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  • quinta-feira, 17 de setembro de 2015

    Cinco perguntas para... Governador Rodrigo Rollemberg

    Rollemberg gravou entrevista na redação do Correio: discurso otimista mesmo com medidas impopulares

    A inflação está chegando a dois dígitos. Agora, as tarifas vão ficar mais caras. Como o senhor quer o apoio do povo?
    Estamos tomando medidas que são duras, reconhecemos. Mas elas são necessárias para o momento que vive o Distrito Federal. Como todos sabem, herdamos um rombo enorme do governo passado, de R$ 3 bilhões, em relação ao orçamento de 2014, e de R$ 3,5 bilhões, sobre o deste ano. Para você ter uma ideia, no orçamento deste ano, estavam previstos gastos com pessoal na ordem de R$ 16, 8 bilhões. Na verdade, contudo, a despesa efetiva é de R$ 19,3 bilhões. Somente aí há um deficit de R$ 2,5 bilhões.

    Com a máquina mais enxuta, a gestão do GDF está boa?
    Isso é um permanente processo de aperfeiçoamento. Temos que evoluir muito ainda. A parte tecnológica do GDF é precária e defasada. Tivemos o grande escândalo da Caixa de Pandora justamente em cima de contratações na área de tecnologia da informação. Além do prejuízo moral, a corrupção não permitiu que o governo implantasse uma infraestrutura tecnológica, que daria velocidade à máquina pública e diminuiria nossos gastos. Também temos a burocracia a enfrentar, é importante para o setor produtivo que tenhamos mais agilidade.

    Vai ter mais cortes?
    Sem dúvida temos mais despesas a serem cortadas, muitas estruturas a serem otimizadas para reduzir o custeio da máquina pública. Isso é um esforço permanente que estamos fazendo. Criamos o Comitê de Governança do governo para ser mais rigorosos com os gastos públicos. E foi isso que nos permitiu chegar até aqui.

    Tem uma luz no fim do túnel? Até o fim do ano que vem a situação vai melhorar?
    Esse é nosso objetivo. Estamos fazendo muito esforço, sacrifício interno. No início do governo, diminuímos de 38 para 24 o número de secretarias, cortamos 4 mil cargos comissionados. Com isso, já economizamos R$ 113 milhões. Devolvemos carros alugados, reduzimos 1 milhão de litros de combustível, diminuímos viagens, apoio a evento. Reduzimos em R$ 800 milhões o custeio da máquina, mas foi insuficiente. Vamos cortar mais, e na própria carne: vamos receber salário 20% menor, também vamos cortar em 20% a despesa com comissionados. Tudo isso é parte do esforço para equilibrar as contas do DF.

    Confia no poder de recuperação da cidade?
    Quero dizer que tenho muita confiança na capacidade de realização do povo brasiliense, na nossa capacidade de união. E se JK foi capaz de reunir o que havia de melhor no Brasil e conseguiu construir uma cidade que se transformou rapidamente em Patrimônio da Humanidade, tenho convicção que essa mesma população, unida, vai superar os desafios e construir dias melhores para Brasília.


    Por: Dad Squarisi – Foto: Luis Tajes/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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