Lula deixa exportadores brasileiros de lado para apoiar Maduro
Lula saiu da COP 30 e foi para a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Santa Marta, na Colômbia. De um lado e de outro eventos esvaziados. Tinham poucos presidentes da República na Celac. Os presidentes do Uruguai e do Chile não foram. O do Paraguai também não, porque participou da posse do presidente da Bolívia.
A presidente mexicana, que é de esquerda, tampouco esteve presente. Foi uma reunião para defender o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Lula se queixou da ação americana no Caribe, dizendo se tratar de uma intervenção militar. A operação é, na verdade, para evitar que a droga chegue nos Estados Unidos. O que acontece com isso?
Lula briga com os Estados e os pobres dos exportadores brasileiros, como disse o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, vão ficar meses na espera por uma resolução para o tarifaço. Parece que Lula não se importa muito. Ele quer fazer política, estar no palanque.
E deve estar no palanque errado, porque defende — de novo, ele é coerente — a droga. Se os Estados Unidos combatem a droga, Lula defende, como defendeu ao chamar a megaoperação da polícia do Rio de Janeiro de “desastrada” e de “matança”. A maciça maioria da população, 87% dos moradores do morro, aprovaram a ação.
Enquanto isso, cada vez mais se restringe a exportação brasileira. No primeiro mês com tarifas em vigor, que foram só 15 dias de agosto, a queda foi de 18%. No segundo mês, em setembro, a redução foi de 20%. Agora, a queda nas exportações é de 38%. É uma perda muito grande e significa que impacta empregos e empresas brasileiras que vivem de exportar para os Estados Unidos.
Amigos de Lula no alvo do Departamento de Justiça dos EUA:Já os amiguinhos de Lula, o pessoal da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, estão sendo investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Quatro grandes frigoríficos são acusados de cartel, uma vez que o rancheiro americano, criador de gado, está ganhando menos pela carne vermelha enquanto o preço sobe no supermercado.
Os irmão Batista são apoiadores de Lula, inclusive, foram até ele e disseram que poderiam levar recados ao presidente americano. Trump cumprimentou, mas pediu para o Departamento de Estado verificar.
Juiz não tem que se meter na política: Um juiz de Brasília mandou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) remover uma publicação do X, na qual afirmava que PT significa “Partido dos Traficantes”. O artigo 53, da Constituição, estabelece que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.
O juiz da Vara Cível não é constituinte, mas disse que a inviolabilidade só vale no âmbito da Câmara dos Deputados. Não é o que está escrito na Constituição. A inviolabilidade é absoluta, no universo. Urbi et orbi.
O editorial do Estadão, deste domingo (9), destaca que um juiz não tem que se meter na luta política: “Democracia implica confronto de discursos, ainda que sejam ásperos, exagerados, injustos ou mesmo mentirosos. A Justiça não tem o papel de policiar o discurso de deputados eleitos pelo voto popular, muito menos de higienizar o debate público”.
Gilmarpalooza: Refugiado interrompe evento de Gilmar Mendes na Argentina: Um refugiado brasileiro interrompeu um evento de Gilmar Mendes, em Buenos Aires, para dizer que está sendo acusado injustamente por Alexandre de Moraes. O homem será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre os dias 14 e 25 de novembro pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Ele é acusado por suposto uso de substância inflamável; deterioração de patrimônio tombado; dano qualificado pela violência e grave ameaça; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado. Durante o protesto, o homem relatou que não entrou em prédios públicos e que está sendo acusado sem provas, assim como outros. O auditório ouviu em silêncio.
Quando a equipe de segurança se aproximou, ele disse que não faria mal a ninguém e que só queria dizer que está longe dos filhos há três anos por causa dessa perseguição. O homem saiu do evento e foi embora. Gilmar não respondeu, passou a palavra para a pessoa seguinte, que era o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.
O evento é promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição fundada pelo ministro. O evento não foi nos Estados Unidos, porque Gilmar já não tem mais o visto. Agora, ele vai correr o risco de ter pessoas que fugiram para Portugal, Espanha, Estados Unidos, protesto em seus eventos.
No dia 8 de janeiro de 2023, elas fizeram uma manifestação que é permitida pela Constituição, não estavam armadas. Os que praticaram dano ao patrimônio público têm que pagar, mas devem ser identificados e tem que haver prova de que eles fizeram o dano.



