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  • terça-feira, 28 de março de 2017

    Governador Rollemberg vistoria obras no Trevo de Triagem Norte - (Galeria de Fotos)

    O governador Rodrigo Rollemberg esteve, na manhã desta terça-feira (28), nos canteiros onde ocorrem as obras do Trevo de Triagem Norte. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

    Trabalhos estão 10% executados. Previsão é concluí-los até 2018, mas a ideia é fazer entregas parciais antes disso

    As obras do Trevo de Triagem Norte atingiram cerca de 10% de execução. Para conferir o andamento do serviço, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, esteve na manhã desta terça-feira (28) nos canteiros onde ocorrem as intervenções.

    Rollemberg assistiu a uma apresentação sobre o projeto e foi aos dois viadutos que estão prontos. “É a maior obra viária do Distrito Federal e, quando concluída, vai melhorar muito a mobilidade para quem mora ou precisa acessar a região norte de Brasília”, enfatizou o governador.
    O projeto prevê a remodelação da Ponte do Bragueto, a revitalização de 10 quilômetros de pavimento e a construção de duas pontes, 13 viadutos, 6 quilômetros de ciclovias e 17 quilômetros de vias. “Um dos destaques foi a adaptação de parte do projeto para atender a solicitações dos ciclistas”, contou Rollemberg.
    O governador ressaltou que as intervenções não afetaram as áreas de preservação ambiental, por ser uma obra licenciada e que cumpriu todas as exigências feitas pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
    No fim de janeiro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios recomendou a paralisação das atividades no Trevo de Triagem Norte para esclarecimentos. O Ibram não considerou necessária a interdição e encaminhou as devidas respostas no início da semana passada.
    Previsão de entrega do Trevo de Triagem Norte
    Trabalhos estão 10% executados. Previsão é conclui-los até 2018, mas a ideia é fazer entregas parciais antes disso. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

    Com o objetivo de desafogar o trânsito beneficiando 100 mil condutores por dia, as obras foram iniciadas em maio de 2014, paralisadas no fim daquele ano e retomadas em junho de 2016. A previsão é que tudo seja concluído até 2018.
    Mas haverá entregas parciais. “Apesar dessa data, pretendemos entregar gradualmente os trechos que ficarem prontos, como será em relação às intervenções do fim da Asa Norte”, explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Luduvice.
    As benfeitorias vão permitir a criação do Expresso Norte, que beneficiará cerca de 200 mil pessoas. A fase atual é de captação de recursos, pois depende de liberação do governo federal.
    O próximo passo, já com o projeto pronto, é abrir licitação. “Assim, a gente segue priorizando o transporte coletivo, com a meta de aumentar sempre a fluidez”, destaca o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno.
    Trevo de Triagem Norte e Ligação Torto-Colorado
    O Trevo de Triagem Norte é composto por dez obras, entre pontes, viadutos e túneis. O objetivo é distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto, levando ao Eixão Norte e Sul, à W3, aos Eixinhos Leste e Oeste e à L2.
    Somadas às passagens previstas na Ligação Torto-Colorado — construção de uma pista marginal à DF-003 e de novos acessos aos condomínios —, serão 23 intervenções.
    As benfeitorias no Trevo de Triagem Norte e na Ligação Torto-Colorado vão custar, ao todo, R$ 207 milhões — R$ 146 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 51 milhões de contrapartida do governo de Brasília e R$ 10 milhões da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap).

    Galeria de Fotos: - (  goo.gl/P3TH6K  ) 











    Agência Brasília

    segunda-feira, 27 de março de 2017

    O governador Rodrigo Rollemberg anunciou nesta segunda-feira (27) mudanças em seu secretariado. Confira o perfil dos novos secretários:

    O novo secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Antônio Valdir Oliveira Filho; o governador Rodrigo Rollemberg; o futuro secretário da Segurança Pública e Paz Social, Edval de Oliveira Novaes Júnior; e o atual secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, que assume a Secretaria de Justiça e Cidadania. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

    O governador Rodrigo Rollemberg anunciou nesta segunda-feira (27) mudanças em seu secretariado. Confira o perfil dos novos secretários:

    Antônio Valdir Oliveira Filho
    Antônio Valdir Oliveira Filho, bacharel em Administração de Empresas pela UniDF (Brasília-DF), assume a Secretaria de Estado de Economia e Desenvolvimento Sustentável. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, é o atual Superintendente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Distrito Federal.

    No Banco, trabalhou na Unidade de Negócios com Governo, tendo como responsabilidade a interface com o Ministério do Trabalho e Emprego no Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER). Participou da elaboração do projeto Salas do Empreendedor e do programa de apoio às cooperativas.

    Gerenciou a área responsável pela geração de emprego e renda (Assistência a Comunidades Urbanas e Rurais) e a montagem da rede de intermediação do projeto de apoio ao microcrédito, com a elaboração de guias para a sociedade civil organizada.

    Participou em 2003 do grupo de trabalho que deu origem ao primeiro banco brasileiro especializado em microfinanças: o Banco Popular do Brasil. Foi gerente da área de Desenvolvimento de Produtos e Serviços de Microfinanças e de Microcrédito do Banco Popular do Brasil, entre 2005 e 2006.

    Ex-presidente da Associação Brasileira de Sebraes Estaduais (ABASE), integrou em 2006 a equipe responsável pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, no Ministério do Trabalho e Emprego. Foi ainda assessor master da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, em 2007.

    Arthur Bernardes
    Atual secretário de Estado de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes será transferido para a Secretaria de Estado de Justiça.
    Advogado tributarista, com especialização em políticas públicas e nascido em Brasília, Arthur Bernardes trabalhou na Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério da Educação, em 2001, nas áreas de capacitação, desenvolvimento e ensino tecnológico.

    Foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD 2001-2002) e integrou o conselho deliberativo do Sebrae no Distrito Federal, em 2007.

    Além disso, foi diretor, chefe de gabinete e administrador regional de Ceilândia. Ocupou ainda os cargos de secretário-geral e diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (2009-2010) na Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

    Edval de Oliveira Novaes Júnior
    Ex-subsecretário de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro na gestão do então secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame, o delegado da Polícia Federal Edval de Oliveira Novaes Júnior assumirá a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do governo de Brasília.

    No cargo ocupado no governo fluminense, Edval Novaes implantou o Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Segurança. Trata-se do órgão central das atividades de comando e controle das ações de segurança, mobilidade urbana e defesa social no Rio para a Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014, Jornada Mundial da Juventude, com a visita do Papa Francisco, e Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. É o atual secretário de Segurança da Prefeitura de Duque de Caxias.

    Ainda como subsecretário, esteve no comando da Subsecretaria de Inteligência (2007 a 2008). Formado em Direito pela Universidade de Caxias do Sul, ficou na ativa como tenente do Exército Brasileiro por um período de cinco anos – hoje está na reserva não remunerada.

    Foi responsável pelo projeto de atualização do Sistema de Radiocomunicação Crítica das forças de segurança, que abrigou as radiocomunicações do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. Tal projeto foi premiado pela “International Critical Communications Awards 2016 – Best Use of Control Room Systems”.




    Governador Rollemberg autoriza projeto do Zona Azul para estacionamentos rotativos na área central

    Depois de 15  anos de debate sobre a cobrança de estacionamentos nas áreas centrais de Brasília, o GDF começou o processo de implantação do sistema Zona Azul. O governador Rodrigo Rollemberg autorizou o lançamento do edital de chamamento público para convocar empresas a atuar nesse modelo. O deficit de vagas nos setores centrais da capital federal chega a 30 mil.
    Os interessados terão que elaborar os estudos de viabilidade e entregar os projetos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica. Os dados deverão mostrar como será implantado o sistema e como será feita a operação e a manutenção dos estacionamentos rotativos pagos no Distrito Federal. O projeto está sob o comando do secretário de Cidades, Marcos Dantas. Ele foi secretário de Mobilidade antes de assumir a pasta que controla as administrações regionais e, por isso, herdou a responsabilidade pela adoção do sistema de vagas rotativas.
    Polêmica sobre estacionamentos - O tema é debatido desde a gestão do ex-governador Joaquim Roriz. Em 2003, o GDF criou o modelo de rotativos com o nome de Vaga Fácil. Mas a cobrança pelas vagas gerou confusão e muita polêmica, com carros do Detran apedrejados. A lei que autorizava o sistema foi questionada em uma adin pelo Ministério Público do Distrito Federal e o Tribunal de Justiça do DF considerou a legislação inconstitucional.
    Desde então, as sucessivas administrações vêm buscando uma saída legal para cobrar pelo uso das vagas. Além de arrecadar, o objetivo é oferecer opções de estacionamento em regiões onde há grande demanda e pouca oferta, como o Setor Comercial Sul.
    Avanço das PPPs - O sistema do Zona Azul é uma das parcerias público-privadas prometidas pelo governo desde o início desta gestão. Além dos estacionamentos rotativos, o GDF já autorizou parcerias com a iniciativa privada para PPP no Centro de Convenções, para a iluminação pública, para o Parque da Cidade e para a construção da rodovia Transbrasília. Muitos desses projetos tiveram prazo de apresentação de estudos prorrogado, a pedido dos interessados.

    Por Helena Mader - Foto: Carlo Vieira/CB/D.A.Press - Correio Braziliense

    Tudo pronto para o 9º Salão do #Artesanato

    Evento ocorrerá de 29 de março a 2 de abril, no Parque de Exposições do Parque da Cidade

    Dentro da programação comemorativa do Dia Mundial do Artesão, celebrado em 19 de março, um dos maiores eventos do calendário brasiliense voltado para o setor está de volta. O 9º Salão do Artesanato abre as portas de 29 de março a 2 de abril, no Parque de Exposições do Parque da Cidade, com entrada gratuita.

    A expectativa é que mais de 60 mil pessoas passem pelo local, em que estarão expostas obras de aproximadamente 1,5 mil profissionais de 17 unidades federativas do País. Além dos produtos, o visitante poderá participar de oficinas e prestigiar a gastronomia local e os espetáculos musicais. Esse último, sempre a partir das 21 horas.

    “Sendo uma das maneiras mais ricas de expressão da cultura de uma população, o artesanato também ajuda a movimentar a economia, com geração de emprego e renda. O Salão do Artesanato é uma oportunidade para promover esse intercâmbio cultural entre estados brasileiros, além de aquecer o mercado”, avalia o secretário de Turismo, Jaime Recena.

    Apoiadora do evento, a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, por meio da Unidade de Gestão do Artesanato, disponibilizará quase 80 artesãos para atuarem no Salão. No espaço dos mestres, os três profissionais homenageados da cidade confeccionarão os trabalhos na presença dos visitantes.

    Além da Pasta, o evento tem o apoio e participação do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado à Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa da Secretaria de Governo da Presidência da República, do SESC-DF e patrocínio cultural do Banco de Brasília (BRB).

    Mestres de Brasília
    Com o artesanato em madeira, Genolino da Silva Malta, de 65 anos, integra o trio dos mestres brasilienses. Além de trabalhar com produtos por encomenda, o profissional produz peças como mandala, espelho, baú e porta joia. Tudo utilizando a madeira como matéria-prima. Mesmo sendo o cerrado a fonte de sua produção, ele garante que não destrói a natureza.

    “Por exemplo, eu nunca retiro os cipós pela raiz e nem do mesmo local mais de uma vez seguida. Além disso, uso muito galhos caídos, restos de madeira que, para muitas pessoas, podem ser considerados lixos. Mas podem ter novas utilidades”, avalia. Os valores dos produtos variam de R$ 20 até a R$ 1,5 mil, dependendo da peça.

    Rosélia dos Santos Silva Mendes, 54 anos, Cleziânia Ribeiro de Lima Paiva, 38 anos, completam a representação de Brasília do espaço dos mestres. A primeira trabalha com fibra e conquistou um importante reconhecimento ao ser indicada quatro vezes para o Top 100 do Artesanato, um dos eventos mais nacionais mais importantes do setor.

    Roze, como é mais conhecida, tinha um olhar especial para os trabalhos manuais desde a infância. Entrou para o artesanato com a intenção de manter em seus produtos a identidade de Brasília sem esquecer a preocupação com o meio ambiente. Quase duas décadas depois, fazendo as próprias flores do cerrado, a empreendedora conquistou o seu espaço no mercado de trabalho.

    Cleziânia também descobriu cedo o talento para o artesanato. Desde os 12 anos, ela acompanhava a mãe produzindo utensílios domésticos em cerâmica e pensava que podia fazer peças iguais. Iniciou a labuta fazendo bustos e esculturas pequenas e, atualmente, trabalha com uma diversidade de produtos, todos feitos em cerâmica.

    “Gosto de trabalhar com temas do cotidiano, como mulheres amamentando, lavando roupas em pedra, como a realidade do setor rural. Mas também faço santos, principalmente, o São Francisco. Produzo por encomenda também”, diz. Com o cadastro de artesão, ela enxergou a possibilidade de sair de Alexânia (GO) para Brasília, em que reside no P Sul, Ceilândia.

    Além do espaço dos mestres, os artesãos de Brasília estarão expondo na área reservada para o Programa do Artesanato Brasileiro, com 13 profissionais; e no setor montado em parceria com as regiões administrativas do Distrito Federal, com até 50 artesãos.

    Saiba mais sobre a programação dos eventos paralelos:- Praça do Artesão – Quatro artesãos do DF foram convidados a dar vida a quatro praças de convivência no evento, utilizando técnicas e materiais diferentes. São eles: Zaqueu que trabalha com metal, Paulo de Paula, artista da cerâmica, Tião Piauí, mestre no cipó e Roberto do Bambú, que como o próprio nome já diz, faz arte com bambu.

    Oficinas - Serão coordenadas pelo SESC-DF, que oferecerá diariamente aulas de variadas técnicas e materiais para o público visitante. De maneira simples e com poucos recursos, será possível, até para leigos, aprender a fazer enfeites, bijuterias, acessórios e utilitários de forma divertida e prática.

    Programação dos shows:

    Dia 29/3 – Dudu Braga - RC Na Veia
    A banda formada por Alex Capella (vocal), Fernando Miyata (guitarra), Juninho Chrispim (baixo) e Dudu Braga (bateria), apresenta sucessos imortalizados por Roberto Carlos, como “Eu Sou Terrível”, “É Preciso Saber Viver”, “Esse Cara Sou Eu”, entre outras, trazendo arranjos repaginados com o baixo acentuado e a guitarra pesada, mas sem perder a essência.

    Dia 30/3 – Bruna Viola
    Uma das maiores violeiras da atualidade, a cantora e compositora cuiabana, Bruna Viola, é um destaque no cenário musical tocando modão de viola. Natural de Cuiabá, Bruna começou a tocar viola aos 11 anos e, de lá para cá, adotou a Viola como sobrenome artístico. No repertório, as famosas canções "Sessenta Dias Apaixonado", "Saudade da Minha Terra", "Telefone Mudo", entre outros modões.

    Dia 31/3– Banda Camafeu
    Uma mistura de samba reggae com axé music, assim podemos definir a banda brasiliense Camafeu. Com uma roupagem percussiva, o pop rock e sucessos da MPB ganham uma batida diferenciada. Criada em 2011, o vocalista Guga Camafeu está à frente da banda composta por 10 profissionais. No repertório, sucessos como Minha pequena Eva, Faraó, País Tropical e vários outros.

    Dia 1º /4 – Gabriel Correa
    O cantor brasiliense Gabriel Correa, semifinalista da quinta temporada do programa The Voice Brasil, saiu do pop-rock e hoje aposta no sertanejo pop, trazendo em seu repertório os sucessos de Lucas Lucco, Marília Mendonça, Luan Santana, Israel Novaes, Wesley Safadão, e outros. Ele já cantou com Fernando e Sorocaba e abriu um show de Marcos & Belutti.

    SERVIÇO
    9º Salão do Artesanato - De 29 de março a 2 de abril de 2017 - De quarta à sexta-feira, das 16 às 22 horas; sábado e domingo, das 10 às 22 horas.- No Parque de Exposições do Parque da Cidade - Entrada gratuita.- Informações no www.salaodoartesanato.com.br









    Foto: Lula Lopes / Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer

    VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO » Ciclistas correm perigo nas ruas

                Atropelamento de ciclistas alerta para a necessidade de mais segurança

    *Por Carolina Gama

    A pós dois ciclistas terem sido atropelados na via principal do Noroeste, na manhã do último sábado, foi reaberto o debate sobre a segurança de quem pratica o esporte, ou usa as bicicletas como meio de transporte, pelas ruas de Brasília. Esse é o terceiro acidente entre veículos e ciclistas só este ano. Dois deles com vítimas fatais. 

    Para o coordenador financeiro da Ong Rodas da Paz, Bruno Leite, uma das principais causas de acidentes envolvendo ciclistas é a alta velocidade das vias de Brasília. “O Noroeste, por exemplo, tem vias nas quais é permitido andar a 70km/h. Um ciclista atingido nessa velocidade pode ser fatal.” 

    Ele acrescenta que o governo local sempre aponta a criação de ciclovias como a solução do problema, mas ele defende que isso nem sempre é o suficiente. “Os ciclistas que treinam para competições não conseguem se limitar somente às ciclovias. Eles também têm direito a um espaço na rua”, reforça.

    Uma das vítimas do acidente, o educador físico André Pontes, 39, reforçou, que depois de viver esse triste episódio, é de extrema importância fazer campanhas voltadas para a conscientização no trânsito. 

    “O excesso de velocidade é algo que está me preocupando muito. As pessoas precisam entender que o trânsito é composto de ciclistas, de carros e de pedestres. Não tem como separar. Todos precisam ser conscientes. Precisamos de mais campanhas de valorização da vida. Por ter passado por uma situação tão delicada, a gente começa a pensar mais nessas coisas. As pessoas ultimamente estão muito individualistas”, lamentou.

    Sem segurança
    O atropelamento aconteceu quando um grupo de sete pessoas treinavam na via do Noroeste. Devido ao impacto com o carro, um modelo Land Rover, uma das vítimas, identificada como José Mário Quintão, 56, teve traumatismo cranioencefálico e precisou ser transportado de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) para o Hospital de Base de Brasília (HBB).  André Pontes também foi levado para o hospital com escoriações pelo corpo, fratura em uma das vértebras e com um quadro de pneumotórax (entrada de ar na membrana que recobre os pulmões, provocada, entre outras causas, por traumas torácicos).

    A lembrança do momento do acidente ainda é muito vaga para André. Ele conta que o amigo José Mário estava mais à frente do grupo e, enquanto ele fazia companhia para uma aluna iniciante no ciclismo. Ele conta que pediu para Zé fazer a volta em um balão perto de onde tudo aconteceu para reunirem o grupo. “Ele estava descendo a via, enquanto a gente subia. Foi quando o carro, que também descia, o atingiu. Para tentar desviar, o motorista cruzou as quatro faixas e me atingiu também. Sei que nós dois fomos arremessados para o alto.”

    Apesar dos ferimentos, André recebeu alta no próprio sábado, por volta das 15h. Mas a recomendação era de voltar ao hospital para que os médicos acompanhassem o quadro. Por política interna do hospital, não foram passadas informações do estado de saúde de José Mário.

    De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, o condutor declarou que José Mário não teria sinalizado e realizou uma manobra para o interior da via onde ele trafegava. Ele alega que se assustou e atingiu o pneu da frente da bicicleta. Na tentativa de desviar, virou o carro para a esquerda, provocando o segundo acidente. Ele permaneceu no local, prestou assistência e ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e para o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran). A polícia não divulgou a identidade dele.

    Memória
    Só nos três primeiros meses deste ano, pelo menos duas mortes de ciclistas foram registradas no Distrito Federal. Por volta das 14h40, em 7 de janeiro, a colisão entre uma carreta e uma bicicleta resultou na morte de um homem não identificado. Em 22 de fevereiro, um outro, de 45 anos, morreu após ser atropelado na QR 203/204, na Avenida Alagados, em Santa Maria. O acidente ocorreu no início da tarde. Não há informações sobre o nome da vítima, pois, segundo o Corpo de Bombeiros, ele estava sem documentos. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista do veículo, Mateus Sales dos Santos, 19 anos, alegou que, quando conduzia o carro pela faixa da esquerda, um ciclista atravessou na frente do automóvel “de forma repentina”. Como não conseguiu parar, acabou atropelando o homem. O passageiro do carro confirmou a versão.



    (*) Carolina Gama – Foto: WhatsApp-Reprodução – Correio Braziliense

    domingo, 26 de março de 2017

    Decisão afrontosa


    Por Circe Cunha

    “Se formos adotar o entendimento de afastar os distritais, antes seria preciso esvaziar o Congresso Nacional, já que, nesse caso, a complexidade das acusações indica que o julgamento final, provavelmente, vai ocorrer daqui a uns dez anos.” O parecer surpreendente para não pedir o afastamento imediato dos cinco deputados distritais, implicados no escândalo revelado pela Operação Drácon, foi feito pelo desembargador Humberto Ulhôa e, obviamente, serviu para relaxar a tensão entre os parlamentares acusados que estavam presentes ao julgamento no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

    A partir dessa justificativa, mesmo tendo o Tribunal aceito por unanimidade as denúncias por corrupção passiva contra os parlamentares, ficou claro, para todos e, inclusive, para os novos réus, que a impunidade geral, pela morosidade da Justiça, estava, mais uma vez, posta à mesa.

    À declaração para dar consequência natural ao gravíssimo episódio contra os recursos públicos vem se juntar o conhecido corporativismo da Câmara Legislativa, para que todo o rumoroso processo vá direto para o fundo da gaveta do esquecimento. É preciso salientar que essa decisão dos poderes de Estado vem em favor de indivíduos que a sociedade, formada por eleitores conscientes, quer afastados para longe de quaisquer cargos de relevância. Que representação popular podem ter indivíduos que atentam contra a ordem pública? A proteção, na forma de protelamento e pela ausência de um veredito incisivo, afronta os brasilienses e só serve para aumentar o descrédito do cidadão em relação à Justiça e aos políticos.

    Esses parlamentares, que agora passarão a responder por corrupção passiva, voltarão a exercer a plenitude de suas funções, de onde poderão fazer pressão para se livrar do processo. Continuarão desfrutando das conhecidas regalias, recebendo, como prêmio, altos salários e outras mordomias bancadas pelo contribuinte, inclusive, por aqueles que, em vão, buscam ser atendidos nos hospitais e escolas públicas depauperados ao extremo, pela ação criminosa.

    A Câmara Legislativa, da qual nada se espera de edificante em prol da cidadania, faz cara de paisagem e atribui ao tribunal a decisão soberana e final em manter o caso em suspenso pela próxima década. Essa situação vergonhosa vem se juntar a tantas outras protagonizadas pela Casa Legislativa no dia a dia e reforçam a ideia de que esse poder não serve ao cidadão. No máximo, tem dele se servido, para se locupletar por qualquer meio. Por essas e por outras que a população apelidou a Câmara local de “Casa do Espanto”. Isso não é democracia.


    ****
    A frase que foi pronunciada
    “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa.”
    (Jô Soares)




    (*) Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    sexta-feira, 24 de março de 2017

    Preocupação ambiental marca a primeira reunião pública sobre Orla Livre

    Reunião pública sobre o projeto Orla Livre na noite desta quinta-feira (23) durou mais de três horas com debates sobre as margens do Lago Paranoá. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

    "Encontro nesta quinta (23) debateu questões como preservação e proteção ecológica nas margens do Lago Paranoá, além de tirar dúvidas da população"

    A primeira reunião pública do projeto Orla Livre, realizada nesta quinta-feira (23), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, trouxe para debate questões relacionadas à preservação e proteção ecológica nas margens do Lago Paranoá.

    Líderes comunitários de regiões administrativas próximas ao manancial, como os Lagos Sul e Norte e o Paranoá, tiraram dúvidas sobre a implementação do complexo de lazer e serviços previstos perante os representantes do governo.
    O encontro, que durou mais de três horas, contou também com a presença dos titulares das Secretarias de Gestão do Território e Habitação, do Meio Ambiente e das Cidades, além dos da Casa Civil e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
    Com o intuito de trazer a população para dentro das discussões sobre o complexo do Orla Livre, a reunião pontuou assuntos como a preocupação ecológica em relação à desobstrução das margens do Paranoá.
    "O projeto prevê ações que viabilizam essa proteção com equipamentos de baixo impacto"- (Jane Vilas Bôas, presidente do Ibram)

    Segundo a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas, é importante manter a preservação e recuperação da vegetação na borda do lago, prejudicado com as construções e cercas. “O projeto prevê ações que viabilizam essa proteção com equipamentos de baixo impacto.”
    De acordo com a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, todo o plano será adequado seguindo as leis de silêncio, do meio ambiente e outras diretrizes que afetam direta e indiretamente o Orla Livre.
    Todo o projeto visa garantir e melhorar as múltiplas funções que o lago tem, como fornecimento de energia, mobilidade, lazer, turismo e, em breve, captação para abastecimento humano.
    Serão realizadas, ao todo, três audiências públicas para estabelecer as diretrizes do termo de referência do concurso de contratação da equipe de consultoria que atuará durante as intervenções nas margens do Lago Paranoá.
    "É mais uma oportunidade que a população tem de esclarecer dúvidas e obter informações" - (André Lima, secretário do Meio Ambiente)

    Essa é a fase final do processo iniciado virtualmente e que, de acordo com a Casa Civil, recebeu 201 participações.  “É mais uma oportunidade que a população tem de esclarecer dúvidas e obter informações”, sintetiza o secretário do Meio Ambiente, André Lima.
    O intuito do evento foi trazer a população para a discussão sobre como serão as diretrizes do termo de referência do concurso destinado a contratar a equipe de consultoria que atuará durante as intervenções nas margens do lago.
    O próximo encontro será em 30 de março com o tema Orla e a Cidade. Fechando o ciclo de debates, em 6 de abril, a reunião será sobre a Orla Integrada: Mobilidade, Cultura, Esporte, Turismo e Lazer.
    O que é o projeto Orla Livre
    O Plano Orla Livre tem como objetivo tornar o Lago Paranoá um ponto de encontro mais acessível, organizado e com diversas opções de lazer.
    A proposta reúne uma série de ações para revitalizar 38 quilômetros de margem do espelho d’água e também busca soluções de mobilidade para quem quiser chegar à região.
    Com as contribuições de enquete e consulta pública, o governo de Brasília pretende dar espaço para que a população possa propor modelos de ocupação na orla do lago.
    A proposta é ter acessos livres e projetos sustentáveis que permitam desenvolver pequenos negócios.

    Galeria de Fotos: - (   goo.gl/N2lUbH   )









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