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  • terça-feira, 15 de dezembro de 2015

    15/12/1960 - O dia em que JK chorou

    O dia 15 de dezembro será sempre uma data especial para Brasília. É o aniversário do artista-construtor Oscar Niemeyer. Além disso, nesse dia, em 1960, ocorreu a cerimônia oficial de formatura das primeiras professoras de Brasília, as normalistas da Caseb: Apparecida Castilha, Cosete Ramos, Dayse Clarice Pereira, Irene Alves Oliveira, Lenice Camilo, Maria Coeli de Almeida, Maria Isabel Nardelli Pinto, Miriam di Azevedo e Neyse Ataíde de Oliveira.

    O patrono oficial da festa histórica da educação: o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Ao entrar, JK foi aplaudido de pé efusivamente. Começando a cerimônia, a oradora da turma, Cosete Ramos, elogiou o grupo abnegado de professores que, sob a liderança inspiradora do professor Armando Hildebrand, conseguiu imprimir ao ensino de Brasília o elevado grau de eficiência, dentro de modernos padrões, quase revolucionários.

    JK se emocionou e foi às lágrimas, que lhe correram livremente pela face. Em seguida, mostrou um texto que havia preparado. Guardou o documento e falou de improviso, fazendo um discurso vibrante e entusiasmado. Quando encerrou a fala, sentou-se e extravasou a emoção por escrito. solenidade por si só justificava a emoção que senti: formatura das primeiras mestras de Brasília. O discurso da oradora da turma trouxe, entretanto, nota admirável à reunião: revelou tal altura intelectual, tal maturidade de cultura que olho agora mais tranquilo o destino da educação no Planalto.

    Por que JK chorou? Talvez, lembrava-se com saudade da mãe, mestra Julia, como JK a chamava, que foi homenageada na ocasião. Talvez porque visse na sua frente jovens mulheres símbolo da juventude que seria responsável por carregar o legado fantástico de desenvolvimento que estava deixando. Talvez porque seriam os seus 15 dias finais. Foi um dos últimos atos públicos do qual participou... E ainda havia tanta coisa que JK queria fazer pelo Brasil. Talvez, as três respostas acima estejam corretas.

    No dia seguinte, em 16.12.60, expressiva manchete do Correio Braziliense deu bem a dimensão do significado da primeira formatura de professoras em solo brasiliense: Nunca o Brasil foi tão unido. JK liderou projeto esperançoso e ambicioso de país. Exatamente o projeto de que tanto precisamos hoje. Na verdade, o Brasil necessita de novo líder, como JK, capaz de inspirar pessoas para, juntas, construírem radiante futuro

    Neste 15 de dezembro de 2015, passados 55 anos, em nome da juventude daquela época, que tinha em JK o grande modelo, é com orgulho que afirmo: Salve Juscelino Kubitschek, homem extraordinário que, como todo grande homem, também sabia chorar.


    Por: Cosete Ramos – Educadora – Foto/Ilustração: Blog-Google – Fonte: Correio Braziliense  

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