantio direto – que consiste em não deixar o solo descoberto, sem algum tipo de plantação ou capim, evitando, assim, erosões. A ideia é trabalhar na capacitação do produtor e com assistência técnica. De acordo com a CNA, desde o início do projeto, 313 turmas de capacitação já foram concluídas e há 16 turmas em andamento. Quase 4 mil produtores rurais já foram capacitados no Distrito Federal e em sete estados brasileiros: Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Bahia, Mato Grosso do Sul e Piauí.

    A opção foi focar no médio produtor rural, com propriedades de até 70 módulos fiscais. “O grande produtor tem meios próprios para conseguir o acesso à informação. O pequeno é alvo de outras ações de políticas públicas. O médio ainda é o mais desassistido”, justifica Mateus Moraes Tavares, coordenador técnico do projeto ABC Cerrado.

    Na assistência técnica são 1,6 mil produtores atendidos e 76,5 mil hectares foram recuperados. Segundo cálculos da CNA, a cada R$ 1 que o projeto coloca, o produtor coloca R$ 10. “É uma contrapartida forte do produtor, mas a gente precisa convencer o produtor rural dos benefícios. Tem que mostrar pelos resultados: investimento baixo, aumento de renda. Se o produtor rural não observar os benefícios, ele não vai fazer”, completa Mateus.

    De acordo com Mateus, a preocupação com o projeto está principalmente na região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). “A gente tem que trabalhar em áreas convertidas, sem precisar abrir novas áreas”, explica Mateus.

    "Quem quisé tocá seu gado
    Chama um vaqueiro daqui,
    Que saino desse lado
    Nunca que chega daí;
    O gado que sai contado
    Dana logo pra sumi”
    (Conto João Boi, Bernardo Élis)

    1,1
    Quantidade de cabeça de gado por hectare no cerrado

    As lições de Argemiro
    Argemiro Ribeiro Dias está sempre arrumado. O chapéu de feltro, a camisa social e o sapato de bico fino acompanham a cordialidade para receber as visitas. Em 79 anos de vida, ele aprendeu que o respeito é fundamental em qualquer relação. Com o cerrado, não poderia ser diferente.

    Ele mora em Monte Alto, um distrito de Padre Bernardo (GO). Há 20 anos, tem um sítio que conseguiu via reforma agrária. Argemiro fez do cerrado o jardim de sua propriedade. Nos 18 hectares de terra que a família possui, ele optou por preservar 14. Nos outros quatro, concentra a sua casa e as dos filhos e a plantação de frutas e verduras orgânicas.

    “Sou de Montes Claros (MG), mas fui criado em Unaí (MG). Lá tinha de tudo, tinha muito pequizeiro. Comecei a perceber que o desmatamento estraga o solo, afasta a umidade da terra e abaixa as águas, por isso, deixamos a mata de pé”, explica Argemiro.


    (*) Flávia Maia – Fotos – Arthur Menescal – Google  – Correio Braziliense -  Ilustração: Blog - Google

    Rodrigo Rollemberg Feliz 2018! - Saia justa para Cristovam

    Feliz 2018!
    Depois de assistir à mobilização de adversários, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) resolveu também começar a montar o seu grupo político. Na sala reservada do Francisco, da 402 Sul, ele se reuniu ontem com aliados potenciais para as próximas eleições: os presidentes do Solidariedade, deputado Augusto Carvalho, do PV, Eduardo Brandão, e do PSB, Tiago Coelho, além da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, secretária de Projetos Estratégicos do GDF. “Esses partidos estão no governo e têm princípios e propósitos comuns. A partir da construção desse núcleo, vamos buscar ampliar essa composição”, disse o governador à coluna. Rollemberg quer atrair também o Pros. Com a união desses partidos, ele terá mais tempo de televisão do que em 2014.

    Saia justa para Cristovam
    Com a denúncia de que fez sexo com uma adolescente, o petista Wilmar Lacerda deixou o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) (foto) numa saia justa. Ao se licenciar do mandato, como está previsto, deixando em seu lugar alguém com essa mácula, Cristovam começa a peregrinação para “mudar o país” e se candidatar à Presidência da República dando explicações. Se desistir do projeto, estará condenando o seu suplente. Cristovam também poderá ser questionado por abrir a vaga a um petista que recebeu dinheiro do mensalão para financiar as despesas do partido, quando esteve na Presidência. Situação complicada.

    Ana Maria Campos – Fotos: Carlos Vieira/CB/D.A.Press – Helio Montferre/CB/D.A.Press - Correio Braziliense 

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