• INÍCIO
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
  • ANUNCIE NO BLOG
  • COMENTÁRIOS
  • MAPA DO BLOG
  • segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

    #ENEM » A estudante nota 1000 de Ceilândia - "Entre os mais de 6 milhões que fizeram o teste alcançaram tal feito. Ela comemora também a vaga em medicina na Universidade de Brasília (UnB)."

    Moradora do Condomínio Por do Sol, em Ceilândia, Gabriela de Souza Ribeiro sempre se achou uma aluna mediana. Em 2016, no último ano do ensino médio, a garota de 17 anos decidiu estudar com mais afinco para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O resultado: tendo sempre estudado em escola pública, ela conseguiu a nota máxima de mil pontos na prova de redação. Só outros 76 entre os mais de 6 milhões que fizeram o teste alcançaram tal feito. Ela comemora também a vaga em medicina na Universidade de Brasília (UnB).

    Para o Enem, Gabriela assistiu a muitas vídeo-aulas. Pela internet também conheceu melhor temas da atualidade. Da guerra na Síria à atual situação da África, registrou quase tudo em papel. “Sempre pegava muitas cópias do papel para o rascunho de redação, que a professora distribuía. Assim, não teria surpresa com o tema da redação ”, conta.

    Mas, dado o sinal de início da prova, ela foi direto ao caderno de redação e teve um lapso de memória ao ler o tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Nervosa, fechou o caderno de redação, respirou profundamente, se concentrou novamente e começou a resolver as provas de português e de matemática. Após finalizar as questões objetivas, tinha uma lista enorme de informações para a redação, mas faltavam cerca de 20 minutos para o fim da prova.

    O sucesso trouxe muitas alegrias à família de oito irmãos. Coroou também um ano em que Gabriela passou por muitas dificuldades. Ela sofreu com problemas nos rins e dores fortes na barriga, inclusive no dia do Enem. Só em dezembro fez a cirurgia de apendicite. Para piorar a situação, o Centro de Ensino Médio 10, onde estudava, foi fechado para reforma, e os alunos instalados em uma escola do Setor Industrial de Ceilândia. Eles pegavam o ônibus escolar na frente do antigo estabelecimento de ensino, uma situação que resultou em evasão escolar e muito estresse para quem queria ir para a escola todos os dias.


    Por Marlene Gomes - Especial para o Correio Braziliense - Foto: Helio Montferre/CB.D.A.Press

    domingo, 22 de janeiro de 2017

    #DF é 1º do Centro-Oeste a tratar insuficiência cardíaca com cirurgia não invasiva

    Clip introduzido em coração para corrigir falha em válvula, que deixa de 'conter' sangue (Foto: Reprodução)

    Espécie de grampo introduzido por cateter evita ter de abrir tórax e pausar coração e pulmão. Idosa foi primeira a passar por procedimento em Brasília.

    Uma  idosa de Brasília foi a primeira paciente do Centro-Oeste a corrigir um problema de insuficiência cardíaca com uma nova técnica que dispensa a necessidade de “pausar” o coração e abrir o tórax, de forma não invasiva. O procedimento foi feito em poucas horas e Idalia Calza pôde voltar para casa em menos de três dias – contra oito dias em cirurgias convencionais.

    Para resolver um quadro de insuficiência mitral (quando há refluxo porque uma das válvulas do coração deixa o sangue “voltar”), uma equipe de médicos instalou uma espécie de grampo – o MitraClip – no local. Ele foi colocado com a ajuda de um longo cateter pela virilha.

    “Com esse procedimento, você evita uma cirurgia a peito aberto, que obriga a parar o coração e o pulmão, ligando tudo artificialmente. Isso tem consequência principalmente para quem tem pulmão ruim, insuficiência renal ou quem é muito idoso”, disse o cirurgião cardiovascular Marcus Vinícius dos Santos, que conduziu a cirurgia.

    Segundo o médico, de 50 anos, o tempo de trabalho na sala de operação encurtou de cinco horas para uma hora e meia. Ele afirma que mais da metade dos pacientes que têm esse tipo de insuficiência cardíaca são desaconselhados a fazer a cirurgia convencional porque sofrem de outros problemas, que podem se agravar com o pós-operatório. Para ele, a nova técnica traz uma forma de contornar a situação.
    Cirurgião cardiovascular Marcus Vinícius dos Santos, que conduziu procedimento no DF (Foto: Arquivo Pesssoal)

    Aos 81 anos, a pensionista Idalia Calza comemora em casa o resultado da cirurgia. “Graças a Deus foi muito bem-sucedida. Estou muito bem. Achei espetacular. Não senti uma dor de nada. Passei bem o resto do dia. Como a cirurgia foi no dia 23 de dezembro, ainda deu tempo de comer a ceia em casa.”

    O quadro dela hoje é bem diferente daquele de antes da operação. “Era muito, muito cansaço. Agora, só me lembro de quando acordei da anestesia e os médicos estavam lá todos contentes porque deu tudo certo."

    Não há estudos que indiquem a quantidade de pacientes com insuficiência mitral no Brasil. Nos Estados Unidos, são diagnosticados cerca de 500 mil casos por ano. O problema é diagnosticado principalmente em exames de rotina. Em alguns casos, são sentidos sintomas de anemia ou infecção.




    Por Gabriel Luiz, G1 DF

    #História: "Os croquis do Palácio Itamaraty" - (Ana Cristina Ramos guarda em casa as pranchas com os desenhos do Itamaraty entregues por Oscar Niemeyer a Milton Ramos para o detalhamento do projeto)

                 Imagem registrada por Milton Ramos durante a construção do Itamaraty
                  Os croquis em papel vegetal preservados na casa projetada por Ramos

    Por Nahima Maciel,  

    Milton Ramos tinha ciúmes dos croquis recebidos de Oscar Niemeyer para realizar o projeto executivo do Palácio do Itamaraty. O conjunto de folhas em papel vegetal, muito finas e transparentes, traz os desenhos do arquiteto realizados em 1963, e estão guardados em um rolo de papelão no qual Ramos pregou um papel explicando como recebeu os desenhos e com qual propósito. É um tesouro que Ana Cristina Ramos, filha do arquiteto, guarda com carinho na casa projetada por ele no Lago Sul. “A esses desenhos, quase ninguém teve acesso”, explica a também arquiteta.

    Em julho de 2017, o Itamaraty completa 50 anos e os croquis devem ser cedidos para uma primeira exposição. Mas há muito Ana Cristina procura uma forma de preservar e tornar mais acessível o material. Em casa, ela guarda dezenas de caixas com plantas feitas pelo pai para projetos na capital e faz questão de disponibilizar o acervo para estudantes de arquitetura.

    Os croquis do Itamaraty são muito frágeis, estão desgastados e podem rasgar com facilidade, por isso, costumam ficar guardados, mas a arquiteta gostaria que eles também estivessem acessíveis em algum formato digital. “A preocupação existe porque é um material que vai se deteriorar. A forma de preservar é fotografar. Digitalizar é até perigoso”, lamenta.

    Milton Ramos integrava a equipe de Niemeyer na construção dos monumentos de Brasília. São dele tanto o detalhamento do Itamaraty quanto o do Teatro Nacional, além de vários prédios residenciais nas 400 e alguns nas 200. Os desenhos de Niemeyer para o Itamaraty são uma espécie de ponto de partida. “O croqui é um risco básico que vai dar origem a uma obra. É a primeira ideia que você joga no papel em forma de rascunho para dar origem ao projeto”, explica Ana Cristina. “Do croqui, vai evoluindo para um projeto básico que depois se torna um projeto executivo. Meu pai teve uma participação muito importante no desenrolar.”

    Ana Cristina Ramos guarda em casa as pranchas com os desenhos do Itamaraty entregues por Oscar Niemeyer a Milton Ramos para o detalhamento do projeto
    O detalhamento feito por Oscar Niemeyer para os croquis - Ana Cristina Ramos guarda os croquis em casa 
    Ângulos

    Além dos croquis, o acervo conta com as plantas detalhadas do projeto e uma série de fotografias históricas e raras feitas pelo próprio Milton Ramos. São imagens em preto e branco realizadas ao longo da obra, de vários ângulos e com perspectivas inéditas impossíveis de serem repetidas com o edifício já concluído.

    Vê-se, por exemplo, as obras do Congresso Nacional através dos arcos frontais do então esqueleto do Itamaraty e um conjunto de luzes e sombras possíveis apenas porque o concreto ainda não havia sido preenchido com vidros e revestimentos. Ramos também chegou a produzir uma maquete dos arcos em tamanho original, em madeira. Ana Cristina guarda os recortes de jornais com as notícias da empreitada monumental.

    Milton Ramos Arquiteto essencial
    Nascido no Rio de Janeiro em 1929 e morto em Brasília em 2008, Milton Ramos foi um dos nomes essenciais entre os arquitetos que trabalharam com Oscar Niemeyer na concretização da capital. O arquiteto desembarcou no Planalto Central em 1959 para trabalhar na Construtora Pederneiras S.A, responsável pela construção de vários prédios da cidade. Ramos trabalhou no detalhamento de edifícios importantes assinados por Niemeyer, como o Hospital Distrital de Brasília (HDB) e a residência de Oscar Niemeyer, no Park Way, além do Itamaraty e do Teatro Nacional. Nos anos 1970, depois de deixar a Pederneiras, ele abriu um escritório e passou a realizar os próprios projetos. Entre eles estão o Anexo do Teatro Nacional e a sede do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, além de residências particulares. Também é de Ramos o detalhamento da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BC-UnB), um projeto de José Galbinski e Milton Alves Ferreira.


    (*) Nahima Maciel – Fotos: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A.Press – Correio Braziliense

    #CLDF - "Menos trabalho, mais gasto"

    No ano do pior escândalo da sua história, a Câmara do DF consumiu mais verba pública, mesmo com deputados apresentando e votando menos projetos. O maior consumo dos distritais foi com gasolina, publicidade e consultoria

    Por: Ana Viriato,

    Wasny de Roure (PT) é o que mais recebeu dinheiro como forma de ressarcimento de despesas diversas
    O também petista Chico Vigilante é o segundo na lista de distritais que mais consumiram verba pública
    Rodrigo Delmasso vem em terceiro no ranking de gastadores da Câmara Legislativa, em 2016

    Desgastada pela Operação Drácon, desencadeada em 2016  que se tornou o maior escândalo político do Distrito Federal desde a Caixa de Pandora, a Câmara Legislativa apresentou e votou um índice menor de projetos, em comparação com os números do ano retrasado. Ainda, consumiu mais dos cofres públicos: R$ 3,5 milhões, distribuídos entre verba indenizatória e ressarcimentos com outro teor, como hospedagens dos distritais durante viagens oficiais. Para impulsionar o rendimento da Casa, que retorna às atividades na próxima semana, e diminuir gastos, a nova gestão da Mesa Diretora, encabeçada por Joe Valle (PDT), anuncia reestruturações na rotina parlamentar.

    As despesas dos distritais em 2016 subiram cerca de R$ 400 mil, em relação ao registrado em 2015, quando, juntos, eles torraram R$ 3,1 milhões. A maior parte, para a divulgação das próprias atividades: foram R$ 1,1 milhão só com impressões de fôlderes, informativos, jornais e revistas com descrições da atividade parlamentar. Os distritais também pagaram consultorias de marketing e publicidade e contrataram produções em multimídia. O valor direcionado às assessorias especializadas chegou a R$ 765,6 mil. No âmbito da assessoria jurídica, contratada pelos parlamentares para norteá-los sobre os aspectos viáveis às propostas, houve um gasto de R$ 320 mil.

    Os gastos com combustível permaneceram na média estabelecida em 2015: os cofres brasilienses tiveram de repassar aos parlamentares cerca de R$ 280 mil relativos ao uso de gasolina nos carros. Com esse valor, seria possível abastecer os automóveis com pouco mais de 73 mil litros — índice suficiente para percorrer a circunferência do planeta Terra por 18 vezes ou rodar, em 32 oportunidades, o perímetro brasileiro. A Câmara ainda consumiu quase R$ 690 mil em aluguel de veículos.

    Arquitetura
    O distrital com o maior índice de subsídios recebidos dos cofres públicos é o líder da bancada do PT no Legislativo local, Wasny de Roure. O principal gasto do parlamentar decorreu de uma contratação justificada. Ele desembolsou R$ 9 mil mensais ao escritório Reis Arquitetura. Além disso, o petista manteve despesas com uma empresa locadora de carros. O parlamentar usou, ainda, grande parte do valor para o custeio de gasolina. Apenas em maio, foram mais de R$ 4 mil com combustível. Ao longo de 2016, Wasny investiu pesado na divulgação de detalhes da legislatura.

    O também petista Chico Vigilante é o segundo do ranking, com mais de R$ 274 mil gastos. Ele teve despesas fixas com o financiamento do aluguel de um escritório político, além de água, luz e internet da locação. O custo do estabelecimento variou entre R$ 6,3 mil e R$ 7 mil, em 2016. Vigilante concentrou grande parte da verba no tratamento da própria imagem. Em maio, ele encomendou 37 mil informativos. O distrital ainda destinou R$ 7 mil mensais à empresa de informática Cobra Criada, para consultoria e assessoria em mídias sociais, por exemplo.

    Líder do governo no Legislativo local, Rodrigo Delmasso (Podemos) é o terceiro deputado com mais despesas ressarcidas — R$ 271 mil. O aliado do Palácio do Buriti manteve um escritório no Guará sob o custo de cerca de R$ 3,5 mil mensais e repassou, mensalmente, R$ 3,8 mil à Brunauto Serviços, empresa da qual locou veículos. Delmasso também investiu na captação de imagens, produção de vídeos e impressão de informativos.

    Contraponto
    Por meio de nota oficial, a assessoria de comunicação de Wasny de Roure justifica parte dos gastos com a singularidade dos serviços prestados pela arquiteta contratada. “Não há uma profissional como ela na Câmara Legislativa. A referida funcionária cumpre expediente e auxilia o distrital no aspecto fundiário, em projetos relativos ao Sol Nascente, Pôr do Sol, Recanto das Emas e Samambaia”, alega.

    Também por nota, Chico Vigilante, diz que “os recursos custeados pela verba indenizatória são utilizados exclusivamente para o trabalho parlamentar e estão em total conformidade com os rígidos critérios de transparência estabelecidos pela Mesa Diretora”.

    Mudanças
    Já a assessoria de Rodrigo Delmasso ressaltou que “os subsídios são utilizados dentro da legalidade e limite da lei”. E acrescentou: “Grande parte do valor é utilizado para custear o Projeto Gabinete Itinerante, que consiste em ouvir as demandas da população, para, assim, dar o encaminhamento aos órgãos competentes. Com o programa, em 2016, mais de 10 mil pessoas nos contataram e, em decorrência disso, 1.241 projetos foram apresentados à Câmara Legislativa”.

    A nova Mesa Diretora do Legislativo local, empossada em 1º de janeiro, anuncia alterações na sistematização da Casa, na qual, em 2016, 56,63% das sessões ordinárias foram encerradas devido a insuficiência de quórum para deliberação e votação. O intuito é otimizar a produtividade do colegiado. O primeiro alvo de mudanças será a reunião de líderes.

    Tradicionalmente, o encontro ocorre às terças-feiras, em momentos prévios ao início da sessão ordinária do dia e causa atrasos na abertura dos debates. O presidente da Câmara, Joe Valle (PDT), então, pretende realizá-lo às segundas-feiras, quando, conforme previsto no regimento interno da Câmara, não há sessões plenárias. “Os deputados decidirão a pauta com um dia de antecedência e terão mais tempo para a preparação”, defende.

    O pedetista deseja ainda otimizar o funcionamento das comissões permanentes. Responsáveis pela elaboração de pareceres sobre as proposições que chegam à Casa, os integrantes dos colegiados específicos, muitas vezes, produzem os relatórios em meio ao Plenário, durante a votação das demais propostas. “Analisar projetos em caráter de urgência deve parar de ser rotineiro. As comissões precisam de tempo para deliberar de forma profunda sobre os documentos e observar os prós e os contras”, destaca Valle.

    Em relação ao sistema de controle de presença da Casa, a primeira proposta é a transmissão ao vivo das sessões ordinárias, a princípio em redes sociais e, até junho, por meio da TV Distrital. Além disso, Joe Valle analisa a aquisição de painéis eletrônicos para o controle de quórum em Plenário. “Sempre ressalto: a transparência é essencial no trabalho da Câmara. Queremos que o eleitor acompanhe e avalie o distrital em quem votou.”

    Para saber mais - Cota pessoal
    Além de receber o salário de R$ 25,3 mil, cada distrital pode gastar, mensalmente, R$ 25.322,25 de verba indenizatória. As despesas com aluguel de carros e imóveis, as compras de material e combustível, além da contratação de consultoria jurídica não podem ultrapassar 40% do montante. Já os subsídios com assessoria especializada e divulgação de atividade parlamentar não podem ser superiores a 60% da cota. Por fim, os parlamentares são, ainda, ressarcidos com os valores gastos em hospedagens, durante viagens oficiais, por exemplo.

    CONSUMO;
    Confira quanto cada distrital consumiu dos cofres públicos em 2016, por meio de ressarcimento de gastos
    ·         Wasny de Roure (PT)    R$ 289.818,40
    ·         Chico Vigilante (PT)    R$274.340,51
    ·         Rodrigo Delmasso (Podemos)    R$ 271.099,54
    ·         Lira (PHS)    R$ 240.291,44
    ·         Robério Negreiros (PSDB)    R$230.517,20
    ·         Juarezão (PSB)    R$223.492,20
    ·         Cristiano Araújo (PSD)    R$221.874,72
    ·         Sandra Faraj (SD)    R$ 190.295,61
    ·         Julio Cesar (PRB)    R$187.430,22
    ·         Claudio Abrantes (Rede)    R$182.106,04
    ·         Rafael Prudente (PMDB)    R$ 181.681,99
    ·         Luzia de Paula (PSB)    R$ 177.262,89
    ·         Wellington Luiz (PMDB)    R$ 170.622,27
    ·         Ricardo Vale (PT)    R$ 155.301,34
    ·         Roosevelt Vilela (Suplente de Joe Valle)    R$ 122.884,65
    ·         Liliane Roriz (PTB)    R$ 118.000,00
    ·         Bispo Renato Andrade (PR)      R$114.327,20
    ·         Telma Rufino (PROS)    R$ 111.870,26
    ·         Raimundo Ribeiro (PPS)    R$99.093,17
    ·         Israel Batista (PV)    R$ 26.557,11
    ·         Agaciel Maia (PR)    R$ 1.966
    ·         Celina Leão (PPS)    Não recebeu ressarcimento
    ·         Chico Leite (Rede)    Não recebeu ressarcimento
    ·         Joe Valle (PDT)    Não recebeu ressarcimento
    ·         Reginaldo Veras (PDT)    Não recebeu ressarcimento

    Ganhos políticos - Confira a quantidade de projetos de lei e projetos de lei complementar assinado por cada distrital e aprovado na Câmara Legislativa, em 2016

    Os deputados distritais aprovaram, em 2016, 171 projetos de lei e projetos de lei complementar. Em 2015, 254 propostas neste molde receberam o aval do colegiado. O total de proposições protocoladas na Câmara Legislativa equivale a 50,88% do índice atingido em 2015: à época, ofertaram-se 9.280 planejamentos. Já no ano passado, foram elaborados 4.722 projetos. Desses, 60,56% referem-se a indicações. Os distritais usam essa modalidade de proposta para recomendar ao Executivo fazer obras, como a construção de praças e creches. Na prática, se o investimento é realizado, reverte-se em ganho político para o parlamentar.
    O número inclui, ainda, 271 moções, usadas para manifestar louvor e pesar ou parabenizar pessoas públicas. No mesmo âmbito, o índice abarca 119 projetos de decreto legislativo. Este tipo de proposição independe da opinião do governador e é destinada, na maioria das vezes, a títulos de cidadão honorário, como foi o caso da concessão da qualificação à ex-presidente da República Dilma Rousseff, em dezembro.

    Polêmicas
    Dos 171 projetos de lei e projetos de lei complementar aprovados em 2016, 77 receberam o aval da Câmara no segundo semestre de 2016. Desses, 63,63% são de iniciativa do Executivo. A maioria concentra temas polêmicos, como a reversão de parte do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev) para o custeio de salários do funcionalismo e a expansão do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis).

    O colegiado, porém, deixou o debate sobre outras questões importantes para 2017. Ele baterá o martelo, neste ano, sobre a Lei do Silêncio e a prestação de serviços em diversos setores públicos por organizações sociais. Além disso, o Buriti deve enviar à Câmara o projeto de lei de uso e ocupação do solo (Luos) e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub).

    As discussões sobre os temas-chave do ano, inclusive, já começaram. A Câmara revogou, por 18 votos a 0, o reajuste nas passagens de ônibus e metrô, em sessão extraordinária, convocada no recesso parlamentar. A baixa nas tarifas deve permanecer, ao menos, até esta terça-feira, quando o Conselho Especial do TJDFT analisará a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo Executivo, com o intuito de manter os reajustes de até 25% nos bilhetes dos coletivos e da malha  metroviária.

    PRODUÇÃO

    Julio Cesar (PRB)    8
    Rodrigo Delmasso (Podemos)    8
    Luzia de Paula (PSB)    7
    Rafael Prudente (PMDB)    6
    Wasny de Roure (PT)    6
    Agaciel Maia (PR)     5
    Bispo Renato Andrade (PR)    5
    Celina Leão (PPS)    5
    Chico Vigilante (PT)    5
    Israel Batista (PV)    5
    Liliane Roriz (PTB)    5
    Reginaldo Veras (PDT)    5
    Claudio Abrantes (Rede)    4
    Juarezão (PSB)    4
    Ricardo Vale (PT)    4
    Sandra Faraj (SD)    4
    Chico Leite (Rede)    3
    Cristiano Araújo (PSD)    3
    Lira (PHS)    3
    Robério Negreiros (PSDB)    3
    Wellington Luiz (PMDB)    3
    Joe Valle (PDT)    2
    Raimundo Ribeiro (PPS)    2
    Telma Rufino (PROS)    1
    Por: Ana Viriato – Especial para o Correio Braziliense – Fotos: Gustavo Moreno/CB/D.A.Press – Breno Fortes/CB/D.A.Press – Ed Alves/D.A.Pres

    Para MP, Câmara extrapolou poder ao sustar decreto das tarifas de ônibus

               Para MP, Câmara extrapolou poder ao sustar decreto das tarifas de ônibus

    No processo em que se discute se a Câmara Legislativa poderia sustar o ato de Rollemberg (PSB) de reajuste das tarifas de ônibus, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) disse que não. O entendimento é de que os deputados distritais invadiram uma prerrogativa do governador do DF. Sem entrar no mérito do impacto do aumento das passagens, o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, vai sustentar que os deputados distritais violaram a Lei Orgânica do DF. O argumento é  que a Câmara só pode sustar um ato do governador quando este extrapolar o poder regulamentar. Bessa vai defender na sessão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça que o decreto do governador não extrapolou os limites regulamentares reconhecidos ao chefe do Executivo. O estudo do MPDFT levou em conta entendimento que prevalece no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Manifestação do MP já está com o relator
    Essa manifestação do Ministério Público do DF já consta do processo. Foi encaminhada ao relator, desembargador Getúlio Moraes de Oliveira, na última quinta-feira. Nesta terça-feira, os 17 desembargadores que compõem o Conselho Especial do Tribunal de Justiça vão analisar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo governador Rodrigo Rollemberg, contra o decreto-legislativo que sustou o preço das tarifas.


    Por Helena Mader – Coluna “Eixo Capital” – Foto: MPDFT/Divulgação – Correio Braziliense 

    As aves do cerrado


    Por Severino Francisco,

    O que confere beleza, singularidade, distinção e charme ao condomínio onde moro é a mata cerrada muito próxima, impondo uma convivência cotidiana com animais silvestres. Se você chegar à noite, vai se deparar com alguma coruja buraqueira, enterrada nos vãos do calçamento, com os olhos alumiados. Quando o carro está bem em cima, quase atropelando, ela voa abruptamente, com um facho intenso de luz voltando dos olhos, como se fosse um farol.

    Nos céus, costuma planar como uma asa delta o gavião de cauda curta ou o carcará procurando alguma presa para atacar. Mas, apesar de toda a fúria predadora, é possível avistar o caracará perseguido em pleno voo por tesourinhas, bem-te-vis e até beija-flores em defesa dos seus ninhos. Certo dia, acordei cedo, olhei para o quintal e me surpreendi com a visão de várias penas brancas flutuando e pousando levemente no chão.

    Era um gavião devorando algum pássaro. Em um primeiro momento, cogitei dar uma tremenda bronca no bicho, mas logo, em um acesso de sensatez, eu me lembrei do personagem Américo Pisca-Pisca, de Monteiro Lobato. Ele queria reformar a natureza e imaginou colocar as melancias no alto das árvores e as jabuticabeiras nas ramas rasteiras. Até que dormiu embaixo de uma jabuticabeira, uma frutinha caiu-lhe na cabeça e ele desistiu de reformar a natureza. Sigamos os pássaros.

    Com seu voo elétrico, os beija-flores dão o ar de sua graça. Em nosso território, somos agraciados com o beija-flor-do-rabo-branco, o beija-flor-tesoura e o beija-flor-de-garganta-verde. Vocês sabiam que os beija-flores visitam cerca de mil flores por dia para adquirir a grande quantidade de néctar de que necessitam?

    Somos brindados, ainda, com as visitas da pomba-asa-branca, da juriti-pupu, do periquitão-maracanã, do periquito-de-encontro-amarelo, da alma-de-gato, do anu-preto, do anu-branco, dos tucanos, do pica-pau-verde-barrado, do pica-pau-de-banda-branca, do joão-de-barro, do bem-te-vi, do suiriri, da tesourinha, da andorinha-pequena-de-casa, da curruíra, do sabiá-laranjeira, do sabiá-de-barranco, da cambacica, do saí-azul, do sanhaço-cinzento, do coleiro-baiano e do Fim-fim, entre outros. Só os nomes deles são musicais e parecem pedaços de um poema de Guimarães Rosa.

    Modéstia à parte, nosso condomínio tem uma tradição de consciência e luta em defesa do meio ambiente. Se não fosse a mobilização e a ação destemida dos moradores, os grileiros já teriam destruído aquela bela mata, nossa maior riqueza. E toda a sapiência ecológica que ostentei, eu surrupiei descaradamente de uma magnífica cartilha sobre os pássaros do Condomínio Quintas Bela Vista, elaborada por uma equipe constituída por Shirley Hauff (bióloga), Sandro Barata (fotógrafo), Gilberto Lacerda (pedagogo) e Sérgio Garschagen (jornalista). Eles conseguiram elaborar um guia, ao mesmo tempo, científico e lírico: O canto do Bela Vista.

    O guia nos ensina que, pela observação dos pássaros, nós podemos aprender muito sobre as condições de tempo, as estações, a diversidade e a qualidade de nosso meio ambiente. Alguns desses pássaros poderiam tocar no Clube do Choro ou no Porão do Rock. Canto de passarinho é sempre uma promessa de felicidade.




    (*) Severino Francisco, é jornalista, colunista do Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    imagem-logo
    © Blog do CHIQUINHO DORNAS 2012/2016 Todos os direitos reservados.