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Nação sob sedativo

Nação sob sedativo 

Precisei fazer uma broncoscopia nesta quarta. Conversava tranquilamente com o médico quando a enfermeira avisou que o sedativo tinha entrado no meu sistema. Em coisa de poucos segundos eu apaguei, e só acordei depois, quando todo procedimento já tinha terminado. Pensei no Brasil: somos uma nação sob sedativo! 

Só isso explica a normalização de tanto absurdo. Senão, vejamos: vazou um contrato de R$ 3,6 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família de Moraes, mas ficou por isso mesmo. Vida que segue! O ministro é até convidado para patrono em formatura na USP. É como se nada tivesse acontecido. As elites tomaram fentanil? 


Aí vem o escândalo envolvendo Dias Toffoli. O resort que "era" de sua "família" foi supostamente vendido para um advogado ligado aos irmãos Batista da JBS, e havia participação de fundo ligado ao Master. A cunhada do ministro descobre ao vivo que seu marido era "laranja" do irmão, pois ela garante que não eram sócios de nada - olha a casa simples!

 

"O tal resort, dizem funcionários ouvidos pelo Metrópoles, pertencia na prática ao Dias Toffoli, que tinha até uma casa de luxo reservada a ele no local, além de um barco" 


O mesmo Toffoli pega carona em jatinho com advogado do Master, e no dia seguinte coloca tudo sob sigilo - por onde anda Augusto de Arruda Botelho, aliás? Toffoli decide que as provas colhidas pela Polícia Federal precisam chegar a ele lacradas. Sob pressão, transfere para a PGR a missão, e ainda sob repercussão negativa, escolhe seus próprios peritos na PF. 


O tal resort, dizem funcionários ouvidos pelo Metrópoles, pertencia na prática ao Dias Toffoli, que tinha até uma casa de luxo reservada a ele no local, além de um barco. O ministro passou quase 200 dias lá desde 2022! Recebia muita gente, dava festas - ou trabalho, como confessou uma funcionária. O resort tinha até uma espécie de cassino! Com a "venda" do estabelecimento, quase R$ 34 milhões foram transferidos para paraíso fiscal. 


O tal resort, dizem funcionários ouvidos pelo Metrópoles, pertencia na prática ao Dias Toffoli, que tinha até uma casa de luxo reservada a ele no local, além de um barco O mesmo Toffoli pega carona em jatinho com advogado do Master, e no dia seguinte coloca tudo sob sigilo - por onde anda Augusto de Arruda Botelho, aliás? Toffoli decide que as provas colhidas pela Polícia Federal precisam chegar a ele lacradas. Sob pressão, transfere para a PGR a missão, e ainda sob repercussão negativa, escolhe seus próprios peritos na PF. 


O tal resort, dizem funcionários ouvidos pelo Metrópoles, pertencia na prática ao Dias Toffoli, que tinha até uma casa de luxo reservada a ele no local, além de um barco. O ministro passou quase 200 dias lá desde 2022! Recebia muita gente, dava festas - ou trabalho, como confessou uma funcionária. O resort tinha até uma espécie de cassino! Com a "venda" do estabelecimento, quase R$ 34 milhões foram transferidos para paraíso fiscal. 


Mas a discussão no STF é transferir o caso para a primeira instância para "dar uma saída honrosa ao ministro". Oi? O debate sobre a competência de foro não é técnica, mas sim política? E o objetivo é só estancar a destruição da imagem do Supremo? E Fachin ainda quer falar em código de ética, diante de casos claros de corrupção?

 

Tentar imaginar como essas notícias seriam tratadas nos Estados Unidos caso dois justices da Corte Suprema estivessem envolvidos em escândalos semelhantes é constatar que o Brasil não é um país sério, que quadrilhas tomaram de assalto as instituições - inclusive o STF - e que boa parte das elites está sob sedativo.

 

Sei que esse alerta vai se tornando repetitivo, mas se não houver consequências para escândalos tão bizarros é porque o país não tem jeito mesmo...



Rodrigo Constantino - (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) - Gazeta do Povo 


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