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Arruda x Filippelli - "Bate-boca na madrugada"

Arruda x Filippelli 
A renúncia de Jofran Frejat (PR) à candidatura ao Buriti abriu uma guerra entre dois políticos tradicionais do Distrito Federal. De um lado, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB). De outro, o ex-governador José Roberto Arruda (PR). Eles não são protagonistas das chapas. Mas, nos bastidores, lideram negociações em torno de candidaturas a governador. Disputam aliados nacionais e locais, partidos e estrutura. Esse embate resultou numa divisão do grupo que apoiava Frejat. Filippelli lançou o ex-presidente da OAB/DF Ibaneis Rocha (MDB) ao GDF. 

Arruda é o mentor da candidatura do deputado Alberto Fraga (DEM/DF). Os dois batem o pé em torno de seus projetos. Sem acordo. A disputa pessoal e política não é de hoje. Ambos são do setor de obras e oriundos do grupo político de Roriz. Em 2006, quando Joaquim Roriz preparava um sucessor, os dois brigaram pelo apoio do cacique. Roriz lançou Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Mas não se empenhou em elegê-la. Naquela eleição, Arruda venceu no primeiro turno. Mas todo mundo conhece o fim da história. Veio a Caixa de Pandora. Agora, eles estão juntos como alvos da Operação Panatenaico. Na política, vão travar uma nova queda de braço até outubro.

Bate-boca na madrugada
As negociações no grupo que se dividiu entre Ibaneis Rocha e Alberto Fraga tomaram toda a segunda-feira e a madrugada de ontem. A reunião com a presença de Arruda, Paulo Octávio, Fraga, Ibaneis e vários outros interlocutores pegou fogo. Houve muito bate-boca e dedo na cara. Depois surgiram muitas histórias. Os dois lados se atacaram e apontaram a truculência e arrogância dos opositores.

Disputa pelo PP
O PP, partido do ex-vice-governador Paulo Octávio, agora está no meio da disputa entre Tadeu Filippelli e José Roberto Arruda. Sob o controle de Filippelli, o PP está fechado com a candidatura de Ibaneis Rocha, junto com o Avante. Anna Christina Kubitschek, mulher de Paulo Octávio, foi convidada a ser vice do ex-presidente da OAB/DF. Mas agora também está cotada para integrar a chapa de Alberto Fraga, como a número dois. Entre Ibaneis e Fraga, Paulo Octávio prefere o segundo. Ele vai trabalhar dentro do partido para seguir na campanha ao lado de Arruda, de quem foi vice, entre 2007 e 2009. (Fora da disputa) O empresário Paulo Octávio (PP) não vai disputar a eleição. Ele foi incentivado a entrar na campanha a uma vaga de deputado federal. Mas não vai tentar.

Ciro Nogueira vai decidir
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, terá de decidir essa disputa. O argumento do grupo de Fraga é de que, ao lado de Ibaneis Rocha, a legenda terá menos condições para eleger um deputado federal. A coligação levará à vitória de Tadeu Filippelli e sacrificará os demais candidatos do PP à Câmara, Celina Leão e Olair Francisco. Arruda, Fraga e Paulo Octávio estão em campo para convencer Ciro. Mas o senador que comanda o PP tem uma forte ligação pessoal e política com Ibaneis Rocha. Uma amizade de conterrâneos. Ibaneis chegou a cogitar disputar o Senado pelo PP do Piauí. Acreditava que, ao lado de Ciro Nogueira, teria uma vitória tranquila. Ele, no entanto, preferiu começar a trajetória política no DF e mudou o domicílio eleitoral para Brasília no ano passado, a tempo de atender as regras da legislação eleitoral.

Trocou o quase certo pelo duvidoso
Muita gente acha que Alberto Fraga está jogando uma candidatura com muita chance de vitória para o Senado para se arriscar na disputa ao GDF, com um grupo pulverizado. 

Além dele e de Ibaneis Rocha, o campo político oriundo do governo Roriz tem dois outros representantes: o deputado Rogério Rosso (PSD/DF) e a ex-distrital Eliana Pedrosa (Pros). Vai ser uma pedreira. 


Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” - Correio Braziliense - 






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