O
presidente Lula deu uma entrevista nesta segunda-feira para o SBT. Quando o
teor da entrevista foi divulgado, a bolsa, que estava subindo, com bons
resultados das ações da Petrobras, despencou. O presidente Lula conseguiu mais
uma vez derrubar a bolsa e o valor patrimonial da Petrobras. Já foram uns R$ 56
bilhões em valor de mercado. O que ele disse? Que a Petrobras não tem de pensar
só nos acionistas, tem de pensar em investir.
Imaginem
qualquer sociedade anônima neste mundo que resolva dizer “nós não temos de
pensar só nos acionistas, não. Temos de pensar em investir”. Investir, por
exemplo, em coisas como a Refinaria Abreu e Lima. Sabem quem dá o capital para
a Petrobras? A ação. Isso no mercado primário, claro, mas o mercado secundário
estimula o mercado primário quando vai pedir dinheiro para os acionistas. A
União é acionista da Petrobras, mas ela é uma empresa de capital aberto, não é
uma estatal em si que é autarquia. Com essa história de derrubar ações da
Petrobras, Lula 3 está superando Dilma 2. Teve reunião com o presidente da
Petrobras, com o ministro da Fazenda, sobre distribuição de dividendos, e aí
“não, vamos investir”. Isso desestimula o mercado de ações que garante a
capitalização das empresas.
E
Lula ainda xinga o mercado por coisas que não têm nada a ver. “Será que eles
não têm pena dessas meninas de 12 e 13 anos que vendem o corpo para comer? Será
que o mercado não tem pena dos que dormem na sarjeta?” Não sei, eles comem
gasolina, diesel, gás de cozinha? O gás de cozinha serve para esquentar a
comida, pelo menos. E ele aparece com um número, 735 milhões de pessoas que não
têm o que comer. Imagino que seja em todo o mundo, ele deve ter visto em algum
lugar. Eu fico pensando se ele e o Biden não estão disputando uma corrida para
ver quem ganha.
Em
Nova York tem Janja; em Washington, parlamentares brasileiros em defesa da
liberdade de expressão
A
primeira-dama Janja está representando o Brasil em uma reunião da ONU sobre
mulheres, é a nossa nova política externa. Enquanto isso, em Washington estão
19 parlamentares que foram para lá dar entrevistas, para contar a situação do
devido processo legal, do Estado Democrático de Direito, da censura e da
liberdade de expressão aqui no Brasil.
Deixar
a Ferrogrão parada é coisa de quem detesta o Brasil: Há muito tempo está
parada a Ferrogrão. Uma ferrovia de 933 quilômetros, que vai de Sinop – que eu
vi nascer e hoje é uma exuberância de riqueza e produção – ao Porto de Mirituba
(PA), para exportação. A ferrovia vai substituir alguns milhares de caminhões,
deixando mais barato o transporte e mais competitiva a soja, o milho, o
algodão, os produtos brasileiros daquela região. É do tempo da Dilma, mas está
parada, porque o PSol entrou no Supremo e conseguiu uma liminar. Continua
parada até agora, e vai continuar assim, porque dos 933 quilômetros há 53 que
bordejam uma reserva indígena, e aí haveria obras.
Quem
não preza a soberania do Brasil detesta rodovia e ferrovia. A conquista do
Brasil foi feita primeiro com o pé do bandeirante, que ia buscar pedras
preciosas; depois, com a pata do boi; depois, com as rodovias do Juscelino,
entrando até Brasília; e, agora, com as ferrovias. Não existe país vazio, o
vácuo vai ser ocupado. Quem tem de ocupar é a nação brasileira, e isso se faz
primeiramente com rodovias e ferrovias.