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  • domingo, 22 de novembro de 2015

    À QUEIMA-ROUPA: Benito Tiezzi, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo-DF)

              Benito Tiezzi,  presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo-DF) 

    Muitos delegados têm reclamado da possibilidade de ser firmado um convênio entre a PM e o Ministério Público para que policiais militares passem a lavrar termos circunstanciados, ou seja, façam parte do trabalho da Polícia Civil. Esse equilíbrio entre as duas corporações pode ser abalado?
    Não tenha dúvida. Qualquer ato ilegal —  e acredito que o Ministério Público não vai fomentar atos ilegais — traz severos transtornos. Até porque ninguém vai ficar parado diante de uma ilegalidade. 

    As entidades que representam a Polícia Civil vão tentar barrar esse convênio na Justiça?
    Não tenha dúvida de que seriam utilizados todos os meios possíveis para se coibir essa ilegalidade porque essa é a nossa função. Salta aos olhos a possibilidade de uma ilegalidade absoluta como essa, inclusive já dirimida em ações no Supremo. Nem queremos acreditar que isso seja possível.

    Há uma disputa de poder?
    Não digo que haja uma disputa de poder. Há focos de conflito. E isso é péssimo. Cada um tem o seu papel. Não podemos ter pontos de conflito em que haja uma ruptura no cumprimento desses deveres. Se não faço bem o meu, não posso querer fazer bem o do outro.  

    Na discussão sobre a PEC 37, polícias e o
     Ministério Público entraram num confronto. Hoje, o sucesso da Operação Lava-Jato  não seria um exemplo de eficiência desse poder do MP?
    Não conheço a fundo a investigação da Lava-Jato. Mas entendo que a atuação forte é da Polícia Federal. Eles estão trabalhando de forma integrada com o Ministério Público, que é importante, como deve ocorrer. É ótimo que ocorra assim, de forma integrada. Tal qual a situação da Polícia Militar deve ser conosco. 

    A Polícia Civil passou uma temporada de greve, reclamando da estrutura. O que falta?
    Gravemente efetivo. Grave. É muito grave. E o governo tem efetivo para nomear neste ano, vai ter no próximo e não está nomeando. Está deixando de atender o cidadão, a segurança pública.

    Mas o governo diz que não tem dinheiro ara contratar pessoal…
    Tem, sim, porque o Fundo Constitucional é para a segurança pública. O problema é o desvio de finalidade do fundo. Não pode deixar de atender a segurança pública para atender outras áreas, em descumprimento à Constituição.

    Crimes estão deixando de ser desvendados or causa de pessoal?
    Nós poderíamos atuar bem melhor do que estamos atuando hoje. O que está acontecendo? Estamos adoecendo. A carga de horário é estupenda. Está muito além do normal. E outra: nós não temos nenhum tipo de auxílio-moradia, paletó…

    O salário está baixo?
    Muito baixo. Nosso salário está absolutamente defasado. Ficamos defasados no tempo comparados ao Brasil. Nós, delegados, estamos hoje entre o oitavo e o 10º lugar no ranking de salários do país. Ficamos para trás. Nós tínhamos o salário nivelado com o de magistrados e o do Ministério Público. Hoje, nem de binóculo chegamos perto.

    O DF está há duas semanas sem um titular na Secretaria de Segurança Pública. Que perfil os delegados esperam de quem vai substituir Arthur Trindade?
    Um sujeito que congregue as forças de segurança pública e que entenda que  a autonomia é fundamental para a Polícia Civil. Não existe investigação criminal sem autonomia.


    Por: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Foto: Andre Violatti/Esp.C.B/D.A.Press

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