Cabo eleitoral
Sinais que mostram muito
Risco
Bolsonaro ajuda e atrapalha
Dupla jornada
Convite para vice
A ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão Leany Lemos (PSB) estava
animada com o projeto de candidatura ao Senado. Fez várias reuniões, estava
assídua nas redes sociais e construiu um discurso de defesa das minorias. Mas,
de possível candidata do PSB à Presidência da República, Leany virou suplente
de Leila do Vôlei como candidata ao Senado. Ela, no entanto, não perdeu a
esportiva. Vai fazer campanha e até publicou um textão no Facebook. “Alguns me
cumprimentaram pelo desprendimento, ao concordar prontamente com a indicação,
outros, apoiadores mais próximos, não se conformam com a mudança”, disse. “Leila
é leal, como eu. Eu a vi defendendo o governo diversas vezes. Ela lutou dentro
do governo para que o melhor acontecesse. Ela não vira as costas, não dá
tapinha nem beliscão. Sabe liderar e sabe servir. Quantas pessoas têm essas
qualidades ao mesmo tempo, aqui e agora?”, apontou.
Cota para mulheres
Se for
eleita, Leila do Vôlei (PSB) será a primeira senadora do Distrito Federal. Na
suplência, duas mulheres. Ao lançar a candidatura da ex-secretária de Esporte e
Turismo, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) prometeu que, no segundo
mandato, metade de sua equipe será feminina.
Sinais que mostram muito
Pré-candidato ao Senado, o deputado Chico Leite (Rede) acredita que há
muita articulação política para formação das chapas, mas pouco debate sobre
princípios e projetos para a cidade. “Quem faz da composição da chapa um leilão
está dizendo à população que o mandato será um balcão de negócios”, aponta o
distrital.
Risco
O ex-governador José Roberto Arruda (PR) disse a aliados do seu grupo que não
registraria a candidatura com base apenas numa liminar que garantisse a
elegibilidade. Seria um risco de cair pouco antes da votação. Ele sabe que o
Ministério Público do DF acompanha sua trajetória com lupa.
Bolsonaro ajuda e atrapalha
Alberto Fraga (DEM/DF) analisa que Jair Bolsonaro (PSL) ajuda, mas fazer campanha
totalmente associado a ele pode ser fatal numa disputa ao GDF. Quem gosta ama e
quem não gosta odeia. Ele vai de Bolsonaro na sua base e de Geraldo Alckmin
entre o eleitorado menos radical.
Dupla jornada
Líder
do governo Rollemberg na Câmara Legislativa, o deputado Agaciel Maia (PR) foi o
anfitrião do almoço em que foi fechado o apoio do seu partido a Alberto Fraga
(DEM) como candidato ao Palácio do Buriti.
Pepsi
Aliados
de Rodrigo Rollemberg (PSB) contam uma história para quem não é eleitor do
governador, mas também não quer um dos candidatos da oposição. É como o freguês
que chega à lanchonete e diz: “Uma Coca-Cola bem gelada, por favor”. Aí o
vendedor diz: “Só temos Pepsi”. Um sujeito, com sede, para, pensa e diz:
“Então, me vê uma Pepsi”.
Selo
do diabo
A briga
nesta eleição será colar o selo do diabo em uma das candidaturas. A briga vai
ser grande. Será que o eleitor vai entender?
Jogo
de traições
Não faltaram traições na reta final das convenções. E muitas ainda virão
nesta campanha em que as chapas estão sendo fechadas no fim do prazo legal.
Peniel Pacheco foi um dos que só soube na última hora que havia, nas suas
costas, uma negociação com a candidatura de Eliana Pedrosa (Pros). Ficou
magoado por ter sido usado como candidato ao Buriti, enquanto o partido tratava
de coligações sem nem ser avisado.
Convite para vice
O
ex-presidente da OAB/DF Francisco Caputo foi convidado para ser vice de Alberto
Fraga (DEM/DF) ou candidato ao Senado na chapa. Seria um representante do PR.
Ele consultou um grupo próximo de amigos e decidiu não entrar na disputa. Vai
ficar mergulhado na eleição da OAB/DF, como aliado de Délio Lins e Silva
Junior, que concorre na sucessão de Juliano Costa Couto.
Ana Maria Campos – Coluna “Eixo
Capital” – Fotos:Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press - Breno Fortes/CB/D.A.Press - Heuler Andrey/AFP - - Correio Braziliense
