Bem-vindos ao ponto de partida. Passados os dias de padrão Fifa e sem os prometidos legados da Copa, a população da grande Brasília volta a sentir na pele os efeitos do persistente caos do transporte público.
Mais do que provocar engarrafamentos monstruosos em todas as vias do DF, a paralisação inoportuna e sem aviso prévio, conforme exigência da própria Justiça, deixa, mais uma vez, a população refém das pendengas entre rodoviários e empresários do setor.
Atrasos no pagamento, valores baixos dos tíquetes, acordos não cumpridos ou quaisquer outros motivos alegados não deveriam nem poderiam fazer dos usuários dos transportes públicos os reféns úteis para acertos trabalhistas.
Infelizmente a renovação da frota de ônibus não foi seguida por renovação do pessoal que opera as linhas. Acostumados a ter as reivindicações sempre atendidas de pronto, a categoria, com seu sindicato à frente, não demonstra consideração pelos passageiros quando o assunto é greve. Certos do estrago que promovem na economia da cidade e contando com a sempre boa vontade da Justiça, os sindicalistas contam com o apoio da população que foi readmitida quando houve a renovação das linhas.
Até os antigos direitos trabalhistas foram reconhecidos pela nova gestão. Para não fugir da máxima que diz que “a ingratidão é um tigre”, os mesmos motoristas e cobradores decidiram, na calada de suas assembleias, surpreender a população com a decretação de um movimento paradista.
Quase 700 mil pessoas, em mais de 18 regiões administrativas, ficaram a pé.
Também pego de surpresa, o GDF tentou correr do prejuízo com os remendos de sempre. O portal do DFTrans era o retrato da greve plena. Uma página branca. Ninguém sabe, ninguém se importa.
Fonte: "Visto, lido e ouvido"Ari Cunha com Circe Cunha - Correio Braziliense - 17/04/2014
Mais do que provocar engarrafamentos monstruosos em todas as vias do DF, a paralisação inoportuna e sem aviso prévio, conforme exigência da própria Justiça, deixa, mais uma vez, a população refém das pendengas entre rodoviários e empresários do setor.
Atrasos no pagamento, valores baixos dos tíquetes, acordos não cumpridos ou quaisquer outros motivos alegados não deveriam nem poderiam fazer dos usuários dos transportes públicos os reféns úteis para acertos trabalhistas.
Infelizmente a renovação da frota de ônibus não foi seguida por renovação do pessoal que opera as linhas. Acostumados a ter as reivindicações sempre atendidas de pronto, a categoria, com seu sindicato à frente, não demonstra consideração pelos passageiros quando o assunto é greve. Certos do estrago que promovem na economia da cidade e contando com a sempre boa vontade da Justiça, os sindicalistas contam com o apoio da população que foi readmitida quando houve a renovação das linhas.
Até os antigos direitos trabalhistas foram reconhecidos pela nova gestão. Para não fugir da máxima que diz que “a ingratidão é um tigre”, os mesmos motoristas e cobradores decidiram, na calada de suas assembleias, surpreender a população com a decretação de um movimento paradista.
Quase 700 mil pessoas, em mais de 18 regiões administrativas, ficaram a pé.
Também pego de surpresa, o GDF tentou correr do prejuízo com os remendos de sempre. O portal do DFTrans era o retrato da greve plena. Uma página branca. Ninguém sabe, ninguém se importa.
Fonte: "Visto, lido e ouvido"Ari Cunha com Circe Cunha - Correio Braziliense - 17/04/2014